Meio Ambiente

Belém está na rota de inundação de geleiras, diz pesquisa

A pesquisa da NASA foram feitos a partir de computação reversa e mapeamento geotérmico pelo Laboratório de Propulsão a Jato


Não é segredo que a Amazônia é cercada por rios e florestas, mas você sabia as águas podem subir de forma avassaladora em um futuro não tão distante? Segundo uma simulação divulgada pela Agência Especial Americana (NASA), o derretimento de geleiras nos Polos Sul, Norte e Groenlândia, aumentaria o nível dos oceanos em seis metros e mais de 290 cidades seriam afetadas. Entre as localidades divulgadas está a cidade de Belém, capital do Pará.
Para saber mais sobre a simulação e pesquisa da Nasa, o Portal Amazônia, entrevistou o oceanógrafo, engenheiro ambiental e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), David Zee, que revelou a possibilidade da Amazônia sofrer com a catástrofe.  “Essa é uma verdade assustadora. Por estar perto do Equador, o Estado do Pará pode ser um dos lugares afetados, além do Rio de Janeiro e Pernambuco”, disse.
 

Foto: Divulgação/Ag.Pará

 

De acordo com Zee, não existe uma data especifica para a catástrofe acontecer, pode ser em 100 anos ou em poucas semanas. “O grande problema que as pessoas não percebe é que existe uma elevação média, por exemplo, em 100 anos o nível da água vai aumentar 70 centímetros, mas existem as flutuações de curtos períodos, um tipo de anomalia. E, algumas cidades não estão preparadas para sofrer uma variação tão rápida. Infelizmente não tem como prever”, explicou. 
Na pesquisa feita pela Nasa, o aumento das águas não aconteceriam de forma uniforme. Na simulação, se as geleiras da Groenlândia derretessem, o nível das águas subiria seis metros. "Seria como uma bacia de água com gelo, assim que a parte solida derretesse o nível de água vai subir. Com o movimento da terra, esse fator pode ser diferente em certos lugares, mas isso traria apenas prejuízos para o ecossistema", explicou. 
Os estudos da NASA foram feitos a partir de computação reversa e mapeamento geotérmico pelo Laboratório de Propulsão a Jato da NASA (JetLab). 


Meio Ambiente

Belém está na rota de inundação de geleiras, diz pesquisa

A pesquisa da NASA foram feitos a partir de computação reversa e mapeamento geotérmico pelo Laboratório de Propulsão a Jato

Redação

jornalismo@portalamazonia.com


Não é segredo que a Amazônia é cercada por rios e florestas, mas você sabia as águas podem subir de forma avassaladora em um futuro não tão distante? Segundo uma simulação divulgada pela Agência Especial Americana (NASA), o derretimento de geleiras nos Polos Sul, Norte e Groenlândia, aumentaria o nível dos oceanos em seis metros e mais de 290 cidades seriam afetadas. Entre as localidades divulgadas está a cidade de Belém, capital do Pará.
Para saber mais sobre a simulação e pesquisa da Nasa, o Portal Amazônia, entrevistou o oceanógrafo, engenheiro ambiental e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), David Zee, que revelou a possibilidade da Amazônia sofrer com a catástrofe.  “Essa é uma verdade assustadora. Por estar perto do Equador, o Estado do Pará pode ser um dos lugares afetados, além do Rio de Janeiro e Pernambuco”, disse.
 

Foto: Divulgação/Ag.Pará

 

De acordo com Zee, não existe uma data especifica para a catástrofe acontecer, pode ser em 100 anos ou em poucas semanas. “O grande problema que as pessoas não percebe é que existe uma elevação média, por exemplo, em 100 anos o nível da água vai aumentar 70 centímetros, mas existem as flutuações de curtos períodos, um tipo de anomalia. E, algumas cidades não estão preparadas para sofrer uma variação tão rápida. Infelizmente não tem como prever”, explicou. 
Na pesquisa feita pela Nasa, o aumento das águas não aconteceriam de forma uniforme. Na simulação, se as geleiras da Groenlândia derretessem, o nível das águas subiria seis metros. "Seria como uma bacia de água com gelo, assim que a parte solida derretesse o nível de água vai subir. Com o movimento da terra, esse fator pode ser diferente em certos lugares, mas isso traria apenas prejuízos para o ecossistema", explicou. 
Os estudos da NASA foram feitos a partir de computação reversa e mapeamento geotérmico pelo Laboratório de Propulsão a Jato da NASA (JetLab). 

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