Ciência e Tecnologia

Aplicativos criados por estudantes de Manaus são apresentados em feira

Feira de Aplicativos do IComp acontece nesta quarta-feira (19), de 14h às 19h, no Centro de Convivência da Ufam


Hoje em dia um aparelho celular é imprescindível para a comunicação, e vai muito além de ligações telefônicas. O telefone móvel se transformou em uma verdadeira caixa de ferramentas, onde é possível utilizar aplicativos para diversas atividades e para diversão. Estudantes de Ciência da Computação da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) receberam o desafio de criar aplicativos com tecnologias assistivas ou de comércio eletrônico e mostram o resultado de suas ideias na Feira de Aplicativos do IComp nesta quarta-feira (19), de 14h às 19h, no Centro de Convivência da universidade, localizada na Avenida Rodrigo Otávio.

Para quem precisa adquirir fotos para uso comercial, basta procurar pelo Pixews, criado pelos estudantes Jackson Lucas, Leandro Okimoto, Rodrigo Marques e Thais Gomes. Jackson Lucas contou ao Portal Amazônia que a ideia surgiu do ponto de vista dos paparazzis americanos, que costumam registrar o dia a dia das celebridades: "Então pensamos: por que não permitir que o público em geral pudesse tirar fotos que achasse relevante no dia a dia e recebesse por isso?".

Assim foi dado o primeiro passo para a criação da plataforma onde o público em geral pode submeter foto. Já na web, o produto se transforma em um mercado, onde grupos de notícias, por exemplo, pesquisam por fotos de seu interesse e compram. 

 

 

 

 

Equipe de criação do Pixews. Foto: Leandro Okimoto/Cedida

 

Segundo Leandro Okimoto, para produzir todo o projeto, o grupo dividiu as atividades em quatro partes: Desenvolver o aplicativo, desenvolver a versão Web, criar o Banco de Imagens e por fim, obter o servidor. Todo o trabalho tem sido feito desde julho deste ano. "Para o app, como nós tínhamos algum conhecimento, nós fizemos algumas consultas com colegas para tirar dúvidas. O projeto foi composto pelo canvas, plano de negócios, arquitetura do sistema, desenvolvimento do sistema e nós tivemos que fazer todas essas etapas", comentou.

Com um preço fixado em R$ 30 por imagem, Okimoto explicou que para chegar a este valor foram feitas pesquisas em tabelas de preços em associações e aplicações que fazem venda de fotografia. Mas a ideia não fica apenas no campo da imagem. "Penso em expandir o nosso produto final, além de fotos. Onde pessoas possam submeter matérias completas", adiantou o estudante.

Lucas afirmou que a experiência de transformar o conhecimento teórico em um produto rentável é importante para entender como o mercado funciona e o que exige dos profissionais da área. 



O site e o aplicativo, disponível para sistemas Android, já estão funcionais. Segundo Okimoto, ainda faltam ajustes como a integração a uma plataforma de pagamentos para compra e venda real. "Quem quiser ir conhecendo pode seguir nossa página no Facebook, lá postaremos informações e as pessoas poderão tirar dúvidas e dar sugestões. Nós não somos especialistas em freelancers, então quanto mais feedback recebermos deles, mais podemos crescer com nosso aplicativo", afirmou. O próximo passo é verificar se o site consegue atender as expectativas e, para isso, os jovens buscam parcerias.

Avisa aí

Outro ideia ambiciosa é o Avisa Aí, aplicativo que auxilia deficientes visuais a se deslocar pela cidade pelo transporte público. O trio de estudantes de Ciência da Computação, Kayque Damasceno, Michael Marlon e João Danilo, tievram a ideia a partir da simples observação do cotidiano de quem depende dos ônibus para se locomover. "O grupo se reuniu e percebeu a dificuldade que pessoas com algum nível de deficiência visual enfrentam no momento em que desejam se deslocar pela cidade de Manaus. Pensando nisso, desenvolvemos um sistema na qual os deficientes, munidos de um smartphone Android, são capazes de saber se o ônibus que aguardam encontra-se próximo a parada", explicou Damasceno.

De modo geral, o estudante, explicou, o usuário é avisado que o ônibus de interesse se aproxima, bem como o motorista. "Assim é possível identificar o usuário pelo nome utilizando o aplicativo criado", completou. Uma simulação prática foi feita dentro do campus da Ufam e foi aprovada. 

 

 

 

 

Equipe de criação do Avisa Aí. Foto: Kayque Damasceno/Cedida

 

Com pouco tempo para desenvolver uma ideia robusta, atualmente a equipe conta com dois protótipos de Produto Mínimo Viável (MVP) - uma versão de testes de um produto que contém somente as partes mais centrais do projeto e que deve ser feito com a maior velocidade e menor custo.

Os jovens também estarão com um estande na feira para apresentar a tecnologia inclusiva. "Como a acessibilidade é um direito básico e é pouco investido nas cidades, é uma grande satisfação contribuir com esse projeto que pode dar uma maior liberdade e autonomia para os nossos usuários", afirmou Damasceno. Para informações sobre o projeto, basta acessar o site Avisa Aí ou entrar em contato pelo telefone (92) 99494-1229.

Outros projetos como Izbox, uma caixa que auxilia deficientes visuais/motores a controlar aparelhos em um cômodo pelo seu celular, por meio de comando de voz, serão apresentados. Todos fazem parte da disciplina Sistemas Distribuídos, do Curso de Ciência da Computação, ministrada pelo professor Eduardo Souto. 


Ciência e Tecnologia

Aplicativos criados por estudantes de Manaus são apresentados em feira

Feira de Aplicativos do IComp acontece nesta quarta-feira (19), de 14h às 19h, no Centro de Convivência da Ufam

Clarissa Bacellar

clarissa.bacellar@portalamazonia.com


Hoje em dia um aparelho celular é imprescindível para a comunicação, e vai muito além de ligações telefônicas. O telefone móvel se transformou em uma verdadeira caixa de ferramentas, onde é possível utilizar aplicativos para diversas atividades e para diversão. Estudantes de Ciência da Computação da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) receberam o desafio de criar aplicativos com tecnologias assistivas ou de comércio eletrônico e mostram o resultado de suas ideias na Feira de Aplicativos do IComp nesta quarta-feira (19), de 14h às 19h, no Centro de Convivência da universidade, localizada na Avenida Rodrigo Otávio.

Para quem precisa adquirir fotos para uso comercial, basta procurar pelo Pixews, criado pelos estudantes Jackson Lucas, Leandro Okimoto, Rodrigo Marques e Thais Gomes. Jackson Lucas contou ao Portal Amazônia que a ideia surgiu do ponto de vista dos paparazzis americanos, que costumam registrar o dia a dia das celebridades: "Então pensamos: por que não permitir que o público em geral pudesse tirar fotos que achasse relevante no dia a dia e recebesse por isso?".

Assim foi dado o primeiro passo para a criação da plataforma onde o público em geral pode submeter foto. Já na web, o produto se transforma em um mercado, onde grupos de notícias, por exemplo, pesquisam por fotos de seu interesse e compram. 

 

 

 

 

Equipe de criação do Pixews. Foto: Leandro Okimoto/Cedida

 

Segundo Leandro Okimoto, para produzir todo o projeto, o grupo dividiu as atividades em quatro partes: Desenvolver o aplicativo, desenvolver a versão Web, criar o Banco de Imagens e por fim, obter o servidor. Todo o trabalho tem sido feito desde julho deste ano. "Para o app, como nós tínhamos algum conhecimento, nós fizemos algumas consultas com colegas para tirar dúvidas. O projeto foi composto pelo canvas, plano de negócios, arquitetura do sistema, desenvolvimento do sistema e nós tivemos que fazer todas essas etapas", comentou.

Com um preço fixado em R$ 30 por imagem, Okimoto explicou que para chegar a este valor foram feitas pesquisas em tabelas de preços em associações e aplicações que fazem venda de fotografia. Mas a ideia não fica apenas no campo da imagem. "Penso em expandir o nosso produto final, além de fotos. Onde pessoas possam submeter matérias completas", adiantou o estudante.

Lucas afirmou que a experiência de transformar o conhecimento teórico em um produto rentável é importante para entender como o mercado funciona e o que exige dos profissionais da área. 



O site e o aplicativo, disponível para sistemas Android, já estão funcionais. Segundo Okimoto, ainda faltam ajustes como a integração a uma plataforma de pagamentos para compra e venda real. "Quem quiser ir conhecendo pode seguir nossa página no Facebook, lá postaremos informações e as pessoas poderão tirar dúvidas e dar sugestões. Nós não somos especialistas em freelancers, então quanto mais feedback recebermos deles, mais podemos crescer com nosso aplicativo", afirmou. O próximo passo é verificar se o site consegue atender as expectativas e, para isso, os jovens buscam parcerias.

Avisa aí

Outro ideia ambiciosa é o Avisa Aí, aplicativo que auxilia deficientes visuais a se deslocar pela cidade pelo transporte público. O trio de estudantes de Ciência da Computação, Kayque Damasceno, Michael Marlon e João Danilo, tievram a ideia a partir da simples observação do cotidiano de quem depende dos ônibus para se locomover. "O grupo se reuniu e percebeu a dificuldade que pessoas com algum nível de deficiência visual enfrentam no momento em que desejam se deslocar pela cidade de Manaus. Pensando nisso, desenvolvemos um sistema na qual os deficientes, munidos de um smartphone Android, são capazes de saber se o ônibus que aguardam encontra-se próximo a parada", explicou Damasceno.

De modo geral, o estudante, explicou, o usuário é avisado que o ônibus de interesse se aproxima, bem como o motorista. "Assim é possível identificar o usuário pelo nome utilizando o aplicativo criado", completou. Uma simulação prática foi feita dentro do campus da Ufam e foi aprovada. 

 

 

 

 

Equipe de criação do Avisa Aí. Foto: Kayque Damasceno/Cedida

 

Com pouco tempo para desenvolver uma ideia robusta, atualmente a equipe conta com dois protótipos de Produto Mínimo Viável (MVP) - uma versão de testes de um produto que contém somente as partes mais centrais do projeto e que deve ser feito com a maior velocidade e menor custo.

Os jovens também estarão com um estande na feira para apresentar a tecnologia inclusiva. "Como a acessibilidade é um direito básico e é pouco investido nas cidades, é uma grande satisfação contribuir com esse projeto que pode dar uma maior liberdade e autonomia para os nossos usuários", afirmou Damasceno. Para informações sobre o projeto, basta acessar o site Avisa Aí ou entrar em contato pelo telefone (92) 99494-1229.

Outros projetos como Izbox, uma caixa que auxilia deficientes visuais/motores a controlar aparelhos em um cômodo pelo seu celular, por meio de comando de voz, serão apresentados. Todos fazem parte da disciplina Sistemas Distribuídos, do Curso de Ciência da Computação, ministrada pelo professor Eduardo Souto. 

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