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Amazônia

Área com 17 mil indígenas no AM tem atualmente um médico e espera novos profissionais do Mais Médicos

Em uma das aldeias, índios constroem centro médico para ajudar na fixação dos futuros profissionais. No Brasil, 59% das vagas não ocupadas estão nos distritos indígenas.

Por Paulo Paixão e Isabella Pina, G1 AM


Uma área com 17 mil indígenas e 120 aldeias está na lista dos distritos indígenas que concentram 59% das vagas não ocupadas dos Mais Médicos. O Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) de Parintins, no Centro Amazonense, tem atualmente somente um médico atuando, conforme o diretor do distrito, José Augusto.

Preencher todas as 12 vagas de profissionais deste Dsei está entre as missões do Ministério da Saúde, que prorrogou prazos dos editais para todas as vagas ainda abertas no Brasil e que espera que os mais de 8 mil médicos formados no exterior que se inscreveram na 2ª etapa do programa preencham 100% das vagas, inclusive nas áreas isoladas (veja íntegra do posicionamento do ministério ao fim da reportagem).

Os desafios, porém, são vários, conforme constatou a equipe de reportagem do G1 em visita ao distrito (veja abaixo) e no levantamento dos cenários (distância do local, perfil do médico e plano de carreira) que tornam as vagas menos atrativas para os médicos.

Das 106 vagas que não foram ocupadas no Mais Médicos, 63 estão em Dseis. No Brasil, 301 dos 529 médicos nos distritos indígenas eram cubanos — 57%, segundo o Ministério da Saúde. A população atendida nos distritos de saúde indígena é de 818 mil pessoas, segundo o governo federal.
           
Foto: Cacique geral da tribo se preocupa com falta de interesse de brasileiros em trabalhar nos DSEIS — Foto: Douglas Henrique/Rede Amazônica
 

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Área com 17 mil indígenas no AM tem atualmente um médico e espera novos profissionais do Mais Médicos

Em uma das aldeias, índios constroem centro médico para ajudar na fixação dos futuros profissionais. No Brasil, 59% das vagas não ocupadas estão nos distritos indígenas.

Por Paulo Paixão e Isabella Pina, G1 AM


Uma área com 17 mil indígenas e 120 aldeias está na lista dos distritos indígenas que concentram 59% das vagas não ocupadas dos Mais Médicos. O Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) de Parintins, no Centro Amazonense, tem atualmente somente um médico atuando, conforme o diretor do distrito, José Augusto.

Preencher todas as 12 vagas de profissionais deste Dsei está entre as missões do Ministério da Saúde, que prorrogou prazos dos editais para todas as vagas ainda abertas no Brasil e que espera que os mais de 8 mil médicos formados no exterior que se inscreveram na 2ª etapa do programa preencham 100% das vagas, inclusive nas áreas isoladas (veja íntegra do posicionamento do ministério ao fim da reportagem).

Os desafios, porém, são vários, conforme constatou a equipe de reportagem do G1 em visita ao distrito (veja abaixo) e no levantamento dos cenários (distância do local, perfil do médico e plano de carreira) que tornam as vagas menos atrativas para os médicos.

Das 106 vagas que não foram ocupadas no Mais Médicos, 63 estão em Dseis. No Brasil, 301 dos 529 médicos nos distritos indígenas eram cubanos — 57%, segundo o Ministério da Saúde. A população atendida nos distritos de saúde indígena é de 818 mil pessoas, segundo o governo federal.
           
Foto: Cacique geral da tribo se preocupa com falta de interesse de brasileiros em trabalhar nos DSEIS — Foto: Douglas Henrique/Rede Amazônica
 

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