Amazônia

Brasil: metade das áreas autorizadas para supressão da vegetação ficam na Amazônia

Mato Grosso teve 239 áreas autorizadas, que totalizam 47,7 mil hectares. Em Rondônia, apenas 10 pontos devem suprimir vegetação de uma área de 45,4 mil hectares


Metade das áreas que receberam autorização para supressão de vegetação para uso alternativo do solo estão localizadas na Amazônia. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) divulgou, na última semana, que 178.473,2 hectares da Mata Atlântica, na área da Amazônia Legal, correspondem às autorizações, feitas no período de agosto de 2017 a julho de 2018.

Veja também: Governo terá conselho para analisar demarcações de terras indígenas

Em todo o território nacional, foram 1.249 autorizações, que correspondem a 359.221,7 hectares. Na Amazônia Legal, 630 áreas receberam autorização para corte na vegetação, o que representa 50,4% do total.

O estado do Mato Grosso teve o maior número de áreas autorizadas para supressão: foram 239, que correspondem a 47.787,5 hectares. Depois dele, Rondônia teve apenas 10 áreas autorizadas, mas que representam 45.452,5 hectares de vegetação.
 
 
Foto: Divulgação/Ibama 
O Maranhão teve 56 áreas autorizadas (32.770,6 hm²), Tocantins teve 103 (17.196,8 hm²), Pará teve 27 (19.185,4 hm²) e Roraima, 51 (9.478,5 hm²). Os estados do Acre, Amapá e Amazonas tiveram as menores áreas a terem a vegetação retirada. Foram 92 no Amazonas (2.235,1 hm²), 27 no Amapá (1.497,5 hm²) e 25 no Acre (2.869,3 hm²).

As informações foram sistematizadas a partir dos dados disponíveis no Sistema Nacional de Controle de Origem de Produtos Florestais (Sinaflor), gerido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e usado pelos órgãos estaduais de meio ambiente. Também foram usados dados de outros sistemas informatizados integrados ao Sinaflor.

Veja aqui a tabela de autorizações

Legislação

O procedimento para reunião, sistematização e divulgação das informações foi estabelecido pela Portaria MMA nº 373, de 19 de setembro de 2018, com o objetivo de promover a transparência, distinguir áreas desmatadas de forma legal e ilegal e possibilitar o cálculo das emissões de gases de efeito estufa das áreas autorizadas para fins de compensação, conforme estabelecido na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil, submetida ao Acordo de Paris.

A autorização para supressão da vegetação para uso alternativo do solo está prevista na Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012, e é emitida, na maioria dos casos, pelos órgãos estaduais de meio ambiente.

O acesso público aos dados e informações ambientais existentes nos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama) está previsto na Lei nº 10.650, de 16 de abril de 2003 e na Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011.

*Com informações do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente.

Amazônia

Home > Noticias > null

Brasil: metade das áreas autorizadas para supressão da vegetação ficam na Amazônia

Mato Grosso teve 239 áreas autorizadas, que totalizam 47,7 mil hectares. Em Rondônia, apenas 10 pontos devem suprimir vegetação de uma área de 45,4 mil hectares

Victor Cruz

jornalismo@portalamazonia.com


Metade das áreas que receberam autorização para supressão de vegetação para uso alternativo do solo estão localizadas na Amazônia. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) divulgou, na última semana, que 178.473,2 hectares da Mata Atlântica, na área da Amazônia Legal, correspondem às autorizações, feitas no período de agosto de 2017 a julho de 2018.

Veja também: Governo terá conselho para analisar demarcações de terras indígenas

Em todo o território nacional, foram 1.249 autorizações, que correspondem a 359.221,7 hectares. Na Amazônia Legal, 630 áreas receberam autorização para corte na vegetação, o que representa 50,4% do total.

O estado do Mato Grosso teve o maior número de áreas autorizadas para supressão: foram 239, que correspondem a 47.787,5 hectares. Depois dele, Rondônia teve apenas 10 áreas autorizadas, mas que representam 45.452,5 hectares de vegetação.
 
 
Foto: Divulgação/Ibama 
O Maranhão teve 56 áreas autorizadas (32.770,6 hm²), Tocantins teve 103 (17.196,8 hm²), Pará teve 27 (19.185,4 hm²) e Roraima, 51 (9.478,5 hm²). Os estados do Acre, Amapá e Amazonas tiveram as menores áreas a terem a vegetação retirada. Foram 92 no Amazonas (2.235,1 hm²), 27 no Amapá (1.497,5 hm²) e 25 no Acre (2.869,3 hm²).

As informações foram sistematizadas a partir dos dados disponíveis no Sistema Nacional de Controle de Origem de Produtos Florestais (Sinaflor), gerido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e usado pelos órgãos estaduais de meio ambiente. Também foram usados dados de outros sistemas informatizados integrados ao Sinaflor.

Veja aqui a tabela de autorizações

Legislação

O procedimento para reunião, sistematização e divulgação das informações foi estabelecido pela Portaria MMA nº 373, de 19 de setembro de 2018, com o objetivo de promover a transparência, distinguir áreas desmatadas de forma legal e ilegal e possibilitar o cálculo das emissões de gases de efeito estufa das áreas autorizadas para fins de compensação, conforme estabelecido na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil, submetida ao Acordo de Paris.

A autorização para supressão da vegetação para uso alternativo do solo está prevista na Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012, e é emitida, na maioria dos casos, pelos órgãos estaduais de meio ambiente.

O acesso público aos dados e informações ambientais existentes nos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama) está previsto na Lei nº 10.650, de 16 de abril de 2003 e na Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011.

*Com informações do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente.

TAG amazoniadesmatamentoIbamaMata Atlantica