Meio Ambiente

Com intensa fumaça sobre o Amazonas, Ipaam impõe ações de combate ao desmatamento

No período de 26 a 28 de outubro, foram identificados 143 focos no Amazonas.


Uma intensa fumaça decorrente de queimadas criminosas, na região leste do Amazonas, nos municípios de Maués e Nhamundá, encobriu Manaus, na manhã desta segunda-feira (29), e causou transtornos à população como o aumento no número de atendimentos de pacientes com problemas respiratórios nas unidades de saúde da capital.

Segundo o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), o problema foi agravado por uma inversão térmica, fenômeno que fez com que a fumaça e a poluição permanecessem sobre capital.

Foi por meio de satélites que o órgão identificou os focos e enviou equipes de fiscalizações para os locais a fim de conter as queimadas criminosas e autuar os responsáveis. E de acordo com o presidente do Ipaam e também secretário da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Marcelo Dutra, a fumaça foi trazida por ventos decorrentes de corredores naturais no sentido Leste-Oeste do Estado e foi agravada, ainda, por queimadas nos municípios de Boa Vista do Ramos, Urucurituba, Itacoatiara, Careiro da Várzea, Careiro Castanho, até Presidente Figueiredo, todos no Amazonas.
   
Foto: Divulgação/Ipaam
 
No período de 26 a 28 de outubro, foram identificados 143 focos no Amazonas. Essas áreas foram identificadas por meio de imagens de satélites e os responsáveis deverão ser punidos por crime ambiental.

“Nós alertamos às pessoas que fazem o uso criminoso do fogo esta época do ano que não tem mais como se esconder. Hoje, temos como identificar o foco, a área correspondente ao desmatamento e o quanto foi utilizado de fogo”, explicou o presidente do Ipaam.

Ainda de acordo com Marcelo Dutra, o Ipaam identificou todos os focos de incêndio de Manaus até Parintins, realizados neste fim de semana, cada área tem em média 25 quilômetros quadrados. “Todas as áreas foram identificadas e mapeadas e os responsáveis deverão receber a visita de agentes dos órgãos de controle do Estado do Amazonas, no caso o Ipaam”, disse.

Sul do Amazonas

A fumaça que estava sobre a capital foi retirada por ventos vindos do Norte do Estado e agora seguem para a região Sul, possivelmente deve atingir a cidade de Nova Olinda do Norte, que fica localizada a 137,83 quilômetros de Manaus. Elas são decorrentes de três dias de queimadas. Segundo o presidente do Ipaam, somente as chuvas poderiam evitar que a fumaça prosseguisse seu caminho pelo Estado, mas não há previsão de chuvas nesse momento.

Uso do fogo deve ser racional 

Dutra explicou que há licenças que permitem o uso do fogo para preparar áreas para a agricultura e outros meios produtivos, mas que esse uso deve ser de forma racional e com a ajuda de tecnologia.

“O uso do fogo sem licença ambiental é crime. O fogo tem que ser usado com a ajuda da tecnologia para que haja possibilidade de muita produção e pouca degradação. É importante que o produtor tenha a consciência que degradando ele não terá o uso dos recursos naturais para produzir. Ele precisa vir para a legalidade”, informou.

Punições

O Ipaam tem feito parceria com alguns órgãos de proteção ambiental e também a Polícia Militar, entre as punições estão as multas por área degradada, embargos das áreas, e também penalidades criminais. “As multas não acarretam só o processo administrativo, mas também o processo criminal, uma vez que o Ipaam trabalha em parceria com o Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) que faz as denúncias”, explicou.


Meio Ambiente

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Com intensa fumaça sobre o Amazonas, Ipaam impõe ações de combate ao desmatamento

No período de 26 a 28 de outubro, foram identificados 143 focos no Amazonas.

Redação

jornalismo@portalamazonia.com


Uma intensa fumaça decorrente de queimadas criminosas, na região leste do Amazonas, nos municípios de Maués e Nhamundá, encobriu Manaus, na manhã desta segunda-feira (29), e causou transtornos à população como o aumento no número de atendimentos de pacientes com problemas respiratórios nas unidades de saúde da capital.

Segundo o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), o problema foi agravado por uma inversão térmica, fenômeno que fez com que a fumaça e a poluição permanecessem sobre capital.

Foi por meio de satélites que o órgão identificou os focos e enviou equipes de fiscalizações para os locais a fim de conter as queimadas criminosas e autuar os responsáveis. E de acordo com o presidente do Ipaam e também secretário da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Marcelo Dutra, a fumaça foi trazida por ventos decorrentes de corredores naturais no sentido Leste-Oeste do Estado e foi agravada, ainda, por queimadas nos municípios de Boa Vista do Ramos, Urucurituba, Itacoatiara, Careiro da Várzea, Careiro Castanho, até Presidente Figueiredo, todos no Amazonas.
   
Foto: Divulgação/Ipaam
 
No período de 26 a 28 de outubro, foram identificados 143 focos no Amazonas. Essas áreas foram identificadas por meio de imagens de satélites e os responsáveis deverão ser punidos por crime ambiental.

“Nós alertamos às pessoas que fazem o uso criminoso do fogo esta época do ano que não tem mais como se esconder. Hoje, temos como identificar o foco, a área correspondente ao desmatamento e o quanto foi utilizado de fogo”, explicou o presidente do Ipaam.

Ainda de acordo com Marcelo Dutra, o Ipaam identificou todos os focos de incêndio de Manaus até Parintins, realizados neste fim de semana, cada área tem em média 25 quilômetros quadrados. “Todas as áreas foram identificadas e mapeadas e os responsáveis deverão receber a visita de agentes dos órgãos de controle do Estado do Amazonas, no caso o Ipaam”, disse.

Sul do Amazonas

A fumaça que estava sobre a capital foi retirada por ventos vindos do Norte do Estado e agora seguem para a região Sul, possivelmente deve atingir a cidade de Nova Olinda do Norte, que fica localizada a 137,83 quilômetros de Manaus. Elas são decorrentes de três dias de queimadas. Segundo o presidente do Ipaam, somente as chuvas poderiam evitar que a fumaça prosseguisse seu caminho pelo Estado, mas não há previsão de chuvas nesse momento.

Uso do fogo deve ser racional 

Dutra explicou que há licenças que permitem o uso do fogo para preparar áreas para a agricultura e outros meios produtivos, mas que esse uso deve ser de forma racional e com a ajuda de tecnologia.

“O uso do fogo sem licença ambiental é crime. O fogo tem que ser usado com a ajuda da tecnologia para que haja possibilidade de muita produção e pouca degradação. É importante que o produtor tenha a consciência que degradando ele não terá o uso dos recursos naturais para produzir. Ele precisa vir para a legalidade”, informou.

Punições

O Ipaam tem feito parceria com alguns órgãos de proteção ambiental e também a Polícia Militar, entre as punições estão as multas por área degradada, embargos das áreas, e também penalidades criminais. “As multas não acarretam só o processo administrativo, mas também o processo criminal, uma vez que o Ipaam trabalha em parceria com o Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) que faz as denúncias”, explicou.

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