Cidades

Brechós ganham espaço em Manaus

Em lojas físicas ou virtuais, vendas de usados e seminovos viram fonte de renda e empreendedorismo

Hellen Miranda

hmiranda@jcam.com.br


   
 

 

 

 

A prática de vender produtos que não são mais utilizados bastante comum nas países da Europa, nos últimos anos vem ganhando espaço e vitrines no Brasil. Impulsionado pela crise econômica e desemprego, muitas lojas especializadas em produtos de segunda mão e vintage abriram as portas por aqui.

 

Em Manaus, a administradora Mônica Rios criou a página @closetdesapaego para transformar em renda objetos de decoração, acessórios, maquiagem, roupas e calçados que estavam sobrando no armário.

 

"A ideia começou como um hobby entre amigas que depois foi implementado para uma pequena empresa. Começamos a ter a visão de mercado em crise e vimos que as pessoas estão preferindo comprar peças de qualidade", explica. Em cinco ano, a página tem mais de 14 mil seguidores que buscam algo para comprar. Segundo Mônica, entre as vantagens em ter uma loja online estão a flexibilidade no atendimento e o alto custo em manter uma empresa física.

 

"Nesse modelo eu determino o horário para atender o cliente e não tenho obrigação de renovar a coleção e nem vender tudo. Além disso, não pago funcionários e nem despesas como aluguel, luz e água", conta a empresária. Atualmente, a loja movimenta em média, R$ 9 mil por mês em valor bruto e conta com um seleto grupo de 32 associadas.

   

 

Foto: Walter Mendes / Jornal do Commercio

 

 

Por outro lado, bem antes, algumas pessoas já tinham apostado no segmento como uma boa alternativa para quem quer renovar o guarda roupa e até objetos de casa sem gastar muito dinheiro. Uma delas, foi a empresária Andréa Gouvea, que das viagens ao Canadá trouxe na bagagem além de boas lembranças, muitas peças de inverno. 

 

"Por conta disso, tinha um armário de inverno e um armário de verão. Foi quando tive a ideia de abrir um pequeno bazar dentro da Panificadora Cintia, na qual sou sócia proprietária para vender minhas peças. O bazar cresceu e ficou fixo no local abrindo a cada seis meses. Isso já tem dez anos", conta a empresária. Com o sucesso do novo negócio, Andréa abriu ao lado da sócia Darla Sampaio, o Brechó da Cíntia (@brechodacintia) para vender de tudo: roupas, sapatos, livros, objetos de decoração e vintage. 

 

Segundo a empresária, que tem experiência no mundo fashion, a loja tem hoje um acervo de 50 mil peças e recebe cerca de 50 novos itens por dia. Com fornecedores específicos, ela explica que todos os produtos passam por um processo de higienização antes de invadirem as vitrines. 

 

  

Lojas físicas

  

"Temos cinco colaboradores para atendimento e só recebo peças consignadas de 300 fornecedores. Pegamos os itens, fazemos a triagem para irem a venda. Nossas peças são de boa qualidade, muitas de marcas e exclusivas", disse. 

  

Na loja é possível encontrar peças desde marcas mais populares até de grife. O preço médio entre as mais conhecidas como Maria Filó e Fórum é de R$ 45. Entre as mais pontuais estão Prada, Calvin Klein, Chanel, Alexandre Herchcovich até Zara e Arezzo. "Para essas grifes estamos com um espaço especial no Vieiralves, com cerca de mil peças que variam de R$ 50 a R$ 4 mil. Esse projeto começou no mês passado e segue só até dezembro", pontua a empresária. 

 

Com mais de 26 mil seguidores nas redes sociais, ela comenta que o espaço on line é direcionado apenas para divulgação da loja física. Andréa destaca ainda que o público alvo da marca é o local para manter o atendimento direto com o cliente. 

   


Cidades

Brechós ganham espaço em Manaus

Em lojas físicas ou virtuais, vendas de usados e seminovos viram fonte de renda e empreendedorismo

Hellen Miranda

hmiranda@jcam.com.br


   
 

 

 

 

A prática de vender produtos que não são mais utilizados bastante comum nas países da Europa, nos últimos anos vem ganhando espaço e vitrines no Brasil. Impulsionado pela crise econômica e desemprego, muitas lojas especializadas em produtos de segunda mão e vintage abriram as portas por aqui.

 

Em Manaus, a administradora Mônica Rios criou a página @closetdesapaego para transformar em renda objetos de decoração, acessórios, maquiagem, roupas e calçados que estavam sobrando no armário.

 

"A ideia começou como um hobby entre amigas que depois foi implementado para uma pequena empresa. Começamos a ter a visão de mercado em crise e vimos que as pessoas estão preferindo comprar peças de qualidade", explica. Em cinco ano, a página tem mais de 14 mil seguidores que buscam algo para comprar. Segundo Mônica, entre as vantagens em ter uma loja online estão a flexibilidade no atendimento e o alto custo em manter uma empresa física.

 

"Nesse modelo eu determino o horário para atender o cliente e não tenho obrigação de renovar a coleção e nem vender tudo. Além disso, não pago funcionários e nem despesas como aluguel, luz e água", conta a empresária. Atualmente, a loja movimenta em média, R$ 9 mil por mês em valor bruto e conta com um seleto grupo de 32 associadas.

   

 

Foto: Walter Mendes / Jornal do Commercio

 

 

Por outro lado, bem antes, algumas pessoas já tinham apostado no segmento como uma boa alternativa para quem quer renovar o guarda roupa e até objetos de casa sem gastar muito dinheiro. Uma delas, foi a empresária Andréa Gouvea, que das viagens ao Canadá trouxe na bagagem além de boas lembranças, muitas peças de inverno. 

 

"Por conta disso, tinha um armário de inverno e um armário de verão. Foi quando tive a ideia de abrir um pequeno bazar dentro da Panificadora Cintia, na qual sou sócia proprietária para vender minhas peças. O bazar cresceu e ficou fixo no local abrindo a cada seis meses. Isso já tem dez anos", conta a empresária. Com o sucesso do novo negócio, Andréa abriu ao lado da sócia Darla Sampaio, o Brechó da Cíntia (@brechodacintia) para vender de tudo: roupas, sapatos, livros, objetos de decoração e vintage. 

 

Segundo a empresária, que tem experiência no mundo fashion, a loja tem hoje um acervo de 50 mil peças e recebe cerca de 50 novos itens por dia. Com fornecedores específicos, ela explica que todos os produtos passam por um processo de higienização antes de invadirem as vitrines. 

 

  

Lojas físicas

  

"Temos cinco colaboradores para atendimento e só recebo peças consignadas de 300 fornecedores. Pegamos os itens, fazemos a triagem para irem a venda. Nossas peças são de boa qualidade, muitas de marcas e exclusivas", disse. 

  

Na loja é possível encontrar peças desde marcas mais populares até de grife. O preço médio entre as mais conhecidas como Maria Filó e Fórum é de R$ 45. Entre as mais pontuais estão Prada, Calvin Klein, Chanel, Alexandre Herchcovich até Zara e Arezzo. "Para essas grifes estamos com um espaço especial no Vieiralves, com cerca de mil peças que variam de R$ 50 a R$ 4 mil. Esse projeto começou no mês passado e segue só até dezembro", pontua a empresária. 

 

Com mais de 26 mil seguidores nas redes sociais, ela comenta que o espaço on line é direcionado apenas para divulgação da loja física. Andréa destaca ainda que o público alvo da marca é o local para manter o atendimento direto com o cliente. 

   

TAG Jornal do Commercioeconomia criativabrechomanausmodavendascomercio