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Detentas do Pará produzem bonecas que serão doadas a crianças carentes

As bonecas estão sendo vendidas ao valor de custo de R$ 10. A venda também ajuda as internas do CFR a gerar renda para o sustento da família

Portal Amazônia, com informações da Agência Pará

jornalismo@portalamazonia.com


Entregar presentes no Natal não é mais uma exclusividade do Papai Noel. No Centro de Recuperação Feminino (CRF), em Ananindeua, região metropolitana de Belém, detentas que fazem parte da Cooperativa Social de Trabalho Arte Feminina Empreendedora (Coostafe), da Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe), confeccionaram com exclusividade 100 bonecas de pano, que estão à venda em uma exposição do Tribunal de Justiça do Estado (TJE). Os brinquedos serão doados para crianças carentes de uma comunidade no bairro do Aurá, no próximo dia 3 de dezembro, em programação natalina solidária na sede campestre da Associação dos Magistrados do Estado (Amepa). 
     
Foto: Divulgação/Coostafe
 

As bonecas estão sendo vendidas ao valor de custo de R$ 10. A venda também ajuda as internas do CFR a gerar renda para o sustento da família. “É uma dupla ajuda, porque além de divulgar o trabalho das detentas, ainda contemplará as crianças que estão sem brinquedos no Natal”, explica a diretora do CRF, Carmem Botelho.

O trabalho começou em 2013. Mais de 200 detentas já passaram pela Coostafe, o que tem ajudado a dar nova perspectiva para outras internas. “Em três anos, nenhuma das mulheres que participaram do projeto voltou para a cadeia”, diz a diretora. A primeira cooperativa de mulheres presas do Brasil é formada por detentas com bom comportamento. “Também é necessário demonstrar vontade para aprender”, destaca.

“A gente montou uma equipe para fazer as bonecas e nos dedicamos nesse trabalho. Queríamos que tudo ficasse muito bonito, pois sabemos que essa boneca vai fazer uma criança feliz. Eu me sinto muito feliz com isso. Tenho vários netos e sinto falta deles. Chega a doer a saudade, então ajudando essas crianças, é como se os estivesse ajudando”, disse a detenta Maria do Socorro Cruz, 53 anos.

 
       
Foto: Divulgação/Coostafe
 

Para a coordenadora de Cerimonial do TJE, Nadime Dahas, a parceria com a Susipe é um convite à solidariedade. “Estamos felizes com essa iniciativa das detentas do CRF. Além das bonecas estão sendo produzidos outros produtos natalinos, também feitos pelas mãos das detentas da cooperativa”, destacou. Peças artesanais, como tapetes, jogos americanos, bonecos de biscuit e decoração natalina também estão à venda na exposição do TJE, assim como 40 telas produzidas pelos detentos do Projeto Libert’Art, promovido pela Arquidiocese, por meio da Pastoral Carcerária, também em parceria com a Susipe.

“Nossa produção na Coostafe tem sido intensa para o Natal. Estamos desde o começo do mês trabalhando nessas peças, mas fazemos tudo com muito carinho e dedicação, pois o Natal é uma época importante. Sinto muita falta da minha família. O trabalho é uma forma de ocupar a cabeça e também de ajudar pessoas que precisam”, disse a detenta Rude de Souza Reis. A exposição de bonecas, artesanatos e das telas de pintura ficará no prédio sede do TJE, em Belém, até o dia 2 de dezembro. 
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Detentas do Pará produzem bonecas que serão doadas a crianças carentes

As bonecas estão sendo vendidas ao valor de custo de R$ 10. A venda também ajuda as internas do CFR a gerar renda para o sustento da família

Portal Amazônia, com informações da Agência Pará

jornalismo@portalamazonia.com


Entregar presentes no Natal não é mais uma exclusividade do Papai Noel. No Centro de Recuperação Feminino (CRF), em Ananindeua, região metropolitana de Belém, detentas que fazem parte da Cooperativa Social de Trabalho Arte Feminina Empreendedora (Coostafe), da Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe), confeccionaram com exclusividade 100 bonecas de pano, que estão à venda em uma exposição do Tribunal de Justiça do Estado (TJE). Os brinquedos serão doados para crianças carentes de uma comunidade no bairro do Aurá, no próximo dia 3 de dezembro, em programação natalina solidária na sede campestre da Associação dos Magistrados do Estado (Amepa). 
     
Foto: Divulgação/Coostafe
 

As bonecas estão sendo vendidas ao valor de custo de R$ 10. A venda também ajuda as internas do CFR a gerar renda para o sustento da família. “É uma dupla ajuda, porque além de divulgar o trabalho das detentas, ainda contemplará as crianças que estão sem brinquedos no Natal”, explica a diretora do CRF, Carmem Botelho.

O trabalho começou em 2013. Mais de 200 detentas já passaram pela Coostafe, o que tem ajudado a dar nova perspectiva para outras internas. “Em três anos, nenhuma das mulheres que participaram do projeto voltou para a cadeia”, diz a diretora. A primeira cooperativa de mulheres presas do Brasil é formada por detentas com bom comportamento. “Também é necessário demonstrar vontade para aprender”, destaca.

“A gente montou uma equipe para fazer as bonecas e nos dedicamos nesse trabalho. Queríamos que tudo ficasse muito bonito, pois sabemos que essa boneca vai fazer uma criança feliz. Eu me sinto muito feliz com isso. Tenho vários netos e sinto falta deles. Chega a doer a saudade, então ajudando essas crianças, é como se os estivesse ajudando”, disse a detenta Maria do Socorro Cruz, 53 anos.

 
       
Foto: Divulgação/Coostafe
 

Para a coordenadora de Cerimonial do TJE, Nadime Dahas, a parceria com a Susipe é um convite à solidariedade. “Estamos felizes com essa iniciativa das detentas do CRF. Além das bonecas estão sendo produzidos outros produtos natalinos, também feitos pelas mãos das detentas da cooperativa”, destacou. Peças artesanais, como tapetes, jogos americanos, bonecos de biscuit e decoração natalina também estão à venda na exposição do TJE, assim como 40 telas produzidas pelos detentos do Projeto Libert’Art, promovido pela Arquidiocese, por meio da Pastoral Carcerária, também em parceria com a Susipe.

“Nossa produção na Coostafe tem sido intensa para o Natal. Estamos desde o começo do mês trabalhando nessas peças, mas fazemos tudo com muito carinho e dedicação, pois o Natal é uma época importante. Sinto muita falta da minha família. O trabalho é uma forma de ocupar a cabeça e também de ajudar pessoas que precisam”, disse a detenta Rude de Souza Reis. A exposição de bonecas, artesanatos e das telas de pintura ficará no prédio sede do TJE, em Belém, até o dia 2 de dezembro. 

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