Selma Reis

De prato em prato...

"Recebi com muita honra esse convite, pois se existe algo que gosto, além de cozinhar, é ler, escrever e falar... Nessa ordem"


Olá vocês!

Recebi com muita honra esse convite, pois se existe algo que gosto, além de cozinhar, é ler, escrever e falar... Nessa ordem, mas tenho certeza que alguém vai dizer que eu falo mais que leio e escrevo, mas isso não importa porque eu sou grata por poder exercitar os três juntos ou separados, por isso agradeço a todos que dispensem uns minutos de seu tempo para ler essa coluna.

Dentre os diversos nomes sugeridos, acabamos optando por esse que foi escolhido pela superequipe criativa do Mateus Ribeiro, da Tape Publicidade. Obrigada! Vocês são os melhores!

E, inspirada por essa denominação, vamos falar da história do PRATO... Aliás, história é uma outra grande paixão que tenho e se vocês souberem de alguma boa história aliada a uma receita, compartilhem comigo. Vou adorar!

O prato, ou mazarine, foi oficialmente instituído como o utensílio que conhecemos hoje no século XVI, na Franca, pelo cardeal Mazarine, substituindo as tábuas e travessas usadas na era medieval, quadradas ou redondas, onde se cortava o os alimentos. E os caldos e sucos dos alimentos? Usavam-se fatias de pão para apará-los. Entenderam de onde veio àquela ideia de raspar o prato com uma fatia de pão?

A origem deles confunde-se com a história da humanidade. Eram fabricados, na antiguidade, em cerâmica, madeira, metal ou pasta de vidro. Os primeiros foram feitos em estanho, prata ou ouro e destinados apenas a nobres e reis. O povo comia em caçarolas. Era um símbolo de luxo!

No reinado de Luis XV, a faiança (cerâmica de baixa temperatura) e a porcelana foram difundidas, juntamente com as demais peças de serviço de mesa, e no final do século XVIII, os pratos enfim popularizaram-se como utensílio de mesa.

Atualmente, acrescentamos pratos de alguns outros materiais (porcelana, plástico, vidro, papel revestido com plástico, barro revestido a vidro e até de madeira ou pedra) e diversos modelos. No geral, os pratos rasos ou fundos têm 23 cm de diâmetro.

Com a chegada dos fast foods, confesso que sinto que voltamos ao tempo das caçarolas, só que agora em diversos formatos. São caixinhas de culinária oriental, forminhas onde se cozinha e serve os pudins, porta cachorros quentes, saquinhos de papel para hambúrguer e batatas fritas, e por aí vai... creio que dia desses colocaremos o prato com os alimentos crus em alguma máquina e sairá tudo prontinho e até decorado. Pasme!!! Quando esse tempo chegar, nós, cozinheiros, teremos que nos reinventar pela enésima vez. Ossos do ofício!

Enquanto isso não acontece, escreverei abaixo a receita original e a história do Estrogonofe de Carne, tão adaptada aos nossos paladares e muito presente em nossas casas.

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Foto: Divulgação 
Estrogonofe

Há duas versões para esta receita. Uma delas diz que um dos membros mais distintos da aristocracia russa do final do século XIX, o diplomata Pavel Stroganoff, promoveu um concurso culinário entre os chefs das principais famílias de São Petesburgo. O vencedor foi seu próprio cozinheiro, que homenageou o patrão com um prato chamado Carne à Stroganoff. A receita ganhou tamanha repercussão que acabou publicada na revista L’Art Culinaire, a única da época especializada em gastronomia.

A outra versão menciona um conde Stroganoff anterior a Pavel e bem mais idoso. Por conta da idade avançada, ele já não tinha mais força nos dentes e precisava de uma carne macia e picada para se alimentar.

Ingredientes:

450 g de tirinhas de filé-mignon

Sal e pimenta-do-reino moída na hora

1 colher (chá) de páprica picante

2 colheres (chá) de páprica doce

Óleo vegetal para fritar

30 g de manteiga

1 cebola cortada em rodelas

115 g de cogumelos fatiados bem fino

1 colher (chá) de extrato de tomate

50 ml de vinagre de vinho branco

200 ml de creme de leite fresco

1 colher (sopa) de salsa bem picada

Modo de preparo:

Tempere a carne no sal e na pimenta e, em seguida, role-a nas pápricas picante e doce. Frite rapidamente as tirinhas no óleo vegetal, para que fiquem malpassadas. Retire da panela e coloque em uma peneira, para que possa reservar o caldo. Acrescente manteiga, cebola e cogumelos à frigideira. Refogue-os por alguns minutos e, em seguida, acrescente o extrato de tomate. Cozinhe por mais dois minutos e acrescente o vinagre. Importante deixar cozinhar bem, para deixar a maior parte da água evaporar. Despeje o creme de leite e o vinho e deixe ferver. Adicione então as tirinhas de carne e o caldo reservado. Aqueça sem deixar ferver. 

Selma Reis

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"Recebi com muita honra esse convite, pois se existe algo que gosto, além de cozinhar, é ler, escrever e falar... Nessa ordem"

Selma Reis

selmahreis@terra.com.br


Olá vocês!

Recebi com muita honra esse convite, pois se existe algo que gosto, além de cozinhar, é ler, escrever e falar... Nessa ordem, mas tenho certeza que alguém vai dizer que eu falo mais que leio e escrevo, mas isso não importa porque eu sou grata por poder exercitar os três juntos ou separados, por isso agradeço a todos que dispensem uns minutos de seu tempo para ler essa coluna.

Dentre os diversos nomes sugeridos, acabamos optando por esse que foi escolhido pela superequipe criativa do Mateus Ribeiro, da Tape Publicidade. Obrigada! Vocês são os melhores!

E, inspirada por essa denominação, vamos falar da história do PRATO... Aliás, história é uma outra grande paixão que tenho e se vocês souberem de alguma boa história aliada a uma receita, compartilhem comigo. Vou adorar!

O prato, ou mazarine, foi oficialmente instituído como o utensílio que conhecemos hoje no século XVI, na Franca, pelo cardeal Mazarine, substituindo as tábuas e travessas usadas na era medieval, quadradas ou redondas, onde se cortava o os alimentos. E os caldos e sucos dos alimentos? Usavam-se fatias de pão para apará-los. Entenderam de onde veio àquela ideia de raspar o prato com uma fatia de pão?

A origem deles confunde-se com a história da humanidade. Eram fabricados, na antiguidade, em cerâmica, madeira, metal ou pasta de vidro. Os primeiros foram feitos em estanho, prata ou ouro e destinados apenas a nobres e reis. O povo comia em caçarolas. Era um símbolo de luxo!

No reinado de Luis XV, a faiança (cerâmica de baixa temperatura) e a porcelana foram difundidas, juntamente com as demais peças de serviço de mesa, e no final do século XVIII, os pratos enfim popularizaram-se como utensílio de mesa.

Atualmente, acrescentamos pratos de alguns outros materiais (porcelana, plástico, vidro, papel revestido com plástico, barro revestido a vidro e até de madeira ou pedra) e diversos modelos. No geral, os pratos rasos ou fundos têm 23 cm de diâmetro.

Com a chegada dos fast foods, confesso que sinto que voltamos ao tempo das caçarolas, só que agora em diversos formatos. São caixinhas de culinária oriental, forminhas onde se cozinha e serve os pudins, porta cachorros quentes, saquinhos de papel para hambúrguer e batatas fritas, e por aí vai... creio que dia desses colocaremos o prato com os alimentos crus em alguma máquina e sairá tudo prontinho e até decorado. Pasme!!! Quando esse tempo chegar, nós, cozinheiros, teremos que nos reinventar pela enésima vez. Ossos do ofício!

Enquanto isso não acontece, escreverei abaixo a receita original e a história do Estrogonofe de Carne, tão adaptada aos nossos paladares e muito presente em nossas casas.

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Foto: Divulgação 
Estrogonofe

Há duas versões para esta receita. Uma delas diz que um dos membros mais distintos da aristocracia russa do final do século XIX, o diplomata Pavel Stroganoff, promoveu um concurso culinário entre os chefs das principais famílias de São Petesburgo. O vencedor foi seu próprio cozinheiro, que homenageou o patrão com um prato chamado Carne à Stroganoff. A receita ganhou tamanha repercussão que acabou publicada na revista L’Art Culinaire, a única da época especializada em gastronomia.

A outra versão menciona um conde Stroganoff anterior a Pavel e bem mais idoso. Por conta da idade avançada, ele já não tinha mais força nos dentes e precisava de uma carne macia e picada para se alimentar.

Ingredientes:

450 g de tirinhas de filé-mignon

Sal e pimenta-do-reino moída na hora

1 colher (chá) de páprica picante

2 colheres (chá) de páprica doce

Óleo vegetal para fritar

30 g de manteiga

1 cebola cortada em rodelas

115 g de cogumelos fatiados bem fino

1 colher (chá) de extrato de tomate

50 ml de vinagre de vinho branco

200 ml de creme de leite fresco

1 colher (sopa) de salsa bem picada

Modo de preparo:

Tempere a carne no sal e na pimenta e, em seguida, role-a nas pápricas picante e doce. Frite rapidamente as tirinhas no óleo vegetal, para que fiquem malpassadas. Retire da panela e coloque em uma peneira, para que possa reservar o caldo. Acrescente manteiga, cebola e cogumelos à frigideira. Refogue-os por alguns minutos e, em seguida, acrescente o extrato de tomate. Cozinhe por mais dois minutos e acrescente o vinagre. Importante deixar cozinhar bem, para deixar a maior parte da água evaporar. Despeje o creme de leite e o vinho e deixe ferver. Adicione então as tirinhas de carne e o caldo reservado. Aqueça sem deixar ferver. 

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