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Bionegócios, um mercado promissor nas incubadoras do Amazonas

Em Manaus, mais de 20 empresas já passaram pelo Cide ou pelo Fucapi Incubadora, porém menos de 50% estão no mercado

Tanair Maria - Jornal do Commercio




MANAUS
- A biodiversidade amazônica é a mola propulsora na geração de bionegócios. Um mercado promissor em tempos de crise econômica, que reconhecidamente tem avançado por meio de parceiras entre empreendedor, incubadoras de tecnologia e centros acadêmicos. Em Manaus, mais de 20 empresas do segmento de bionegócios já passaram pelo Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (Cide) ou pelo Fucapi Incubadora de Tecnologia (FIT), porém estima-se que menos de 50% estão no mercado. Uma tese de doutorado defendida na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) constatou que a dinâmica da inovação em bionegócios no Amazonas está em ascensão, principalmente nos segmentos de fitoterápicos e fitocosméticos.
Segundo o diretor-executivo do Cide, José Grosso, um dos objetivos dentro da incubação é incentivar e promover os projetos de inovação tecnológica e continuar com o programa de capacitação, treinamento, consultorias e apoio a eventos e divulgação das empresas. “O que nos incentiva a planejar e trabalhar por meio de articulações junto a outras instituições e parceiros”, informou.
Atualmente, o Cide trabalha com 11 empresas incubadas no setor de bionegócios. “Ao longo desse processo já passaram mais 20 empreendedores para esse setor, mas a estimativa que temos é que oito delas estão no mercado”, revelou.
Ainda segundo Grosso, à expectativa da incubadora Cide para o bionegócio é positiva, pelo fato de ser um setor viável e de alto potencial. “Há uma grande procura de empreendedores oriundos do meioacadêmico, pesquisadores e da sociedade em geral, interessados em atividades baseadas na biodiversidade, para inovar e desenvolver seu projeto com o suporte da incubadora”, afirmou.
Quando o assunto é divulgação a Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi) levou para a Feira Internacional da Amazônia (Fiam 2015) a Herbram, Aroma Ativo, Buritech e Engenho. Para as quatro empresas incubadas na Fucapi Incubadora de Tecnologia (FIT) participar de grandes eventos e ter a oportunidade de estabelecer contatos com o empresariado em geral, gerando negócios e investimentos e também divulgar a marca, os produtos e as atividades de cada startup, é um ponto em comum.Na avaliação do CEO da Herbram, António Dias, eventos como a Fiam geram oportunidades para impulsionar os negócios, principalmente em tempo de crise econômica. “Nosso maior mercado é o regional e temos também cliente internacional que atua conosco”, informou. A empresa atua com extratos vegetais da Amazônia, tendo como carro-chefe o amor crescido, o crajiru e o mulateiro. “Nosso core business consiste em extrair matérias-primas da Amazônia, com 30 espécies diferentes que fornecemos para indústria cosmética, farmácia de manipulação e indústria alimentar”,destacou.
Segundo Dias, além dos produtos a empresa incubada na FIT também oferece consultorias, desenvolve a formula-ção e indica a matéria-prima conforme necessidade de cada cliente. Possui um escritório e um laboratório de Bioextratos, com área de armazenamento, onde realiza seus ensaios e a produção de seus produtos. “A Herbram preocupa-se com a sustentabilidade na repartição de recursos, de modo a obter uma matéria-prima que permita às comunidades obterem benefícios, preservando a natureza, permitindo a melhoria da sua qualidade de vida e a utilização duradoura dos recursos naturais, preservando assim o meio ambiente”, frisou.
Outra empresa que aposta nos recursos naturais da floresta é a Aroma Ativo, também instalada na FIT há mais de um ano. Segundo a representante Kleise Rocha, a marca apresentou cerca de 80 tipos diferentes de produtos durante a Fiam 2015, desde cremes para mãos, buchas de banho, sabonetes vegetais, hidratantes, dentre outros cosméticos. “O fato de produzirmos na incubadora da Fucapi representa um diferencial significativo para o mercado”, reconheceu.
Doutores no assunto
Quem também atesta o desempenho do setor é o professor-doutor Kleber Abreu Souza, autor da tese de doutorado em biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) “A dinâmica da inovação em bionegócios no Estado do Amazonas: um estudo dos segmentos de alimentos e bebidas e fitoterápicos e fitocosméticos”, onde seu projeto teve por objetivo, avaliar a dinâmica da inovação em bionegócios na cidade de Manaus. “Foi possível detectar que os elementos que caracterizam a inovação se manifestam de forma mais intensa nos segmentos de fitoterápicos e fitocosméticos, do que nos segmentos de alimentos e bebidas”, observou.
Segundo Souza pôde-se concluir também que o ambiente inovador para essas organizações começa a ganhar um pouco mais de robustez, quando se observa a articulação da maioria das empresas com Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs ) e com órgãos de apoio empresarial. “A preocupação e o interesse das empresas de fitoterápicos e fitocosméticos em concorrer em editais de subvenção e o esforço que tem sido feito para inovar por meio do acesso a fundações que disponibilizam recursos para as atividades de inovação e ainda a utilização de recursos financeiros próprios, revela um novo cenário paraessas organizações”, explicou.
Isso sugere que a disponibilidade de recursos governamentais, de forma contínua, e o desenvolvimento de programas que estimulem a interação entre universidades e a iniciativa privada, podem estimular o surgimento de novas empresas nos referidos segmentos. “A partir dessas constatações pôde-se detectar a existência de atividades inovativas no grupo de empresas examinado”, conclui. A defesa da Tese aconteceu no dia 29 de outubro de 2013, e permanece atual. 
Bionegócios do Cide
No setor de bionegócios, atualmente o Cide trabalha com 11 empresas incubadas deste segmento. Sendo elas: Sohervas da Amazônia, empresa de elaboração e comercialização de óleos essenciais e extratos, licores e aguardentes de frutas da Amazônia, classificada no segmento de biotecnologia.
A Amazon Biocare Cosmético que desenvolve cosméticos para face, cabelo e corpo, utilizando vegetais amazônicos associados à nanotecnologia. Tem como objetivo fornecer produtos com alto valor agregado, aliando tecnologia de ponta e conhecimento tradicional.
A Loja das Essências é do ramo de cosmético. Além da fabricação de essências para perfumaria, cosméticos e produtos de limpeza, a empresa também desenvolve processo produtivo de perfumes e aromatizantes. Inclusive a Harmonia Nativa e Anna Morena estão classificadas no segmento de cosmético. Ambas trabalham na produção de aromatizantes de ambiente, sabonete líquido, álcool em gel, hidratantes, espuma de banho, sais de banho e óleo de banho.
A Trembão Refeições Congeladas dispõe de alimentos processados congelados, fornecendo uma alimentação balanceada, customizada com linhas fitness, diabéticos, entre outros. Seus produtos são embalados a vácuo e sem aditivos de conservantes. A Amazon Doces fabrica e comercializa doces, balas, bombons e semelhantes para venda no atacado e varejo, com frutos amazônicos. Produzindo licores, casadinho de cupuaçu, bala de cupuaçu, castanha, açaí e outros.
A empresa Temperos da Amazônia dedica-se a fabricação de especiarias, molhos, temperos e condimentos a base de pimenta regional do Norte, principalmente, a pimenta Murupi. Já a Waku Sese Amazônia oferece a expansão da agroindústria de polpa congelada, extrato e sorvete de açaí, cupuaçu, buriti, banana em calda, polpa de tucumã, xarope de guaraná e guaraná em pó.
Ainda no segmento de alimentos, a Sabores de Tradição intensifica a fabricação de produtos de panificação industrial, objetivando desenvolver produtos com base na teoria da "gastronomia/confeitaria molecular" com sabores amazônicos contendo cupuaçu, açaí araçá-boi, buriti, outros frutos regionais e adicionando ervas/sementes amazônicas.
Para finalizar a lista dos 11 bionegócios encubados no Cide está a empresa Divina Fruta Alimentos que pretende implantar uma cadeia produtiva através do fruto de maracujá amarelo. Os produtos são para consumo imediato, tais como sucos, geleias, obtenção do óleo para fabricação de nutricosméticos, matéria-prima para produção de adubos de plantas e obtenção de nano polímeros. Outros segmentos são divididos em Tecnologia da Informação e Comunicação e Serviços Especializados
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Bionegócios, um mercado promissor nas incubadoras do Amazonas

Em Manaus, mais de 20 empresas já passaram pelo Cide ou pelo Fucapi Incubadora, porém menos de 50% estão no mercado

Tanair Maria - Jornal do Commercio




MANAUS
- A biodiversidade amazônica é a mola propulsora na geração de bionegócios. Um mercado promissor em tempos de crise econômica, que reconhecidamente tem avançado por meio de parceiras entre empreendedor, incubadoras de tecnologia e centros acadêmicos. Em Manaus, mais de 20 empresas do segmento de bionegócios já passaram pelo Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (Cide) ou pelo Fucapi Incubadora de Tecnologia (FIT), porém estima-se que menos de 50% estão no mercado. Uma tese de doutorado defendida na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) constatou que a dinâmica da inovação em bionegócios no Amazonas está em ascensão, principalmente nos segmentos de fitoterápicos e fitocosméticos.
Segundo o diretor-executivo do Cide, José Grosso, um dos objetivos dentro da incubação é incentivar e promover os projetos de inovação tecnológica e continuar com o programa de capacitação, treinamento, consultorias e apoio a eventos e divulgação das empresas. “O que nos incentiva a planejar e trabalhar por meio de articulações junto a outras instituições e parceiros”, informou.
Atualmente, o Cide trabalha com 11 empresas incubadas no setor de bionegócios. “Ao longo desse processo já passaram mais 20 empreendedores para esse setor, mas a estimativa que temos é que oito delas estão no mercado”, revelou.
Ainda segundo Grosso, à expectativa da incubadora Cide para o bionegócio é positiva, pelo fato de ser um setor viável e de alto potencial. “Há uma grande procura de empreendedores oriundos do meioacadêmico, pesquisadores e da sociedade em geral, interessados em atividades baseadas na biodiversidade, para inovar e desenvolver seu projeto com o suporte da incubadora”, afirmou.
Quando o assunto é divulgação a Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi) levou para a Feira Internacional da Amazônia (Fiam 2015) a Herbram, Aroma Ativo, Buritech e Engenho. Para as quatro empresas incubadas na Fucapi Incubadora de Tecnologia (FIT) participar de grandes eventos e ter a oportunidade de estabelecer contatos com o empresariado em geral, gerando negócios e investimentos e também divulgar a marca, os produtos e as atividades de cada startup, é um ponto em comum.Na avaliação do CEO da Herbram, António Dias, eventos como a Fiam geram oportunidades para impulsionar os negócios, principalmente em tempo de crise econômica. “Nosso maior mercado é o regional e temos também cliente internacional que atua conosco”, informou. A empresa atua com extratos vegetais da Amazônia, tendo como carro-chefe o amor crescido, o crajiru e o mulateiro. “Nosso core business consiste em extrair matérias-primas da Amazônia, com 30 espécies diferentes que fornecemos para indústria cosmética, farmácia de manipulação e indústria alimentar”,destacou.
Segundo Dias, além dos produtos a empresa incubada na FIT também oferece consultorias, desenvolve a formula-ção e indica a matéria-prima conforme necessidade de cada cliente. Possui um escritório e um laboratório de Bioextratos, com área de armazenamento, onde realiza seus ensaios e a produção de seus produtos. “A Herbram preocupa-se com a sustentabilidade na repartição de recursos, de modo a obter uma matéria-prima que permita às comunidades obterem benefícios, preservando a natureza, permitindo a melhoria da sua qualidade de vida e a utilização duradoura dos recursos naturais, preservando assim o meio ambiente”, frisou.
Outra empresa que aposta nos recursos naturais da floresta é a Aroma Ativo, também instalada na FIT há mais de um ano. Segundo a representante Kleise Rocha, a marca apresentou cerca de 80 tipos diferentes de produtos durante a Fiam 2015, desde cremes para mãos, buchas de banho, sabonetes vegetais, hidratantes, dentre outros cosméticos. “O fato de produzirmos na incubadora da Fucapi representa um diferencial significativo para o mercado”, reconheceu.
Doutores no assunto
Quem também atesta o desempenho do setor é o professor-doutor Kleber Abreu Souza, autor da tese de doutorado em biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) “A dinâmica da inovação em bionegócios no Estado do Amazonas: um estudo dos segmentos de alimentos e bebidas e fitoterápicos e fitocosméticos”, onde seu projeto teve por objetivo, avaliar a dinâmica da inovação em bionegócios na cidade de Manaus. “Foi possível detectar que os elementos que caracterizam a inovação se manifestam de forma mais intensa nos segmentos de fitoterápicos e fitocosméticos, do que nos segmentos de alimentos e bebidas”, observou.
Segundo Souza pôde-se concluir também que o ambiente inovador para essas organizações começa a ganhar um pouco mais de robustez, quando se observa a articulação da maioria das empresas com Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs ) e com órgãos de apoio empresarial. “A preocupação e o interesse das empresas de fitoterápicos e fitocosméticos em concorrer em editais de subvenção e o esforço que tem sido feito para inovar por meio do acesso a fundações que disponibilizam recursos para as atividades de inovação e ainda a utilização de recursos financeiros próprios, revela um novo cenário paraessas organizações”, explicou.
Isso sugere que a disponibilidade de recursos governamentais, de forma contínua, e o desenvolvimento de programas que estimulem a interação entre universidades e a iniciativa privada, podem estimular o surgimento de novas empresas nos referidos segmentos. “A partir dessas constatações pôde-se detectar a existência de atividades inovativas no grupo de empresas examinado”, conclui. A defesa da Tese aconteceu no dia 29 de outubro de 2013, e permanece atual. 
Bionegócios do Cide
No setor de bionegócios, atualmente o Cide trabalha com 11 empresas incubadas deste segmento. Sendo elas: Sohervas da Amazônia, empresa de elaboração e comercialização de óleos essenciais e extratos, licores e aguardentes de frutas da Amazônia, classificada no segmento de biotecnologia.
A Amazon Biocare Cosmético que desenvolve cosméticos para face, cabelo e corpo, utilizando vegetais amazônicos associados à nanotecnologia. Tem como objetivo fornecer produtos com alto valor agregado, aliando tecnologia de ponta e conhecimento tradicional.
A Loja das Essências é do ramo de cosmético. Além da fabricação de essências para perfumaria, cosméticos e produtos de limpeza, a empresa também desenvolve processo produtivo de perfumes e aromatizantes. Inclusive a Harmonia Nativa e Anna Morena estão classificadas no segmento de cosmético. Ambas trabalham na produção de aromatizantes de ambiente, sabonete líquido, álcool em gel, hidratantes, espuma de banho, sais de banho e óleo de banho.
A Trembão Refeições Congeladas dispõe de alimentos processados congelados, fornecendo uma alimentação balanceada, customizada com linhas fitness, diabéticos, entre outros. Seus produtos são embalados a vácuo e sem aditivos de conservantes. A Amazon Doces fabrica e comercializa doces, balas, bombons e semelhantes para venda no atacado e varejo, com frutos amazônicos. Produzindo licores, casadinho de cupuaçu, bala de cupuaçu, castanha, açaí e outros.
A empresa Temperos da Amazônia dedica-se a fabricação de especiarias, molhos, temperos e condimentos a base de pimenta regional do Norte, principalmente, a pimenta Murupi. Já a Waku Sese Amazônia oferece a expansão da agroindústria de polpa congelada, extrato e sorvete de açaí, cupuaçu, buriti, banana em calda, polpa de tucumã, xarope de guaraná e guaraná em pó.
Ainda no segmento de alimentos, a Sabores de Tradição intensifica a fabricação de produtos de panificação industrial, objetivando desenvolver produtos com base na teoria da "gastronomia/confeitaria molecular" com sabores amazônicos contendo cupuaçu, açaí araçá-boi, buriti, outros frutos regionais e adicionando ervas/sementes amazônicas.
Para finalizar a lista dos 11 bionegócios encubados no Cide está a empresa Divina Fruta Alimentos que pretende implantar uma cadeia produtiva através do fruto de maracujá amarelo. Os produtos são para consumo imediato, tais como sucos, geleias, obtenção do óleo para fabricação de nutricosméticos, matéria-prima para produção de adubos de plantas e obtenção de nano polímeros. Outros segmentos são divididos em Tecnologia da Informação e Comunicação e Serviços Especializados

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