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Entre Manaus e Porto Velho: Dnit reinicia asfaltamento de novo trecho da BR-319, no Amazonas

O DNIT informou, em nota, que a área a ser restaurada será entre os quilômetros 13 e 198, onde serão investidos cerca de R$ 400 milhões, até o final do ano.

William Costa

jornalismo@portalamazonia.com


Em 1973, a principal ligação entre o Amazonas e Rondônia era inaugurada. A rodovia BR-319, foi entregue, às pressas, com 877 quilômetros de estrada pavimentada que cortava a floresta amazônica entre as duas capitais, Manaus e Porto Velho. O motivo era a integração terrestre desse lado da Amazônia com o restante do país, pois o acesso ao Pará já era feito por estrada.


Por falta de manutenção, ainda no final da década de 1980, a rodovia passou a ter vários trechos intrafegáveis, com isso, o que integrava, agora tinha se tornado um desafio, principalmente para o escoamento da produção.

         
Foto:Acervo Pessoal/Ivanildo Albuquerque
 


Saindo de Manaus, pelo Porto da Ceasa, e atravessando o rio Negro, de balsa, já se chega no quilômetro 13 da rodovia, que fica na cidade de Careiro da Várzea, e que foi dividida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) em três segmentos (lotes), denominados Segmentos A, B, C , e “Trecho do Meio”. E as promessas do poder público para a recuperação da BR 319 se arrastam a anos.



Segmento A: do km 0,00 ao km 177,80
Segmento B: do km 655,70 ao 877,40
Segmento C: do km 177,80 ao 250,00
“Trecho do Meio”: do km 250,00 ao km 655,70



Recentemente, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) divulgou imagens sobre o retorno das obras de asfaltamento da BR 319, mesmo não tendo sido anunciado pelo Governo Federal como prioridade no pacote de obras divulgado no segundo bimestre desse ano. Passa por restauração o trecho entre os quilômetros 138 e 143, que possui licenciamento.



O DNIT informou, em nota, que a área a ser restaurada será entre os quilômetros 13 e 198, onde serão investidos cerca de R$ 400 milhões, até o final do ano. Segundo o órgão, a restauração compreende serviços de manutenção estrutural, visando restituir o nível de desempenho do pavimento com asfalto novo, composto por areia, brita e cimento e tendo 18 centímetros de base.



Para o André Marcílio, da Associação Amigos da BR-319, são poucos os quilômetros em asfaltamento, e não há recurso para continuidade das obras.



"O lote B tem licença ambiental, e que está sendo repavimentado a vários anos, e no ano passado foram 10 quilômetros. Nó vídeo divulgado pelo DNIT são asfaltados apenas 5 quilômetros, e não recurso para seguirem as obras. No lote C, já tem a licença, se pode asfaltar, mas ainda não foi licitado. E o Trecho do Meio não tem licença, ainda falta o EIA/RIMA que deve ser apresentado pelo DNIT ao IBAMA, para obtenção das licenças", conta André.

         
Foto:Reprodução/Blog Acir Gurgacz
 


Sonho



Para o caminhoneiro Ivanildo Albuquerque, o asfaltamento da BR 319 é necessário, principalmente em se tratando de acesso e escoamento da produção.



"Com a BR-319 trafegável o ano inteiro, os estado do Amazonas e de Roraima ganharão muito, assim como os moradores ao longo da rodovia, que sofrem sem conseguir acesso à saúde, escola, além das dificuldades que encontram em escoar suas produções", conta Ivanildo.



Ivanildo trabalha com fretes e conta que perde muito tempo e dinheiro nas viagens.



"O valor de um frete de Manaus a São Paulo, em um caminhão truk, varia de R$ 10 a 12 mil. Se o trajeto de Manaus à Porto Velho for feito via balsa, que é o nosso caso, o custo varia de R$ 3,5 mil a R$ 4 mil, e dura cerca de 10 dias. Se pavimentada por completo, pela BR 319, gastaríamos R$ 150 de travessias em balsas, R$ 1 mil de diesel, e chegaríamos em 24 horas", ressalta.

           
Foto:Luciano Abreu/Rede Amazônica
 



Para o caminhoneiro, o custo é significativamente menor, e ele ainda lembra que a demora é  um sacrifício.



"Com a BR 319, ganharíamos mais dias para o trabalho. Hoje, de balsa, ficamos parados por muito tempo, além das condições de higiene e alimentação que não são as melhores", pontua.



Ainda segundo o DNIT, são previstos investimentos na ordem de R$ 70 milhões em dois contratos de restauração, além de contratos ativos de conservação rodoviária no segmento referente aos lotes (segmentos) B e C, prevendo-se investimentos de R$ 11 milhões em 2019.



Para o segmento C, está previsto elaboração de anteprojeto de engenharia para reconstrução da rodovia.



     
Economia

Entre Manaus e Porto Velho: Dnit reinicia asfaltamento de novo trecho da BR-319, no Amazonas

O DNIT informou, em nota, que a área a ser restaurada será entre os quilômetros 13 e 198, onde serão investidos cerca de R$ 400 milhões, até o final do ano.


Em 1973, a principal ligação entre o Amazonas e Rondônia era inaugurada. A rodovia BR-319, foi entregue, às pressas, com 877 quilômetros de estrada pavimentada que cortava a floresta amazônica entre as duas capitais, Manaus e Porto Velho. O motivo era a integração terrestre desse lado da Amazônia com o restante do país, pois o acesso ao Pará já era feito por estrada.


Por falta de manutenção, ainda no final da década de 1980, a rodovia passou a ter vários trechos intrafegáveis, com isso, o que integrava, agora tinha se tornado um desafio, principalmente para o escoamento da produção.

         
Foto:Acervo Pessoal/Ivanildo Albuquerque
 


Saindo de Manaus, pelo Porto da Ceasa, e atravessando o rio Negro, de balsa, já se chega no quilômetro 13 da rodovia, que fica na cidade de Careiro da Várzea, e que foi dividida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) em três segmentos (lotes), denominados Segmentos A, B, C , e “Trecho do Meio”. E as promessas do poder público para a recuperação da BR 319 se arrastam a anos.



Segmento A: do km 0,00 ao km 177,80
Segmento B: do km 655,70 ao 877,40
Segmento C: do km 177,80 ao 250,00
“Trecho do Meio”: do km 250,00 ao km 655,70



Recentemente, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) divulgou imagens sobre o retorno das obras de asfaltamento da BR 319, mesmo não tendo sido anunciado pelo Governo Federal como prioridade no pacote de obras divulgado no segundo bimestre desse ano. Passa por restauração o trecho entre os quilômetros 138 e 143, que possui licenciamento.



O DNIT informou, em nota, que a área a ser restaurada será entre os quilômetros 13 e 198, onde serão investidos cerca de R$ 400 milhões, até o final do ano. Segundo o órgão, a restauração compreende serviços de manutenção estrutural, visando restituir o nível de desempenho do pavimento com asfalto novo, composto por areia, brita e cimento e tendo 18 centímetros de base.



Para o André Marcílio, da Associação Amigos da BR-319, são poucos os quilômetros em asfaltamento, e não há recurso para continuidade das obras.



"O lote B tem licença ambiental, e que está sendo repavimentado a vários anos, e no ano passado foram 10 quilômetros. Nó vídeo divulgado pelo DNIT são asfaltados apenas 5 quilômetros, e não recurso para seguirem as obras. No lote C, já tem a licença, se pode asfaltar, mas ainda não foi licitado. E o Trecho do Meio não tem licença, ainda falta o EIA/RIMA que deve ser apresentado pelo DNIT ao IBAMA, para obtenção das licenças", conta André.

         
Foto:Reprodução/Blog Acir Gurgacz
 


Sonho



Para o caminhoneiro Ivanildo Albuquerque, o asfaltamento da BR 319 é necessário, principalmente em se tratando de acesso e escoamento da produção.



"Com a BR-319 trafegável o ano inteiro, os estado do Amazonas e de Roraima ganharão muito, assim como os moradores ao longo da rodovia, que sofrem sem conseguir acesso à saúde, escola, além das dificuldades que encontram em escoar suas produções", conta Ivanildo.



Ivanildo trabalha com fretes e conta que perde muito tempo e dinheiro nas viagens.



"O valor de um frete de Manaus a São Paulo, em um caminhão truk, varia de R$ 10 a 12 mil. Se o trajeto de Manaus à Porto Velho for feito via balsa, que é o nosso caso, o custo varia de R$ 3,5 mil a R$ 4 mil, e dura cerca de 10 dias. Se pavimentada por completo, pela BR 319, gastaríamos R$ 150 de travessias em balsas, R$ 1 mil de diesel, e chegaríamos em 24 horas", ressalta.

           
Foto:Luciano Abreu/Rede Amazônica
 



Para o caminhoneiro, o custo é significativamente menor, e ele ainda lembra que a demora é  um sacrifício.



"Com a BR 319, ganharíamos mais dias para o trabalho. Hoje, de balsa, ficamos parados por muito tempo, além das condições de higiene e alimentação que não são as melhores", pontua.



Ainda segundo o DNIT, são previstos investimentos na ordem de R$ 70 milhões em dois contratos de restauração, além de contratos ativos de conservação rodoviária no segmento referente aos lotes (segmentos) B e C, prevendo-se investimentos de R$ 11 milhões em 2019.



Para o segmento C, está previsto elaboração de anteprojeto de engenharia para reconstrução da rodovia.



     

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