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Cerca de 8% dos meteoritos que caíram no Brasil foram na Amazônia; conheça

Maranhão, Pará e Mato Grosso já registraram, duas vezes, a queda de corpos celestes que vagavam pelo Sistema Solar

Victor Cruz e Sidney William

jornalismo@portalamazonia.com


O planeta Terra é constantemente bombardeado por material cósmico, como os meteoritos, que são estruturas fragmentadas de corpos sólidos que vagavam pelo Sistema Solar e, por algum motivo, acabaram caindo no nosso planeta. O Brasil já registrou a queda de 74 meteoritos, em estados diferentes, e, desse total, seis quedas aconteceram na região da Amazônia Legal.

Conheça o peixe-boi-da-Amazônia, o 'cantor' que equilibra o ecossistema da região

De acordo com a instituição americana de pesquisa de meteoritos, a Meteoritical Bulletin, aproximadamente 100 toneladas de material meteorítico atinge a atmosfera terrestre diariamente, adentrando nesta a uma velocidade que varia entre 11 Km/s a 72 Km/s, dependendo do sentido da queda em relação à rotação da Terra.

O baixo número de meteoritos descobertos e catalogados no Brasil, quando comparado com a quantidade dos catalogados em países com área territorial semelhante, se dá por diversos motivos. A escassez de informações sobre o assunto, a falta de uma legislação que regulamenta as propriedades dos corpos celestes (o que facilita que sejam vendidos a colecionadores estrangeiros antes mesmo de serem estudados), além das condições do clima do país são alguns dos fatores que contribuem para a baixa dos registros.
 
     
Foto: Mariane Rossi/Reprodução/G1 
 
Na Amazônia, o clima quente e úmido acaba acelerando o processo de intemperismo (desgaste e desintegração dos meteoritos), e as grandes áreas de floresta também dificultam a descoberta de novos materiais espaciais. O número de meteoritos encontrados nessa região representa 8,1% do total do País. Saiba quais foram eles:

Mato Grosso: dois meteoritos

Meteorito Pontes e Lacerda: O meteorito foi encontrado pelo garimpeiro M. Braga, enquanto procurava ouro com um detector de metal. Ele enviou uma amostra para André Moutinho, que realizou testes preliminares e confirmou ser um meteorito. Posteriormente, amostras foram enviadas para a Drª. Zucolotto, para realizar uma análise completa do meteorito e classificá-lo. Possui massa de 224 gramas e é um meteorito metálico IIIAB.

Meteorito Nossa Senhora do Livramento: Este meteorito metálico (IIIAB) foi encontrado por Valmir P. Scarabeli enquanto procurava ouro com um detector de metal. O descobridor enviou amostras para André Moutinho, que realizou testes preliminares que confirmaram a origem meteorítica da rocha. As amostras foram então enviadas à Professora Maria Elizabeth Zucolott, para uma análise e classificação completa. Características físicas: massa de 1120 g e medindo cerca de 110 × 80 × 30 mm.

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Maranhão: dois meteoritos

Meteorito balsas: O meteorito foi encontrado em 1974 e pesa 41 Kg. Trata-se de um meteorito siderito IIIAB.

Meteorito Itapicuru-Mirim: O meteorito teve queda observada em 1879. Trata-se de um condrito H5 com massa de 2,02 kg.

Pará: dois meteoritos

Meteorito Serra Pelada: Este meteorito do tipo eucrito teve queda observada em 29 de junho de 2017. Foi avistado uma enorme bola de fogo no céu, seguido de uma série de estrondos. Dois fragmentos foram recuperados, totalizando 12 Kg.

Meteorito Ipitinga: O meteorito condrito H5, foi encontrado em 1989 por S. L. Martini durante um trabalho de campo. O meteorito pesa 7 quilos.

De Shakira a Scorpions: relembre 20 artistas internacionais que fizeram shows em Manaus

O site 'Meteoritos Brasil' desenvolveu um mapa interativo de todos esses corpos celestes que caíram no País. Confira:



Outros meteoritos no Brasil

Apesar da baixa estatística em relação a países como os Estados Unidos, por exemplo (que registrou incríveis 1.718 meteoritos), quedas raras e importantes já foram catalogadas no nosso país. O Meteorito Bendegó, descoberto em 1784, pesa mais de 5 toneladas e foi, por muitos anos, o maior meteorito em exposição no mundo.
 
     
Albert Einstein no Museu Nacional (RJ), ao lado do meteorito Bendegó, em 1925. Reprodução: Meteoritos Brasil
 
Serra de Magé, cuja queda foi vista em 1983, tem uma crosta de fusão verde, algo incomum entre meteoritos. Além do meteorito de São João Nepomuceno, de 15,3 kg de massa, que é o segundo mais rico em sílica entre os dois, em todo o mundo, apresentando em sua matriz estrutural elementos como ferro e níquel, com minerais de bronzita e tridimita, juntam-se aos exemplares que fazem os meteoritos brasileiros despertarem o olhar de entusiastas e estudiosos do tema para o Brasil.

O estado de Minas Gerais segue líder isolado na escala de estados em que mais apareceram os meteoritos: 20 quedas registradas. Mesmo com a sua procedência incerta, os meteoritos aguçam a vontade de se saber o que há além do que vemos, de onde vêm e onde foram parar esses fragmentos de universo de tanto valor para o homem.
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Cerca de 8% dos meteoritos que caíram no Brasil foram na Amazônia; conheça

Maranhão, Pará e Mato Grosso já registraram, duas vezes, a queda de corpos celestes que vagavam pelo Sistema Solar

Victor Cruz e Sidney William

jornalismo@portalamazonia.com


O planeta Terra é constantemente bombardeado por material cósmico, como os meteoritos, que são estruturas fragmentadas de corpos sólidos que vagavam pelo Sistema Solar e, por algum motivo, acabaram caindo no nosso planeta. O Brasil já registrou a queda de 74 meteoritos, em estados diferentes, e, desse total, seis quedas aconteceram na região da Amazônia Legal.

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De acordo com a instituição americana de pesquisa de meteoritos, a Meteoritical Bulletin, aproximadamente 100 toneladas de material meteorítico atinge a atmosfera terrestre diariamente, adentrando nesta a uma velocidade que varia entre 11 Km/s a 72 Km/s, dependendo do sentido da queda em relação à rotação da Terra.

O baixo número de meteoritos descobertos e catalogados no Brasil, quando comparado com a quantidade dos catalogados em países com área territorial semelhante, se dá por diversos motivos. A escassez de informações sobre o assunto, a falta de uma legislação que regulamenta as propriedades dos corpos celestes (o que facilita que sejam vendidos a colecionadores estrangeiros antes mesmo de serem estudados), além das condições do clima do país são alguns dos fatores que contribuem para a baixa dos registros.
 
     
Foto: Mariane Rossi/Reprodução/G1 
 
Na Amazônia, o clima quente e úmido acaba acelerando o processo de intemperismo (desgaste e desintegração dos meteoritos), e as grandes áreas de floresta também dificultam a descoberta de novos materiais espaciais. O número de meteoritos encontrados nessa região representa 8,1% do total do País. Saiba quais foram eles:

Mato Grosso: dois meteoritos

Meteorito Pontes e Lacerda: O meteorito foi encontrado pelo garimpeiro M. Braga, enquanto procurava ouro com um detector de metal. Ele enviou uma amostra para André Moutinho, que realizou testes preliminares e confirmou ser um meteorito. Posteriormente, amostras foram enviadas para a Drª. Zucolotto, para realizar uma análise completa do meteorito e classificá-lo. Possui massa de 224 gramas e é um meteorito metálico IIIAB.

Meteorito Nossa Senhora do Livramento: Este meteorito metálico (IIIAB) foi encontrado por Valmir P. Scarabeli enquanto procurava ouro com um detector de metal. O descobridor enviou amostras para André Moutinho, que realizou testes preliminares que confirmaram a origem meteorítica da rocha. As amostras foram então enviadas à Professora Maria Elizabeth Zucolott, para uma análise e classificação completa. Características físicas: massa de 1120 g e medindo cerca de 110 × 80 × 30 mm.

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Maranhão: dois meteoritos

Meteorito balsas: O meteorito foi encontrado em 1974 e pesa 41 Kg. Trata-se de um meteorito siderito IIIAB.

Meteorito Itapicuru-Mirim: O meteorito teve queda observada em 1879. Trata-se de um condrito H5 com massa de 2,02 kg.

Pará: dois meteoritos

Meteorito Serra Pelada: Este meteorito do tipo eucrito teve queda observada em 29 de junho de 2017. Foi avistado uma enorme bola de fogo no céu, seguido de uma série de estrondos. Dois fragmentos foram recuperados, totalizando 12 Kg.

Meteorito Ipitinga: O meteorito condrito H5, foi encontrado em 1989 por S. L. Martini durante um trabalho de campo. O meteorito pesa 7 quilos.

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Outros meteoritos no Brasil

Apesar da baixa estatística em relação a países como os Estados Unidos, por exemplo (que registrou incríveis 1.718 meteoritos), quedas raras e importantes já foram catalogadas no nosso país. O Meteorito Bendegó, descoberto em 1784, pesa mais de 5 toneladas e foi, por muitos anos, o maior meteorito em exposição no mundo.
 
     
Albert Einstein no Museu Nacional (RJ), ao lado do meteorito Bendegó, em 1925. Reprodução: Meteoritos Brasil
 
Serra de Magé, cuja queda foi vista em 1983, tem uma crosta de fusão verde, algo incomum entre meteoritos. Além do meteorito de São João Nepomuceno, de 15,3 kg de massa, que é o segundo mais rico em sílica entre os dois, em todo o mundo, apresentando em sua matriz estrutural elementos como ferro e níquel, com minerais de bronzita e tridimita, juntam-se aos exemplares que fazem os meteoritos brasileiros despertarem o olhar de entusiastas e estudiosos do tema para o Brasil.

O estado de Minas Gerais segue líder isolado na escala de estados em que mais apareceram os meteoritos: 20 quedas registradas. Mesmo com a sua procedência incerta, os meteoritos aguçam a vontade de se saber o que há além do que vemos, de onde vêm e onde foram parar esses fragmentos de universo de tanto valor para o homem.

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