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Países esquecidos da Amazônia: conheça a Guiana Francesa, o país que já teve o presídio mais temido do mundo

Para França, a Guiana Francesa é um departamento ultramarino, ou seja, um território subordinado ao país e integrante da União Européia

William Costa

william.costa@portalamazonia.com


O Portal Amazônia continua com a série de matérias sobre os Países Esquecidos da Amazônia, e desembarca agora no território francês mais apaixonante da América do Sul, a Guiana Francesa, para mostrar um pouco de suas belezas naturais e da diversidade cultural do país vizinho.

 

O Amapá é a primeira referência para a Guiana Francesa, eles estão coladinhos, e apenas o rio Oiapoque faz essa divisão. As suas fronteiras também se esbarram pelo Parque Nacional do Tumucumaque, uma grande área da Floresta Amazônica preservada e rica em biodiversidade, flora e fauna.

 

Do outro lado, a Guiana Francesa, é um país, não tanto para a França, que o considera como um departamento ultramarino, ou seja, um território subordinado ao país e integrante da União Européia, que foi negociado no século XVII  pelos franceses, e em 1946 tornou-se território.

 

 

     
 

 

 



O país serve principalmente ao mercado francês, com a exportação de madeiras, minérios e de pescados. A maioria de seu território é coberto por florestas, e o grande atrativo é o ecoturismo, além da pesca esportiva que tem crescido nos últimos anos. A base econômica é, em grande parte, dependente da Agência Espacial Européia.

 

A língua oficial é o francês, mas por lá o criolo é o idioma mais falado. A moeda é o euro, e o clima é equatorial, parecido com o que temos aqui pela Amazônia brasileira. A capital é Caiena, e a população do país é estimada em 296 mil habitantes, que vivem na área metropolitana da capital. O catolicismo também predomina por lá.

 

Há muitos brasileiros por lá, que segundo o Itamaraty, respondem pelo terceiro maior fluxo imigratório no país. O perfil desses brasileiros, em sua maioria, é de procedentes do Amapá, Pará e Maranhão, com baixa ou nenhuma escolaridade.


A gastronomia é típica crioula, e traz pratos com frango, porco e peixes defumados e muitos condimentos. O custo de vida é um pouco alto. Há poucas casas de câmbio. Cartões de crédito são aceitos. O país tem apenas um shopping center, os demais são lojas e galerias espalhadas na cidade.
 

   
 

 


Rede de Saúde



A Guiana Francesa presta atendimento médico gratuito ao turista, no entanto, a recomendação do Itamaraty é que o brasileiro esteja com um seguro internacional de saúde. É bom lembrar que a rede de saúde no país é limitada, e os casos de maior urgência são direcionados para a capital, Caiena.

 

Vacinação contra febre amarela é obrigatória para entrar no país, e a malária é bastante incidente, assim como dengue e chikungunya. O saneamento básico também deixa a desejar.

 

Pontos Turísticos

 

O contato com a natureza é o grande atrativo do país, mas há  muitos pontos turísticos que podem ser visitados, como o Camp De La Transportation, que hoje é um museu, mas anteriormente foi uma prisão, e é um retrato da história colonial do país. A Saint-Sauveur Cathedral (A Grande Catedral) é uma das igrejas históricas que os turistas procuram visitar no pais. O Fort Cépérou, que é o ponto mais alto de Caiena, vale bons clicks.

 

Como o país é tem uma área costeira, as praias são atrativos a parte, e o turista pode aproveitar a La Plage dês Roches, uma praia com muitas rochas, mas de uma beleza excêntrica, a Plage dês Hattes, conhecida pela presença de tartarugas marinhas, e também a Lei Îles du Salut (Ilha da Salvação), uma das praias mais bonitas do país.

 

 

     
 

 


De ecoturismo, a visita à Ilha do Diabo é um bom passeio histórico e cultural, pois na ilha funcionou uma das penitenciárias mais temidas do mundo, pela dificuldade em fuga, que além de ser cercada por água, existe a presença dos tubarões.

 


Outra opção ao turista é o Space Museum, que traz simuladores, filmes, maquetes, réplicas de foguetes e naves, e proporcionará ao turista a oportunidade de imersão na Estação Espacial Francesa. 

 


Vistos e passaportes

 

Para acessar a Guiana Francesa é necessário, além do passaporte, o visto. O visto de turista permite a permanência de até 90 dias no país, sem autorização de trabalho.

 

Para solicitação de vistos, os brasileiros são divididos por estados, os de GO, AC, AP, AM, PA, MT, RR, RO, TO, AL, BA, CE, MA, PB, PE, RN, SE, PI devem solicitar no de Brasília. Já os moradores do RJ, MG e ES devem solicitar o visto no Rio de Janeiro, e os de SP, PR, SC, RS e MS farão a solicitação no consulado da França em São Paulo.  

 

Orientações sobre o agendamento e mais informações sobre como tirar o visto francês, acesse: http://brasilia.ambafrance-br.org/Vistos 

 

 


Como chegar?



Dá para sair do Amapá e chegar à Guiana Francesa por via terrestre, a estrada Macapá-Oiapoque dá o acesso, mas tem trechos não-pavimentados que dificultam o trajeto. Em Oiapoque tem uma ponte binacional que permite a ligação terrestre entre os países, ou se preferir, a travessia por canoa.

 

Carros e motos são tarifadas para acesso ao país vizinho, e pode sair bem alto o valor. E neste caso, o turista deve procurar a Polícia de Fronteira em St. Georges de L’Oyapock ou na própria cabeceira da ponte, para ter o passaporte carimbado. Da Fronteira com o Brasil, até Caiena, são cerca de 2 horas e meia de distância, de carro.

 

A Receita Federal faz a fiscalização aduaneira em horários determinados. As operações relacionadas a despacho aduaneiro de mercadorias acontecem em dias úteis, de segunda a sexta-feira, nos horários das 8h às 12h e das 14h às 18h. O horário para atendimento e trânsito de viajantes é das 7h às 19h, diariamente.

 

Por avião, a Azul oferece vôos diretos entre o aeroporto de Belém e Caiena, todos os domingos, e o preço médio de ida e volta, é de R$ 1.124 reais, para compras antecipadas. O trecho tem duração média de uma hora e meia.



O Ministério Público Federal lançou uma cartilha com orientações muito importantes para quem quer visitar o país vizinho, é o “Guia de Viagem segura para o Suriname e a Guiana Francesa” que você pode baixar aqui.

 

Consulados do Brasil na Guiana Francesa

 

Consulado do Brasil em Caiena

Endereço: CONSULAT GENERAL DU BRÈSIL 444, CHEMIN SAINT ANTOINE BP 793 97337 CAYENNE CEDEX GUYANE FRANÇAISE.

Telefone: (00594) 594-296010

Plantão Consular: (694) 383353 (SOMENTE PARA EMERGÊNCIAS)

Email: cg.caiena@itamaraty.gov.br

Site da Repartição: http://caiena.itamaraty.gov.br/



Consulado Honorário em Guadaloupe

Titular: Maria Luiza Vitalis de Tostes Ribeiro

Endereço: Immeuble Immovital -Rue de l'Industrie 97122 Baie-Mahault - Guadeloupe

Telefone: 00(590) 590 26 71 81 ou 0590 48 10 10

E-mail: consul.hon.bresil.a.pointe-a-pitre@wanadoo.fr// izavtr@hotmail.com// mluiza.vitalistr@wanadoo.fr

 

 

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Países esquecidos da Amazônia: conheça a Guiana Francesa, o país que já teve o presídio mais temido do mundo

Para França, a Guiana Francesa é um departamento ultramarino, ou seja, um território subordinado ao país e integrante da União Européia


O Portal Amazônia continua com a série de matérias sobre os Países Esquecidos da Amazônia, e desembarca agora no território francês mais apaixonante da América do Sul, a Guiana Francesa, para mostrar um pouco de suas belezas naturais e da diversidade cultural do país vizinho.

 

O Amapá é a primeira referência para a Guiana Francesa, eles estão coladinhos, e apenas o rio Oiapoque faz essa divisão. As suas fronteiras também se esbarram pelo Parque Nacional do Tumucumaque, uma grande área da Floresta Amazônica preservada e rica em biodiversidade, flora e fauna.

 

Do outro lado, a Guiana Francesa, é um país, não tanto para a França, que o considera como um departamento ultramarino, ou seja, um território subordinado ao país e integrante da União Européia, que foi negociado no século XVII  pelos franceses, e em 1946 tornou-se território.

 

 

     
 

 

 



O país serve principalmente ao mercado francês, com a exportação de madeiras, minérios e de pescados. A maioria de seu território é coberto por florestas, e o grande atrativo é o ecoturismo, além da pesca esportiva que tem crescido nos últimos anos. A base econômica é, em grande parte, dependente da Agência Espacial Européia.

 

A língua oficial é o francês, mas por lá o criolo é o idioma mais falado. A moeda é o euro, e o clima é equatorial, parecido com o que temos aqui pela Amazônia brasileira. A capital é Caiena, e a população do país é estimada em 296 mil habitantes, que vivem na área metropolitana da capital. O catolicismo também predomina por lá.

 

Há muitos brasileiros por lá, que segundo o Itamaraty, respondem pelo terceiro maior fluxo imigratório no país. O perfil desses brasileiros, em sua maioria, é de procedentes do Amapá, Pará e Maranhão, com baixa ou nenhuma escolaridade.


A gastronomia é típica crioula, e traz pratos com frango, porco e peixes defumados e muitos condimentos. O custo de vida é um pouco alto. Há poucas casas de câmbio. Cartões de crédito são aceitos. O país tem apenas um shopping center, os demais são lojas e galerias espalhadas na cidade.
 

   
 

 


Rede de Saúde



A Guiana Francesa presta atendimento médico gratuito ao turista, no entanto, a recomendação do Itamaraty é que o brasileiro esteja com um seguro internacional de saúde. É bom lembrar que a rede de saúde no país é limitada, e os casos de maior urgência são direcionados para a capital, Caiena.

 

Vacinação contra febre amarela é obrigatória para entrar no país, e a malária é bastante incidente, assim como dengue e chikungunya. O saneamento básico também deixa a desejar.

 

Pontos Turísticos

 

O contato com a natureza é o grande atrativo do país, mas há  muitos pontos turísticos que podem ser visitados, como o Camp De La Transportation, que hoje é um museu, mas anteriormente foi uma prisão, e é um retrato da história colonial do país. A Saint-Sauveur Cathedral (A Grande Catedral) é uma das igrejas históricas que os turistas procuram visitar no pais. O Fort Cépérou, que é o ponto mais alto de Caiena, vale bons clicks.

 

Como o país é tem uma área costeira, as praias são atrativos a parte, e o turista pode aproveitar a La Plage dês Roches, uma praia com muitas rochas, mas de uma beleza excêntrica, a Plage dês Hattes, conhecida pela presença de tartarugas marinhas, e também a Lei Îles du Salut (Ilha da Salvação), uma das praias mais bonitas do país.

 

 

     
 

 


De ecoturismo, a visita à Ilha do Diabo é um bom passeio histórico e cultural, pois na ilha funcionou uma das penitenciárias mais temidas do mundo, pela dificuldade em fuga, que além de ser cercada por água, existe a presença dos tubarões.

 


Outra opção ao turista é o Space Museum, que traz simuladores, filmes, maquetes, réplicas de foguetes e naves, e proporcionará ao turista a oportunidade de imersão na Estação Espacial Francesa. 

 


Vistos e passaportes

 

Para acessar a Guiana Francesa é necessário, além do passaporte, o visto. O visto de turista permite a permanência de até 90 dias no país, sem autorização de trabalho.

 

Para solicitação de vistos, os brasileiros são divididos por estados, os de GO, AC, AP, AM, PA, MT, RR, RO, TO, AL, BA, CE, MA, PB, PE, RN, SE, PI devem solicitar no de Brasília. Já os moradores do RJ, MG e ES devem solicitar o visto no Rio de Janeiro, e os de SP, PR, SC, RS e MS farão a solicitação no consulado da França em São Paulo.  

 

Orientações sobre o agendamento e mais informações sobre como tirar o visto francês, acesse: http://brasilia.ambafrance-br.org/Vistos 

 

 


Como chegar?



Dá para sair do Amapá e chegar à Guiana Francesa por via terrestre, a estrada Macapá-Oiapoque dá o acesso, mas tem trechos não-pavimentados que dificultam o trajeto. Em Oiapoque tem uma ponte binacional que permite a ligação terrestre entre os países, ou se preferir, a travessia por canoa.

 

Carros e motos são tarifadas para acesso ao país vizinho, e pode sair bem alto o valor. E neste caso, o turista deve procurar a Polícia de Fronteira em St. Georges de L’Oyapock ou na própria cabeceira da ponte, para ter o passaporte carimbado. Da Fronteira com o Brasil, até Caiena, são cerca de 2 horas e meia de distância, de carro.

 

A Receita Federal faz a fiscalização aduaneira em horários determinados. As operações relacionadas a despacho aduaneiro de mercadorias acontecem em dias úteis, de segunda a sexta-feira, nos horários das 8h às 12h e das 14h às 18h. O horário para atendimento e trânsito de viajantes é das 7h às 19h, diariamente.

 

Por avião, a Azul oferece vôos diretos entre o aeroporto de Belém e Caiena, todos os domingos, e o preço médio de ida e volta, é de R$ 1.124 reais, para compras antecipadas. O trecho tem duração média de uma hora e meia.



O Ministério Público Federal lançou uma cartilha com orientações muito importantes para quem quer visitar o país vizinho, é o “Guia de Viagem segura para o Suriname e a Guiana Francesa” que você pode baixar aqui.

 

Consulados do Brasil na Guiana Francesa

 

Consulado do Brasil em Caiena

Endereço: CONSULAT GENERAL DU BRÈSIL 444, CHEMIN SAINT ANTOINE BP 793 97337 CAYENNE CEDEX GUYANE FRANÇAISE.

Telefone: (00594) 594-296010

Plantão Consular: (694) 383353 (SOMENTE PARA EMERGÊNCIAS)

Email: cg.caiena@itamaraty.gov.br

Site da Repartição: http://caiena.itamaraty.gov.br/



Consulado Honorário em Guadaloupe

Titular: Maria Luiza Vitalis de Tostes Ribeiro

Endereço: Immeuble Immovital -Rue de l'Industrie 97122 Baie-Mahault - Guadeloupe

Telefone: 00(590) 590 26 71 81 ou 0590 48 10 10

E-mail: consul.hon.bresil.a.pointe-a-pitre@wanadoo.fr// izavtr@hotmail.com// mluiza.vitalistr@wanadoo.fr

 

 


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