Economia

Em Manaus, ministro do Trabalho se diz otimista após retomada de contratações

Ministro Helton Yomura participou, neste sábado (28), de eventos alusivos ao Dia do Trabalhador, na capital


A construção civil contratou 2.055 pessoas no primeiro trimestre deste ano, no Amazonas, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Em todo Brasil, a construção gerou 331.129 vagas formais, no período. Em passagem por Manaus, neste sábado (28), o ministro interino do Trabalho, Helton Yomura se disse otimista com a retomada do emprego e a redução das demissões no setor.

De acordo com o Caged, de janeiro a março, o número de contratações na construção civil evoluiu no Amazonas. No primeiro mês do ano, foram abertos 571 postos de trabalho. Em fevereiro, o número saltou para 668 novas vagas. O Estado fechou o mês de março com 816 novas admissões.

O ministro do Trabalho, que participou de eventos alusivos ao Dia do Trabalhador, na capital, neste sábado, destacou que os indicadores do primeiro trimestre são positivos para a construção civil.

“Ainda é uma recuperação tímida, pela quantidade de vagas que a construção civil perdeu, sobretudo, a construção civil leve (mercado imobiliário). Há um estoque de unidades lançadas que ainda não foram vendidas. E (as incorporadoras) precisam, obviamente, vendê-las para continuar edificando novos prédios, novos empreendimentos”, disse o Yomura, destacando que a retomada do emprego em todos os setores deve impulsionar a compra de imóveis e reaquecimento do setor. 
 
Foto: Divulgação
 
Desligamentos 

Embora o número de demissões ainda esteja puxando o saldo de empregos no setor para baixo, dados do Caged indicam que, nos últimos dois anos, houve retomada no número de contratações e queda nos desligamentos. 

Em janeiro de 2017, houve 1.331 desligamentos. No ano anterior, o mês teve 1.337 demissões. Agora em 2018, esse número caiu para 1.262. 

Quando são comparados os meses de fevereiro de 2016, 2017 e 2018, a queda do número de desligamentos é ainda mais expressiva. Em 2016, o setor demitiu 1.121 pessoas no Estado, contra 976 no passado e 659 neste ano. 

Março demonstra que a queda do número demissões tem sido gradativa, apesar do registro de aumento no ano passado. Há dois anos, o setor perdeu 1.117 postos no mês. Em 2017, o número subiu para 1.123 desligamentos. Em 2018, foram fechados 821 postos de trabalho em março – uma redução no número de demissões de 26,8% frente ao ano anterior. 

“Temos observado que os números não são muito favoráveis, mas saímos de números negativos e estamos em números positivos de contratações. Isso demonstra que o setor está retomando gradualmente. Apesar de pequeno, esse número de contratações em relação às demissões, já mostra que o setor começa a se recuperar”, ressaltou o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM).

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Em Manaus, ministro do Trabalho se diz otimista após retomada de contratações

Ministro Helton Yomura participou, neste sábado (28), de eventos alusivos ao Dia do Trabalhador, na capital

Redação

jornalismo@portalamazonia.com


A construção civil contratou 2.055 pessoas no primeiro trimestre deste ano, no Amazonas, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Em todo Brasil, a construção gerou 331.129 vagas formais, no período. Em passagem por Manaus, neste sábado (28), o ministro interino do Trabalho, Helton Yomura se disse otimista com a retomada do emprego e a redução das demissões no setor.

De acordo com o Caged, de janeiro a março, o número de contratações na construção civil evoluiu no Amazonas. No primeiro mês do ano, foram abertos 571 postos de trabalho. Em fevereiro, o número saltou para 668 novas vagas. O Estado fechou o mês de março com 816 novas admissões.

O ministro do Trabalho, que participou de eventos alusivos ao Dia do Trabalhador, na capital, neste sábado, destacou que os indicadores do primeiro trimestre são positivos para a construção civil.

“Ainda é uma recuperação tímida, pela quantidade de vagas que a construção civil perdeu, sobretudo, a construção civil leve (mercado imobiliário). Há um estoque de unidades lançadas que ainda não foram vendidas. E (as incorporadoras) precisam, obviamente, vendê-las para continuar edificando novos prédios, novos empreendimentos”, disse o Yomura, destacando que a retomada do emprego em todos os setores deve impulsionar a compra de imóveis e reaquecimento do setor. 
 
Foto: Divulgação
 
Desligamentos 

Embora o número de demissões ainda esteja puxando o saldo de empregos no setor para baixo, dados do Caged indicam que, nos últimos dois anos, houve retomada no número de contratações e queda nos desligamentos. 

Em janeiro de 2017, houve 1.331 desligamentos. No ano anterior, o mês teve 1.337 demissões. Agora em 2018, esse número caiu para 1.262. 

Quando são comparados os meses de fevereiro de 2016, 2017 e 2018, a queda do número de desligamentos é ainda mais expressiva. Em 2016, o setor demitiu 1.121 pessoas no Estado, contra 976 no passado e 659 neste ano. 

Março demonstra que a queda do número demissões tem sido gradativa, apesar do registro de aumento no ano passado. Há dois anos, o setor perdeu 1.117 postos no mês. Em 2017, o número subiu para 1.123 desligamentos. Em 2018, foram fechados 821 postos de trabalho em março – uma redução no número de demissões de 26,8% frente ao ano anterior. 

“Temos observado que os números não são muito favoráveis, mas saímos de números negativos e estamos em números positivos de contratações. Isso demonstra que o setor está retomando gradualmente. Apesar de pequeno, esse número de contratações em relação às demissões, já mostra que o setor começa a se recuperar”, ressaltou o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM).

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