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Ciência e Tecnologia

Creme à base de piquiá é o novo aliado das mulheres no combate à celulite

Mercado de estética ganha reforço com produto feito a partir de fruto da Amazônia e fabricado por empresa de Manaus

Redação



Primeiras unidades do creme produzido em Manaus. Foto: Érico Xavier/Fapeam

MANAUS - O piquiá é a mais recente novidade do mercado de estética no combate à celulite. Pesquisas recentes apontam que a casca deste fruto da Amazônia possui potencial antioxidante e anti-inflamatório até maior que o da copaíba. O piquiá da Amazônia tem propriedades que o fazem penetrar a pele corrigindo as imperfeições provocadas pela celulite. Uma empresa do Amazonas está produzindo um creme que deve ser comercializado em breve.“Apesar de existirem outros tipos de piquiá no País, somente o da região amazônica apresenta efeito anti-inflamatório, além de ser um forte aliado para combater a celulite. O creme ainda leva a marca sustentável por ter como base a utilização da casca do fruto, resíduo que antes era descartado pela indústria”, garante o empresário e coordenador do projeto Evandro Mesquita.O doutor em Farmácia, Emerson Lima, informou que a pesquisa com o piquiá amazônico surgiu há dois anos nos laboratórios da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) quando foram avaliados mais de 20 tipos diferentes extratos de frutos regionais com o objetivo de identificar e isolar compostos que fossem ativos e que tivessem aplicação biotecnológica.“Como essas atividades são importantes em produtos cosméticos foi sugerida a utilização, no caso da celulite, onde a inflamação é um fator que prevalece. A partir de então, se teve a ideia de aplicar isso numa base no produto cosmético”, disse o pesquisador.O produto já é aguardado com ansiedade pelas mulheres amazonenses. A designer Suelen Souza, 25, contou que os famosos ‘furinhos’ causados pela celulite a incomodam tanto que já chegou até mesmo a parar de usar determinadas roupas. “Sei que a celulite é uma coisa que todo mundo tem, que atinge mulheres e homens, mas fico com receio de usar blusas e saias curtas, além de biquínis”, disse.Para ela, o creme surge como uma nova opção nesse segmento. “É muito bom saber que no Amazonas estão produzindo algo para combater a celulite e, o melhor, com matéria-prima da floresta”, destacou a designer.
De acordo com uma pesquisa realizada pela Sophia Mind Pesquisa e Inteligência de Marketing Feminino, em mais de 2,5 mil mulheres entrevistadas, um total de 38% temem os ‘furinhos’ causados pela celulite.
O produto está sendo desenvolvido pela Pronatus da Amazônia, com aporte financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com a Ufam.

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Creme à base de piquiá é o novo aliado das mulheres no combate à celulite

Mercado de estética ganha reforço com produto feito a partir de fruto da Amazônia e fabricado por empresa de Manaus

Redação



Primeiras unidades do creme produzido em Manaus. Foto: Érico Xavier/Fapeam

MANAUS - O piquiá é a mais recente novidade do mercado de estética no combate à celulite. Pesquisas recentes apontam que a casca deste fruto da Amazônia possui potencial antioxidante e anti-inflamatório até maior que o da copaíba. O piquiá da Amazônia tem propriedades que o fazem penetrar a pele corrigindo as imperfeições provocadas pela celulite. Uma empresa do Amazonas está produzindo um creme que deve ser comercializado em breve.“Apesar de existirem outros tipos de piquiá no País, somente o da região amazônica apresenta efeito anti-inflamatório, além de ser um forte aliado para combater a celulite. O creme ainda leva a marca sustentável por ter como base a utilização da casca do fruto, resíduo que antes era descartado pela indústria”, garante o empresário e coordenador do projeto Evandro Mesquita.O doutor em Farmácia, Emerson Lima, informou que a pesquisa com o piquiá amazônico surgiu há dois anos nos laboratórios da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) quando foram avaliados mais de 20 tipos diferentes extratos de frutos regionais com o objetivo de identificar e isolar compostos que fossem ativos e que tivessem aplicação biotecnológica.“Como essas atividades são importantes em produtos cosméticos foi sugerida a utilização, no caso da celulite, onde a inflamação é um fator que prevalece. A partir de então, se teve a ideia de aplicar isso numa base no produto cosmético”, disse o pesquisador.O produto já é aguardado com ansiedade pelas mulheres amazonenses. A designer Suelen Souza, 25, contou que os famosos ‘furinhos’ causados pela celulite a incomodam tanto que já chegou até mesmo a parar de usar determinadas roupas. “Sei que a celulite é uma coisa que todo mundo tem, que atinge mulheres e homens, mas fico com receio de usar blusas e saias curtas, além de biquínis”, disse.Para ela, o creme surge como uma nova opção nesse segmento. “É muito bom saber que no Amazonas estão produzindo algo para combater a celulite e, o melhor, com matéria-prima da floresta”, destacou a designer.
De acordo com uma pesquisa realizada pela Sophia Mind Pesquisa e Inteligência de Marketing Feminino, em mais de 2,5 mil mulheres entrevistadas, um total de 38% temem os ‘furinhos’ causados pela celulite.
O produto está sendo desenvolvido pela Pronatus da Amazônia, com aporte financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com a Ufam.

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