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Líbero Luxardo: o cinema mais tradicional de Belém

A simplicidade e verdade que o espaço transmite faz com que a relação entre o cineminha e o público seja de 'xodó'

Portal Amazônia, com informações da Agência Pará

jornalismo@portalamazonia.com


Sentado com 85 lugares vazios à sua volta, seu Orlando Pinto Filho, 65, parece ansioso. Ainda não é mais uma das muitas sessões culturais que o Cine Líbero Luxardo proporciona, há quase 31 anos em Belém (PA) - um lugar onde se pode buscar a magia do cinema para se assimilar bem mais que simples enredos audiovisuais. O servidor público fala mais da vida que sobre seu próprio ofício. É que nesse trabalho, a cultura que inunda a sala escura, com a luz que foge da fresta do projetor, é um deleite diário

“Esse é um dos poucos lugares que eu tenho prazer em frequentar aqui em Belém. O Líbero faz parte da minha história. Aqui me refugiei por várias vezes quando, ao me expressar, era repreendido”, confidencia seu Orlando ao fazer uma breve viagem pela sua juventude. 
 
Foto: Thiago Gomes/Ag.Pará
 
A voz madura conta histórias já testemunhadas pelas poltronas. As visitas fugidias ao espaço acontecem desde a sua criação. Seu Orlando lembra que foi nessa mesma salinha de projeção que viveu vários amores. “Para o Líbero eu trouxe as grandes paixões da minha juventude. Foi aqui que vivi e ainda vivo os melhores momentos da minha vida”.

Querido cinema

Cineasta paulistano com alma paraense, Líbero Luxardo foi um pioneiro na produção de longas metragens em nossa região. Seu nome empresta prestígio a cinema é considerado hoje um dos mais importantes do circuito alternativo de Belém e nacional. Em 2016, recebeu 18 mil pessoas. O mesmo público fiel que segue defendendo o local, por vez ou outra, como instrumento didático crucial para a formação crítica das novas gerações.

Carinhosamente chamado de “Cineminha do Centur”, o Líbero é uma sala simples, porém cheia de peculiaridades - justamente por causa das projeções de películas preferencialmente não comerciais exibidas diariamente. 
 
Seu Orlando na sala do Cine Líbero Luxardo. Foto: Thiago Gomes/Ag.Pará
 
A simplicidade e verdade que o espaço transmite faz com que a relação entre o cineminha e o público seja de 'xodó'. O carinho com que as pessoas costumam se referir ao lugar chega a ser visível na expressão do olhar e nas palavras, carinhosamente escolhidas para enaltecê-lo.

A reunião cultural que o cinema propicia, que inclui do mais experiente, como Orlando e seus 65 anos, às dezenas de jovens que entram e saem todos os dias da sala de exibição, faz do Líbero Luxardo um espaço único da Belém que faz 401 anos – e algo muito além do mero espaço que oferece o acesso ao cinema de arte.

“Isso tudo é bem mais que uma sala de cinema. O Líbero foi, por muitos anos, meu espaço de libertação pessoal e cultural, e ponto de encontros amorosos que faço questão de lembrar”, sorri seu Orlando.
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Líbero Luxardo: o cinema mais tradicional de Belém

A simplicidade e verdade que o espaço transmite faz com que a relação entre o cineminha e o público seja de 'xodó'

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Sentado com 85 lugares vazios à sua volta, seu Orlando Pinto Filho, 65, parece ansioso. Ainda não é mais uma das muitas sessões culturais que o Cine Líbero Luxardo proporciona, há quase 31 anos em Belém (PA) - um lugar onde se pode buscar a magia do cinema para se assimilar bem mais que simples enredos audiovisuais. O servidor público fala mais da vida que sobre seu próprio ofício. É que nesse trabalho, a cultura que inunda a sala escura, com a luz que foge da fresta do projetor, é um deleite diário

“Esse é um dos poucos lugares que eu tenho prazer em frequentar aqui em Belém. O Líbero faz parte da minha história. Aqui me refugiei por várias vezes quando, ao me expressar, era repreendido”, confidencia seu Orlando ao fazer uma breve viagem pela sua juventude. 
 
Foto: Thiago Gomes/Ag.Pará
 
A voz madura conta histórias já testemunhadas pelas poltronas. As visitas fugidias ao espaço acontecem desde a sua criação. Seu Orlando lembra que foi nessa mesma salinha de projeção que viveu vários amores. “Para o Líbero eu trouxe as grandes paixões da minha juventude. Foi aqui que vivi e ainda vivo os melhores momentos da minha vida”.

Querido cinema

Cineasta paulistano com alma paraense, Líbero Luxardo foi um pioneiro na produção de longas metragens em nossa região. Seu nome empresta prestígio a cinema é considerado hoje um dos mais importantes do circuito alternativo de Belém e nacional. Em 2016, recebeu 18 mil pessoas. O mesmo público fiel que segue defendendo o local, por vez ou outra, como instrumento didático crucial para a formação crítica das novas gerações.

Carinhosamente chamado de “Cineminha do Centur”, o Líbero é uma sala simples, porém cheia de peculiaridades - justamente por causa das projeções de películas preferencialmente não comerciais exibidas diariamente. 
 
Seu Orlando na sala do Cine Líbero Luxardo. Foto: Thiago Gomes/Ag.Pará
 
A simplicidade e verdade que o espaço transmite faz com que a relação entre o cineminha e o público seja de 'xodó'. O carinho com que as pessoas costumam se referir ao lugar chega a ser visível na expressão do olhar e nas palavras, carinhosamente escolhidas para enaltecê-lo.

A reunião cultural que o cinema propicia, que inclui do mais experiente, como Orlando e seus 65 anos, às dezenas de jovens que entram e saem todos os dias da sala de exibição, faz do Líbero Luxardo um espaço único da Belém que faz 401 anos – e algo muito além do mero espaço que oferece o acesso ao cinema de arte.

“Isso tudo é bem mais que uma sala de cinema. O Líbero foi, por muitos anos, meu espaço de libertação pessoal e cultural, e ponto de encontros amorosos que faço questão de lembrar”, sorri seu Orlando.

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