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Internet ajuda a popularizar histórias em quadrinhos produzidas por artistas de Manaus

Quadrinistas locais falam sobre o cenário em ascensão e o trabalho de criar HQs usando os cenários amazônicos como plano de fundo para grandes aventuras. Conheça!

Maria Paula Santos

maria.santos@amazonsat.com.br


Os quadrinistas do Amazonas já chegaram até os estúdios Maurício de Sousa, o criador da Turma da Mônica, e isso mostra que a produção local não para de crescer. Mesmo com a diminuição das bancas de revistas, ou até mesmo das compras de tiragens impressas de historinhas, quem é apaixonado por quadrinhos em Manaus vê na internet uma maneira de tornar mais forte essa paixão. 

Um exemplo disso é Geovan Motter, natural de Apuí, interior do Amazonas, que mantém suas revistas em quadrinhos com ajuda da internet. Ele se aventurou ainda pequeno pelos quadrinhos, antes mesmo de saber ler, e, hoje, com ajuda de leitores, retrata um pouco de sua vida em suas obras.
 
 
Foto: Reprodução/Amazon Sat
 
“Graças ao Cascão e o Chico Bento, eu me apaixonei pela leitura e fiz questão de aprender a ler bem rápido. E, depois de um tempo, resolvi fazer minhas próprias histórias, pois era algo que me deixava tão feliz que quis passar isso para outras pessoas. O que me inspira é tudo ao meu redor, desde o que leio e assisto, até minha vida particular com meu filho e meu cachorro, o totó, e através de apoio financeiro online eu consigo contar essas histórias para todos”, conta o designer quadrinista. 

O primeiro trabalho de Geovan foi a revista em quadrinhos ‘Mega Desinger’, em uma tentativa de mostrar as pessoas o que é a profissão e como ela funciona. “A cena ainda é fraca do quadrinho, igual a do designer, as pessoas ainda não valorizam tanto quanto deveriam, pois não entendem ou conhecem. Eu quis mostrar pra todos como precisamos estudar bastante e o trabalho que exige realizar um bom trabalho”, explica. 

Apesar da queixa, Geovan afirma que em cada evento sobre quadrinhos, o público está maior e que há um reconhecimento gratificante por parte dos leitores em se interessar em saber quem são os artistas locais.
 
 
Foto: Reprodução/Amazon Sat
 
Manaus é cenário para diversas narrativas

Geovan participa do projeto Ajuri Comics, onde ele e outros colegas se apoiam para fazer uma revista com várias histórias individuais assinadas por artistas locais diferentes. E muitos deles, assim como Geovan, usam Manaus como cenário para suas obras. 

É o caso, por exemplo, da revista em quadrinhos ‘Trovão’, de Luis Andrade, que tem como enredo a história de um menino de rua que ajuda uma senhora e é adotado por um policial. As cenas todas se passam por diversos pontos ilustrados da cidade, no Centro de Manaus.
 
 
Foto: Reprodução/Amazon Sat
 
Outro projeto que soube explorar bem o universo de Manaus, já que sua história se passa em três períodos diferentes da cidade, é ‘A última flecha’, de Romahs Mascarenhas e Emerson Medina. Eles contam a história de uma tribo indígena que foi massacrada por piratas e o único sobrevivente busca por vingança. Romahs é uma grande referência amazonense quando o assunto é quadrinho, já que ele é um dos roteiristas do Maurício de Sousa, há mais de nove anos. 

'"Foi graças a uma publicação em homenagem ao aniversário dos Estúdios Maurício de Sousa. Então fiz uma história em quadrinho de quatro páginas, contando como a Mônica conseguiu o Sansão, coelho de pelúcia que anda sempre com ela, já que era uma curiosidade da época que eu tinha e eles nunca haviam revelado, então eu tive liberdade pra contar a minha versão", disse o artista. 

Com o sucesso do material, logo Romahs virou roteirista de Maurício. Mas, em meio a isso, ele criou vários projetos pessoais, onde passa pela história do Amazonas com muito orgulho, retratando não só o dia a dia da cidade, mas sua história de crescimento e também a riqueza de fauna e flora da região, como em ‘Quintal, um lugar para ser feliz’ e ‘Pequeno detetive da história’.

Romahs afirma que está sempre esperançoso que as histórias em quadrinhos produzidas na região ganhem cada vez mais destaque. “A geração atual tem feito um trabalho com muito mais apuro técnico e qualidade. Hoje, podemos fazer um material tão bom quanto é feito lá fora”.

O Ler+1, programa do Amazon Sat inspirado no projeto da Fundação Rede Amazônica (FRAM), conversou com os quadrinistas locais no episódio sobre Leituras Amazônicas. Assista:

 

     

Internet ajuda a popularizar histórias em quadrinhos produzidas por artistas de Manaus

Quadrinistas locais falam sobre o cenário em ascensão e o trabalho de criar HQs usando os cenários amazônicos como plano de fundo para grandes aventuras. Conheça!

Maria Paula Santos

maria.santos@amazonsat.com.br


Os quadrinistas do Amazonas já chegaram até os estúdios Maurício de Sousa, o criador da Turma da Mônica, e isso mostra que a produção local não para de crescer. Mesmo com a diminuição das bancas de revistas, ou até mesmo das compras de tiragens impressas de historinhas, quem é apaixonado por quadrinhos em Manaus vê na internet uma maneira de tornar mais forte essa paixão. 

Um exemplo disso é Geovan Motter, natural de Apuí, interior do Amazonas, que mantém suas revistas em quadrinhos com ajuda da internet. Ele se aventurou ainda pequeno pelos quadrinhos, antes mesmo de saber ler, e, hoje, com ajuda de leitores, retrata um pouco de sua vida em suas obras.
 
 
Foto: Reprodução/Amazon Sat
 
“Graças ao Cascão e o Chico Bento, eu me apaixonei pela leitura e fiz questão de aprender a ler bem rápido. E, depois de um tempo, resolvi fazer minhas próprias histórias, pois era algo que me deixava tão feliz que quis passar isso para outras pessoas. O que me inspira é tudo ao meu redor, desde o que leio e assisto, até minha vida particular com meu filho e meu cachorro, o totó, e através de apoio financeiro online eu consigo contar essas histórias para todos”, conta o designer quadrinista. 

O primeiro trabalho de Geovan foi a revista em quadrinhos ‘Mega Desinger’, em uma tentativa de mostrar as pessoas o que é a profissão e como ela funciona. “A cena ainda é fraca do quadrinho, igual a do designer, as pessoas ainda não valorizam tanto quanto deveriam, pois não entendem ou conhecem. Eu quis mostrar pra todos como precisamos estudar bastante e o trabalho que exige realizar um bom trabalho”, explica. 

Apesar da queixa, Geovan afirma que em cada evento sobre quadrinhos, o público está maior e que há um reconhecimento gratificante por parte dos leitores em se interessar em saber quem são os artistas locais.
 
 
Foto: Reprodução/Amazon Sat
 
Manaus é cenário para diversas narrativas

Geovan participa do projeto Ajuri Comics, onde ele e outros colegas se apoiam para fazer uma revista com várias histórias individuais assinadas por artistas locais diferentes. E muitos deles, assim como Geovan, usam Manaus como cenário para suas obras. 

É o caso, por exemplo, da revista em quadrinhos ‘Trovão’, de Luis Andrade, que tem como enredo a história de um menino de rua que ajuda uma senhora e é adotado por um policial. As cenas todas se passam por diversos pontos ilustrados da cidade, no Centro de Manaus.
 
 
Foto: Reprodução/Amazon Sat
 
Outro projeto que soube explorar bem o universo de Manaus, já que sua história se passa em três períodos diferentes da cidade, é ‘A última flecha’, de Romahs Mascarenhas e Emerson Medina. Eles contam a história de uma tribo indígena que foi massacrada por piratas e o único sobrevivente busca por vingança. Romahs é uma grande referência amazonense quando o assunto é quadrinho, já que ele é um dos roteiristas do Maurício de Sousa, há mais de nove anos. 

'"Foi graças a uma publicação em homenagem ao aniversário dos Estúdios Maurício de Sousa. Então fiz uma história em quadrinho de quatro páginas, contando como a Mônica conseguiu o Sansão, coelho de pelúcia que anda sempre com ela, já que era uma curiosidade da época que eu tinha e eles nunca haviam revelado, então eu tive liberdade pra contar a minha versão", disse o artista. 

Com o sucesso do material, logo Romahs virou roteirista de Maurício. Mas, em meio a isso, ele criou vários projetos pessoais, onde passa pela história do Amazonas com muito orgulho, retratando não só o dia a dia da cidade, mas sua história de crescimento e também a riqueza de fauna e flora da região, como em ‘Quintal, um lugar para ser feliz’ e ‘Pequeno detetive da história’.

Romahs afirma que está sempre esperançoso que as histórias em quadrinhos produzidas na região ganhem cada vez mais destaque. “A geração atual tem feito um trabalho com muito mais apuro técnico e qualidade. Hoje, podemos fazer um material tão bom quanto é feito lá fora”.

O Ler+1, programa do Amazon Sat inspirado no projeto da Fundação Rede Amazônica (FRAM), conversou com os quadrinistas locais no episódio sobre Leituras Amazônicas. Assista:

 

     

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