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Meio Ambiente

Couro de pirarucu tem mercado promissor dentro e fora do Brasil

Além da carne nobre, é possível também extrair o couro sustentável

Portal Amazônia, com informações da Agência Pará

jornalismo@portalamazonia.com


Com 2,5 mil animais dentro de 10 tanques suspensos, a criação de pirarucu em cativeiro na propriedade do piscicultor Eduardo Arima, em Benevides, é um projeto da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater). No local, que fica na Região Metropolitana de Belém, são abatidos 20 pirarucus por semana.
Foto: Guilherme K. Noronha/APIO/Flickr


Além da carne nobre, conhecida como o "bacalhau da Amazônia", também é possível extrair mais de 2 m² de couro sustentável. Esta pele do peixe também está sendo testada para, depois de curtida, abastecer o mercado europeu de moda, a princípio em parceria com uma indústria de Icoaraci, distrito próximo do município de Benevides. O material é conceituado, exótico, biodegradável e, portanto, disputado no estilismo de luxo. O foco são roupas, sapatos, bolsas e cintos.


"Existem muitas possibilidades para que o produtor de pirarucu explore a cadeia produtiva. O couro é um potencial tão grande que pode até se tornar um subproduto perto da carne, em termos de lucro", aponta o engenheiro de pesca da Emater Victor Tiago Catuxo, especialista em Gestão Ambiental.


De acordo com o produtor Arima, a atividade alcança um lucro de 100%. "Ao contrário do couro bovino, o impacto ambiental da produção do couro do pirarucu é mínimo, sem poluentes pesados. Além disso, o produto final é de muita qualidade: macio, maleável, com textura ímpar. O couro de pirarucu também pode ser tingido de várias cores", explica.

Foto: Divulgação/Agência Pará

Em Benevides, a Emater assiste a outros três piscicultores de pirarucu. A idéia é que, com os projetos bem-sucedidos e os mercados singularizados, as comunidades expandam as perspectivas e as ofertas e as demandas aumentem.os produtores rurais querem é a revisão do laudo antropológico que serviu de base para a demarcação da terra indígena, “tendo em vista que os próprios caciques da região já reconheceram que ali não é terra deles”.














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Couro de pirarucu tem mercado promissor dentro e fora do Brasil

Além da carne nobre, é possível também extrair o couro sustentável

Portal Amazônia, com informações da Agência Pará

jornalismo@portalamazonia.com


Com 2,5 mil animais dentro de 10 tanques suspensos, a criação de pirarucu em cativeiro na propriedade do piscicultor Eduardo Arima, em Benevides, é um projeto da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater). No local, que fica na Região Metropolitana de Belém, são abatidos 20 pirarucus por semana.
Foto: Guilherme K. Noronha/APIO/Flickr


Além da carne nobre, conhecida como o "bacalhau da Amazônia", também é possível extrair mais de 2 m² de couro sustentável. Esta pele do peixe também está sendo testada para, depois de curtida, abastecer o mercado europeu de moda, a princípio em parceria com uma indústria de Icoaraci, distrito próximo do município de Benevides. O material é conceituado, exótico, biodegradável e, portanto, disputado no estilismo de luxo. O foco são roupas, sapatos, bolsas e cintos.


"Existem muitas possibilidades para que o produtor de pirarucu explore a cadeia produtiva. O couro é um potencial tão grande que pode até se tornar um subproduto perto da carne, em termos de lucro", aponta o engenheiro de pesca da Emater Victor Tiago Catuxo, especialista em Gestão Ambiental.


De acordo com o produtor Arima, a atividade alcança um lucro de 100%. "Ao contrário do couro bovino, o impacto ambiental da produção do couro do pirarucu é mínimo, sem poluentes pesados. Além disso, o produto final é de muita qualidade: macio, maleável, com textura ímpar. O couro de pirarucu também pode ser tingido de várias cores", explica.

Foto: Divulgação/Agência Pará

Em Benevides, a Emater assiste a outros três piscicultores de pirarucu. A idéia é que, com os projetos bem-sucedidos e os mercados singularizados, as comunidades expandam as perspectivas e as ofertas e as demandas aumentem.os produtores rurais querem é a revisão do laudo antropológico que serviu de base para a demarcação da terra indígena, “tendo em vista que os próprios caciques da região já reconheceram que ali não é terra deles”.













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