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Amazonas ainda não tem empresas com Certificação ISO 37001, afirma diretor do Rina

A ISO 37001 prevê um Sistema de Gestão Antissuborno, e, no Amazonas, a Lei nº 4.730 especifica sobre o Programa de Integridade nas empresas que contratem com a Administração Público do Estado

William Costa

jornalismo@portalamazonia.com


Com o objetivo de deixar os processos contratuais cada vez mais transparentes, o Amazonas tem na Lei nº 4.730, de 27 de dezembro de 2018, o Programa de Integridade nas empresas que contratem com a Administração Público do Estado.


A Lei exige a implantação do Programa, pois prevê proteção da administração pública de atos que possam lesar o Estado com prejuízos financeiros causados por irregularidades, desvios de ética, conduta e fraude, além de garantir o a execução de contratos, redução de risos, e melhor desempenho.

     
Foto:Divulgação
 


Um dos caminhos para transparência dos processos de empresas, a fim de garantir confiança de que a organização é capaz de fornecer produtos e serviços regularmente, além de atender normas internacionais em todos os campos técnicos, como a promoção de boas práticas de gestão e avanço tecnológico, a Organização Internacional de Normalização, que é popularmente conhecida como ISO, atua em certificação, reconhecendo medidas preventivas, sistemas de gestão, procedimentos técnicos em processos de produção e meio ambiente.


A ISO está presente em cerca de 160 países, e as certificações mais conhecidas são a ISO 9000, que preza pela gestão de qualidade, e a ISO 14000, que atua na gestão do meio ambiente. Além dessas, existem outras como a ISO 37001 que prevê um Sistema de Gestão Antissuborno, que no país, uma das poucas empresas certificadoras é a Rina Brasil.


Segundo Jefferson Carvalho, diretor para as Américas da RINA Brasil e vice-presidente da Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade (ABRAC), o desenvolvimento da ISO 37001 foi feito para dar norte na criação de um Programa de Integridade voltado para o Antissuborno.


"Mais que um referencial que pode ser usado em qualquer país do mundo, ela é passível de ser certificada. No Brasil, o Inmetro já credenciou certificadoras que podem auditar empresas e atestar que elas tenham um Sistema de Gestão Antissuborno, o Rina, por exemplo, é a primeira certificadora do mundo", conta Jefferson.

     
Foto:William Costa/Portal Amazônia
 

A certificação ISO 37001 funciona como um respaldo necessário para transações e negociadores entre países.


"Eu digo que ela atua como uma 'tecla SAP', por exemplo, estou no Brasil e quero fazer negócios na Arábia Saudita, tenho um representante que me apresenta um risco, tanto econômico, legal e reputacional. Com isso, preciso saber se esse negociante tem um programa de integridade, pego a documentação dele, e não falo o idioma, não entendo nada e nem os riscos do país, mas se ele me trouxer um certificado que ateste a idoneidade, eu sei que farei um bom negócio, e aí entra a ISO 37001, que destrava as relações de mercado", finaliza Jefferson.

No Amazonas, mesmo com a Lei 4.730/2018, não há empresas certificadas com a ISO 37001 que atua na reputação de uma Organização, a fim de dar capacidade de realização de negócios de maneira leal, correta, transparente, honesta, integra, regulamentada, seguindo padrões internacionais, mas há iniciativas.

"O Amazonas está começando essa ideia de certificação. Não conhecemos empresas certificadas no Estado, mas sabemos de iniciativas, mas isso tende a crescer. Até porque o Estado emitiu em dezembro uma Lei, que passa a pedir um Programa de Integridade nas compras públicas, e isso mostra a preocupação do Amazonas. E acreditamos que isso estimula a certificação, porque há necessidade do programa, e a ISO 37001 pode ajudar a comprovar que a empresa tem, e isso dá um conforto tanto para o agente público, quanto para própria empresa", pontua Jefferson.         
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Amazonas ainda não tem empresas com Certificação ISO 37001, afirma diretor do Rina

A ISO 37001 prevê um Sistema de Gestão Antissuborno, e, no Amazonas, a Lei nº 4.730 especifica sobre o Programa de Integridade nas empresas que contratem com a Administração Público do Estado


Com o objetivo de deixar os processos contratuais cada vez mais transparentes, o Amazonas tem na Lei nº 4.730, de 27 de dezembro de 2018, o Programa de Integridade nas empresas que contratem com a Administração Público do Estado.


A Lei exige a implantação do Programa, pois prevê proteção da administração pública de atos que possam lesar o Estado com prejuízos financeiros causados por irregularidades, desvios de ética, conduta e fraude, além de garantir o a execução de contratos, redução de risos, e melhor desempenho.

     
Foto:Divulgação
 


Um dos caminhos para transparência dos processos de empresas, a fim de garantir confiança de que a organização é capaz de fornecer produtos e serviços regularmente, além de atender normas internacionais em todos os campos técnicos, como a promoção de boas práticas de gestão e avanço tecnológico, a Organização Internacional de Normalização, que é popularmente conhecida como ISO, atua em certificação, reconhecendo medidas preventivas, sistemas de gestão, procedimentos técnicos em processos de produção e meio ambiente.


A ISO está presente em cerca de 160 países, e as certificações mais conhecidas são a ISO 9000, que preza pela gestão de qualidade, e a ISO 14000, que atua na gestão do meio ambiente. Além dessas, existem outras como a ISO 37001 que prevê um Sistema de Gestão Antissuborno, que no país, uma das poucas empresas certificadoras é a Rina Brasil.


Segundo Jefferson Carvalho, diretor para as Américas da RINA Brasil e vice-presidente da Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade (ABRAC), o desenvolvimento da ISO 37001 foi feito para dar norte na criação de um Programa de Integridade voltado para o Antissuborno.


"Mais que um referencial que pode ser usado em qualquer país do mundo, ela é passível de ser certificada. No Brasil, o Inmetro já credenciou certificadoras que podem auditar empresas e atestar que elas tenham um Sistema de Gestão Antissuborno, o Rina, por exemplo, é a primeira certificadora do mundo", conta Jefferson.

     
Foto:William Costa/Portal Amazônia
 

A certificação ISO 37001 funciona como um respaldo necessário para transações e negociadores entre países.


"Eu digo que ela atua como uma 'tecla SAP', por exemplo, estou no Brasil e quero fazer negócios na Arábia Saudita, tenho um representante que me apresenta um risco, tanto econômico, legal e reputacional. Com isso, preciso saber se esse negociante tem um programa de integridade, pego a documentação dele, e não falo o idioma, não entendo nada e nem os riscos do país, mas se ele me trouxer um certificado que ateste a idoneidade, eu sei que farei um bom negócio, e aí entra a ISO 37001, que destrava as relações de mercado", finaliza Jefferson.

No Amazonas, mesmo com a Lei 4.730/2018, não há empresas certificadas com a ISO 37001 que atua na reputação de uma Organização, a fim de dar capacidade de realização de negócios de maneira leal, correta, transparente, honesta, integra, regulamentada, seguindo padrões internacionais, mas há iniciativas.

"O Amazonas está começando essa ideia de certificação. Não conhecemos empresas certificadas no Estado, mas sabemos de iniciativas, mas isso tende a crescer. Até porque o Estado emitiu em dezembro uma Lei, que passa a pedir um Programa de Integridade nas compras públicas, e isso mostra a preocupação do Amazonas. E acreditamos que isso estimula a certificação, porque há necessidade do programa, e a ISO 37001 pode ajudar a comprovar que a empresa tem, e isso dá um conforto tanto para o agente público, quanto para própria empresa", pontua Jefferson.         

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