Gastronomia

Bar oferece 28 sabores regionais de cachaça, em Manaus

Os sabores são variados, entre eles estão o de jambu, mangarataia, mastruz, açaí, guaraná, capim santo, catuaba, andiroba e crajiru

Diego Oliveira e Matheus Monteiro

jornalismo@portalamazonia.com


Para os entusiastas em bebidas, visitar o 'Curupira Mãe do Mato', em Manaus, é uma ótima pedida. Com atrações musicais locais, ambiente descontraído e bebidas com sabor amazônico, ele oferece uma experiência nova aos clientes.
 
O dono do estabelecimento, Cássio Oliveira, é quem produz as cachaças regionais, ele é formado em química e explicou a importância da flora amazônica na produção das suas bebidas. “Na faculdade, descobri que toda planta pode fermentar e virar álcool. O tempo passou e nunca esqueci do assunto, pesquisei muito, então me deu a ideia de usar os produtos da Amazônia para criar sabores únicos e inovadores de cachaças”, afirmou. 

     
Cachaças são saborizada com produtos regionais. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
 

Com o objetivo de trazer à luz esses condimentos escondidos da Amazônia, Cássio começou a experimentar. O ponta pé inicial aconteceu com uma cachaça de pimenta e canela. "É um processo de tentativa e erro. Gosto de usar todas as possibilidades que nossa região têm, principalmente, quando se trata de sabores. E o nome 'Cachassio' é uma brincadeira, que agradou e acabou ficando", comentou. 

Na composição das cachaças, Cássio utiliza ervas, raízes, sementes, e até mesmo, madeira. Já os sabores são variados, entre eles estão o jambu, mangarataia, mastruz, açaí, guaraná, capim santo, catuaba, andiroba, preciosa, puxuri, castanheira, crajiru, cacau, pau tenente e anis estrelado. São 28 tipos de essências diferentes que fazem sucesso entre os clientes do bar. 

     
O nome da bebida de Cássio é 'Cachassio'. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
 

Segundo Cássio, a influência familiar foi importante para a produção das cachaças. Ele lembra da infância, quando sua avó preparava remédios naturais. “Recordo de muito coisas que já provei, por exemplo, a minha avó adorava dar andiroba e copaíba, quando ficava doente. O gosto é ruim, mas na cachaça ficou saboroso, tanto que virou drink, o lambedor, para homenagear a minha avó”, explicou.

Possibilidades

O produção ainda é pequeno. Cada cachaça leva em média oito horas para ficar pronta. Além da cachaça, Cássio ainda produz cervejas e licores, todos com um gosto amazônico. “A Amazônia tem um potencial imenso, existem muitos sabores que ainda não foram descoberto. Espero aumentar o número das minhas bebidas, afinal, sempre é bom descobrir novas combinações”, falou.

   
Cássio prepara drinks com as cachaças regionais. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
 
Opinião de especialista

O paraense Zhamis Benício, é estudante de gastronomia e trabalha como barman no Bistrô  Fitz Carraldo, em Manaus. Quando o assunto é drink, ele é especialista. Agora residindo na capital amazonense, o jovem teve oportunidade de provar as bebidas do 'Curupira Mãe do Mato'. Dos 28 sabores de cachaça, Zhamis experimentou 10. “Confesso que achei o cardápio interessante, eles utilizam produtos típicos da floresta amazônica. O que mais me agradou foi a mixagem entre o sabor e aromas”, destacou.  Segundo o barman, a única noção que os estrangeiros têm sobre a cachaça brasileira é através da caipirinha. “Cada país que conheci no exterior fabricam sua própria aguardente, nós no Brasil, por exemplo, temos a cachaça. Lá, eles utilizam materiais como talo de uva, milho, arroz, e até mesmo, a madeira da oliveira. O costume de saborizar a cachaça é brasileira, no exterior, eles conhecem só a caipirinha da forma tradicional”, explicou.  Quando perguntado qual drink foi seu favorito, Zhamis, nem pensa duas vezes e responde: o paraense. “Esse para mim foi o mais perfeito, cachaça de Jambu e um toque de camomila, um dos melhores”, afirmou. E, Carlos, confirma essa escolha dos clientes. A procura pela cachaça de Jambu é tanta, que a bebida ganhou até uma garrafa especial para que ninguém saia do bar sem provar um dos principais ingredientes do Pará.

A garrafa da cachaça de Jambu se destaca entre as demais. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
  Serviço

Ficou com vontade de experimentar os sabores regionais em cachaças? O bar 'Curupira Mãe do Mato' funciona de quarta-feira a segunda-feira, das 17h às 2h. Está localizado na Avenida 7 de Setembro, 1710 - Centro. 

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Bar oferece 28 sabores regionais de cachaça, em Manaus

Os sabores são variados, entre eles estão o de jambu, mangarataia, mastruz, açaí, guaraná, capim santo, catuaba, andiroba e crajiru

Diego Oliveira e Matheus Monteiro

jornalismo@portalamazonia.com


Para os entusiastas em bebidas, visitar o 'Curupira Mãe do Mato', em Manaus, é uma ótima pedida. Com atrações musicais locais, ambiente descontraído e bebidas com sabor amazônico, ele oferece uma experiência nova aos clientes.
 
O dono do estabelecimento, Cássio Oliveira, é quem produz as cachaças regionais, ele é formado em química e explicou a importância da flora amazônica na produção das suas bebidas. “Na faculdade, descobri que toda planta pode fermentar e virar álcool. O tempo passou e nunca esqueci do assunto, pesquisei muito, então me deu a ideia de usar os produtos da Amazônia para criar sabores únicos e inovadores de cachaças”, afirmou. 

     
Cachaças são saborizada com produtos regionais. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
 

Com o objetivo de trazer à luz esses condimentos escondidos da Amazônia, Cássio começou a experimentar. O ponta pé inicial aconteceu com uma cachaça de pimenta e canela. "É um processo de tentativa e erro. Gosto de usar todas as possibilidades que nossa região têm, principalmente, quando se trata de sabores. E o nome 'Cachassio' é uma brincadeira, que agradou e acabou ficando", comentou. 

Na composição das cachaças, Cássio utiliza ervas, raízes, sementes, e até mesmo, madeira. Já os sabores são variados, entre eles estão o jambu, mangarataia, mastruz, açaí, guaraná, capim santo, catuaba, andiroba, preciosa, puxuri, castanheira, crajiru, cacau, pau tenente e anis estrelado. São 28 tipos de essências diferentes que fazem sucesso entre os clientes do bar. 

     
O nome da bebida de Cássio é 'Cachassio'. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
 

Segundo Cássio, a influência familiar foi importante para a produção das cachaças. Ele lembra da infância, quando sua avó preparava remédios naturais. “Recordo de muito coisas que já provei, por exemplo, a minha avó adorava dar andiroba e copaíba, quando ficava doente. O gosto é ruim, mas na cachaça ficou saboroso, tanto que virou drink, o lambedor, para homenagear a minha avó”, explicou.

Possibilidades

O produção ainda é pequeno. Cada cachaça leva em média oito horas para ficar pronta. Além da cachaça, Cássio ainda produz cervejas e licores, todos com um gosto amazônico. “A Amazônia tem um potencial imenso, existem muitos sabores que ainda não foram descoberto. Espero aumentar o número das minhas bebidas, afinal, sempre é bom descobrir novas combinações”, falou.

   
Cássio prepara drinks com as cachaças regionais. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
 
Opinião de especialista

O paraense Zhamis Benício, é estudante de gastronomia e trabalha como barman no Bistrô  Fitz Carraldo, em Manaus. Quando o assunto é drink, ele é especialista. Agora residindo na capital amazonense, o jovem teve oportunidade de provar as bebidas do 'Curupira Mãe do Mato'. Dos 28 sabores de cachaça, Zhamis experimentou 10. “Confesso que achei o cardápio interessante, eles utilizam produtos típicos da floresta amazônica. O que mais me agradou foi a mixagem entre o sabor e aromas”, destacou.  Segundo o barman, a única noção que os estrangeiros têm sobre a cachaça brasileira é através da caipirinha. “Cada país que conheci no exterior fabricam sua própria aguardente, nós no Brasil, por exemplo, temos a cachaça. Lá, eles utilizam materiais como talo de uva, milho, arroz, e até mesmo, a madeira da oliveira. O costume de saborizar a cachaça é brasileira, no exterior, eles conhecem só a caipirinha da forma tradicional”, explicou.  Quando perguntado qual drink foi seu favorito, Zhamis, nem pensa duas vezes e responde: o paraense. “Esse para mim foi o mais perfeito, cachaça de Jambu e um toque de camomila, um dos melhores”, afirmou. E, Carlos, confirma essa escolha dos clientes. A procura pela cachaça de Jambu é tanta, que a bebida ganhou até uma garrafa especial para que ninguém saia do bar sem provar um dos principais ingredientes do Pará.

A garrafa da cachaça de Jambu se destaca entre as demais. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
  Serviço

Ficou com vontade de experimentar os sabores regionais em cachaças? O bar 'Curupira Mãe do Mato' funciona de quarta-feira a segunda-feira, das 17h às 2h. Está localizado na Avenida 7 de Setembro, 1710 - Centro. 

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