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Em pouco mais 1 ano, 15 mil venezuelanos já foram transferidos de Roraima

Conforme a Acolhida, missão humanitária que cuida do fluxo migratório, o estado que mais recebeu os venezuelanos foi o Amazonas

Portal Amazônia, com informações do G1 Roraima

jornalismo@portalamazonia.com


De acordo com a operação Acolhida, missão humanitária que cuida do fluxo migratório, 15.071 venezuelanos que cruzaram a fronteira do Brasil por Roraima foram transferidos da região fronteiriça a outros 22 estados brasileiros entre 5 abril de 2018, quando começou a interiorização, e esta quarta (17).


O número inclui não só transferências da Força Aérea Brasileira (FAB), que são mais de 8 mil, mas também as que são feitas por instituições parceiras da operação, como a mediada pelo bilionário Carlos Wizard e as companhias Azul, Gol e Latam, que garante voos de graça aos venezuelanos.

     
Foto: Inaê Brandão/ G1 Roraima
 

Até 30 de junho, conforme a Acolhida, os estados que mais receberam os venezuelanos foram Amazonas (1.836), São Paulo (1.296) e Rio Grande do Sul (1.095).


"Em junho transferimos 1.682 mil venezuelanos e ainda neste mês pretendemos atingir o número de 2 mil ", afirmou o general Eduardo Pazuello, que comanda a operação. "A interiorização é hoje o principal foco da Acolhida. A meta é acelerar o processo e, até o fim do ano, esvaziar os 13 abrigos do estado, deixando apenas quatro funcionando em Boa Vista".


Os números foiram apresentados durante uma reunião entre deputados federais, estaduais, vereadores da capital e representantes da operação para tratar da imigração venezuelana.


O encontro ocorreu na 1ª Brigada de Infantaria de Selva, em Boa Vista, e os parlamentares cobraram, principalmente, soluções para o impacto da migração em setores como saúde, educação e segurança.

Em média, 550 venezuelanos cruzam por dia a fronteira em Pacaraima, distante 215 km de Boa Vista. Desse total, segundo a Acolhida, 250 não ficam no estado, 230 não desejam ficar em abrigos e ao menos 30 necessitam de assistência humanitária.

"Um saldo de 20, 30 pessoas por dia é pequeno se visto de maneira isolada, mas em um mês viram 1 mil, e em três meses pode representar 3 mil pessoas a mais vivendo nas ruas, caso a interiorização não seja rápida", disse Pazuello.

O levantamento apresentado também mapeia o fluxo de ingresso no Brasil. Desde 2017, 260 mil venezuelanos entraram no país e 100 mil saíram, sendo que 35% deixou o território nacional pela própria fronteira em Pacaraima.


Participação Social

Durante a reunião, o coronel Eduardo Migon, oficial de Planejamento da Acolhida, disse que a operação já envolve 109 entidades, incluindo governos, instituições e ONGs.

"Temos um total de 2 mil pessoas diretamente ligadas à operação, sendo que 520 são militares e as demais são de instituições parceiras", detalhou.

Estima-se que desde 2015 cerca de 4 milhões de venezuelanos deixaram seu país em decorrência da crise política, econômica e social que atinge o país. O Brasil é o quinto país que mais recebeu imigrantes, conforme a ONU, que defende que eles tenham proteção como refugiados.



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Em pouco mais 1 ano, 15 mil venezuelanos já foram transferidos de Roraima

Conforme a Acolhida, missão humanitária que cuida do fluxo migratório, o estado que mais recebeu os venezuelanos foi o Amazonas

Portal Amazônia, com informações do G1 Roraima

jornalismo@portalamazonia.com


De acordo com a operação Acolhida, missão humanitária que cuida do fluxo migratório, 15.071 venezuelanos que cruzaram a fronteira do Brasil por Roraima foram transferidos da região fronteiriça a outros 22 estados brasileiros entre 5 abril de 2018, quando começou a interiorização, e esta quarta (17).


O número inclui não só transferências da Força Aérea Brasileira (FAB), que são mais de 8 mil, mas também as que são feitas por instituições parceiras da operação, como a mediada pelo bilionário Carlos Wizard e as companhias Azul, Gol e Latam, que garante voos de graça aos venezuelanos.

     
Foto: Inaê Brandão/ G1 Roraima
 

Até 30 de junho, conforme a Acolhida, os estados que mais receberam os venezuelanos foram Amazonas (1.836), São Paulo (1.296) e Rio Grande do Sul (1.095).


"Em junho transferimos 1.682 mil venezuelanos e ainda neste mês pretendemos atingir o número de 2 mil ", afirmou o general Eduardo Pazuello, que comanda a operação. "A interiorização é hoje o principal foco da Acolhida. A meta é acelerar o processo e, até o fim do ano, esvaziar os 13 abrigos do estado, deixando apenas quatro funcionando em Boa Vista".


Os números foiram apresentados durante uma reunião entre deputados federais, estaduais, vereadores da capital e representantes da operação para tratar da imigração venezuelana.


O encontro ocorreu na 1ª Brigada de Infantaria de Selva, em Boa Vista, e os parlamentares cobraram, principalmente, soluções para o impacto da migração em setores como saúde, educação e segurança.

Em média, 550 venezuelanos cruzam por dia a fronteira em Pacaraima, distante 215 km de Boa Vista. Desse total, segundo a Acolhida, 250 não ficam no estado, 230 não desejam ficar em abrigos e ao menos 30 necessitam de assistência humanitária.

"Um saldo de 20, 30 pessoas por dia é pequeno se visto de maneira isolada, mas em um mês viram 1 mil, e em três meses pode representar 3 mil pessoas a mais vivendo nas ruas, caso a interiorização não seja rápida", disse Pazuello.

O levantamento apresentado também mapeia o fluxo de ingresso no Brasil. Desde 2017, 260 mil venezuelanos entraram no país e 100 mil saíram, sendo que 35% deixou o território nacional pela própria fronteira em Pacaraima.


Participação Social

Durante a reunião, o coronel Eduardo Migon, oficial de Planejamento da Acolhida, disse que a operação já envolve 109 entidades, incluindo governos, instituições e ONGs.

"Temos um total de 2 mil pessoas diretamente ligadas à operação, sendo que 520 são militares e as demais são de instituições parceiras", detalhou.

Estima-se que desde 2015 cerca de 4 milhões de venezuelanos deixaram seu país em decorrência da crise política, econômica e social que atinge o país. O Brasil é o quinto país que mais recebeu imigrantes, conforme a ONU, que defende que eles tenham proteção como refugiados.


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