Osiris Silva

Integração Ufam-Uea

A parceria Ufam-UEA não é nova. Data de 2012, quando foi firmado acordo de cooperação técnico-científica objetivando fortalecer o ensino e pesquisa

Osíris Silva

osirisasilva@gmail.com


Os jovens reitores Sylvio Puga, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), e Cleinaldo Costa, da Universidade do Estado do Amazonas (Uea), por fim selam parceria reclamada por professores, pesquisadores e comunidades estudantis do Estado há tempos. Nesse sentido, as duas entidades iniciaram, no último dia 21 de agosto, discussões sobre o estabelecimento de uma agenda propositiva em torno de esforços conjuntos visando traçar estratégias de atuação integrada no interior do Estado e potencializar parcerias com universidades internacionais.

Nota da Assessoria de Comunicação da Ufam informa que, dentre as propostas consideradas  uma relaciona-se ao mapeamento dos cursos a serem implantados no interior do Amazonas de acordo com as vocações econômicas dos municípios. O estudo será seguido da elaboração de uma Carta de propostas a ser encaminhada ao governador do Estado, apontando a nova estratégia de ação direcionada ao interior. 

 

 

 

 

Foto: Suelen Gonçalves/Rede Amazônica

 


De acordo com o reitor Cleinaldo Costa, o objetivo é criar novos cursos ajustados às vocações econômicas das calhas dos rios. Como agronomia, turismo e entretenimento, mineração e engenharia naval. Espero que nesse conjunto possam ser considerados tecnologias de pesca e industrialização do pescado, de óleos essenciais e de produção de alimentos, dadas as vastas potencialidades de exploração de palmeiras e frutas regionais, extrativas ou cultivadas.

Outro passo extraordinário será a inevitável inserção de nossa universidade e centros de pesquisa junto às estruturas instaladas e em pleno funcionamento na tríplice fronteira: Universidad Nacional de Colombia (UNAL) e o Instituto SINCHI, sedes Letícia, Colômbia, e ao conjunto Universidade-Instituto de Investigaciones de la Amazonia Peruana (IIAP), sede Iquitos, Peru. 

Não só em relação à estruturação de mestrados e doutorados transnacionais, mas também no desenvolvimento de tecnologias de produção de alimentos, campo em que nossos vizinhos são fortes; na exploração sustentável da madeira e frutas tropicais, na conservação da biodiversidade e na exploração do vastíssimo potencial do ecoturismo da Amazônia sul-americana. Para tanto, a UEA conta com 17 doutores em Tabatinga, a Colômbia, 14, a Ufam, 17, e o Peru, cerca de 20. Um bom volume de especialistas para montar mestrados e doutorados interinstitucionais com nota máxima junto à Capes, salienta o pró-reitor de Extensão da Ufam, José Ricardo Bessa Freire.

Por outro lado, o reitor Sylvio Puga e a assessora especial de Relações Internacionais e Interinstitucionais da Ufam (ARII), professora Leda Brasil, reuniram-se com o diretor de Relações Internacionais, professor Harold Wright, e a coordenadora de programas acadêmicos da Pró-Reitoria de Ensino de Graduação, da UEA (Prograd), professora Simone Carvalho. O foco do encontro foi o projeto de criação de um modelo de intercâmbio de conhecimento caracterizado pela multidisciplinaridade de áreas conjuntas como, numa primeira etapa, saúde e educação.  


O projeto deverá certamente se estender às universidades colombiana e peruana sediadas, respectivamente, em Letícia e Iquitos.  Caberá às procuradorias jurídicas de cada entidade elaborar os termos das propostas de acordos a serem submetidos a discussões junto aos corpos docentes de ambas instituições.

A parceria Ufam-UEA não é nova. Data de 2012, quando foi firmado acordo de cooperação técnico-científica objetivando fortalecer o ensino, a pesquisa e a extensão. Em 2015, novo acordo, agora direcionado ao estágio curricular obrigatório e voluntário das duas universidades. Espera-se que a nova parceria logo abranja a estrutura de ensino-pesquisa-extensão da tríplice fronteira, de tal sorte que possa se traduzir em respostas concretas os anseios daquele estratégico centro em prol do desenvolvimento de tecnologias de exploração sustentável de setores da biodiversidade regional e viabilização da logística de integração econômica e mercadológica da Pan-Amazônia.


Osiris Silva

Integração Ufam-Uea

A parceria Ufam-UEA não é nova. Data de 2012, quando foi firmado acordo de cooperação técnico-científica objetivando fortalecer o ensino e pesquisa

Osíris Silva

osirisasilva@gmail.com


Os jovens reitores Sylvio Puga, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), e Cleinaldo Costa, da Universidade do Estado do Amazonas (Uea), por fim selam parceria reclamada por professores, pesquisadores e comunidades estudantis do Estado há tempos. Nesse sentido, as duas entidades iniciaram, no último dia 21 de agosto, discussões sobre o estabelecimento de uma agenda propositiva em torno de esforços conjuntos visando traçar estratégias de atuação integrada no interior do Estado e potencializar parcerias com universidades internacionais.

Nota da Assessoria de Comunicação da Ufam informa que, dentre as propostas consideradas  uma relaciona-se ao mapeamento dos cursos a serem implantados no interior do Amazonas de acordo com as vocações econômicas dos municípios. O estudo será seguido da elaboração de uma Carta de propostas a ser encaminhada ao governador do Estado, apontando a nova estratégia de ação direcionada ao interior. 

 

 

 

 

Foto: Suelen Gonçalves/Rede Amazônica

 


De acordo com o reitor Cleinaldo Costa, o objetivo é criar novos cursos ajustados às vocações econômicas das calhas dos rios. Como agronomia, turismo e entretenimento, mineração e engenharia naval. Espero que nesse conjunto possam ser considerados tecnologias de pesca e industrialização do pescado, de óleos essenciais e de produção de alimentos, dadas as vastas potencialidades de exploração de palmeiras e frutas regionais, extrativas ou cultivadas.

Outro passo extraordinário será a inevitável inserção de nossa universidade e centros de pesquisa junto às estruturas instaladas e em pleno funcionamento na tríplice fronteira: Universidad Nacional de Colombia (UNAL) e o Instituto SINCHI, sedes Letícia, Colômbia, e ao conjunto Universidade-Instituto de Investigaciones de la Amazonia Peruana (IIAP), sede Iquitos, Peru. 

Não só em relação à estruturação de mestrados e doutorados transnacionais, mas também no desenvolvimento de tecnologias de produção de alimentos, campo em que nossos vizinhos são fortes; na exploração sustentável da madeira e frutas tropicais, na conservação da biodiversidade e na exploração do vastíssimo potencial do ecoturismo da Amazônia sul-americana. Para tanto, a UEA conta com 17 doutores em Tabatinga, a Colômbia, 14, a Ufam, 17, e o Peru, cerca de 20. Um bom volume de especialistas para montar mestrados e doutorados interinstitucionais com nota máxima junto à Capes, salienta o pró-reitor de Extensão da Ufam, José Ricardo Bessa Freire.

Por outro lado, o reitor Sylvio Puga e a assessora especial de Relações Internacionais e Interinstitucionais da Ufam (ARII), professora Leda Brasil, reuniram-se com o diretor de Relações Internacionais, professor Harold Wright, e a coordenadora de programas acadêmicos da Pró-Reitoria de Ensino de Graduação, da UEA (Prograd), professora Simone Carvalho. O foco do encontro foi o projeto de criação de um modelo de intercâmbio de conhecimento caracterizado pela multidisciplinaridade de áreas conjuntas como, numa primeira etapa, saúde e educação.  


O projeto deverá certamente se estender às universidades colombiana e peruana sediadas, respectivamente, em Letícia e Iquitos.  Caberá às procuradorias jurídicas de cada entidade elaborar os termos das propostas de acordos a serem submetidos a discussões junto aos corpos docentes de ambas instituições.

A parceria Ufam-UEA não é nova. Data de 2012, quando foi firmado acordo de cooperação técnico-científica objetivando fortalecer o ensino, a pesquisa e a extensão. Em 2015, novo acordo, agora direcionado ao estágio curricular obrigatório e voluntário das duas universidades. Espera-se que a nova parceria logo abranja a estrutura de ensino-pesquisa-extensão da tríplice fronteira, de tal sorte que possa se traduzir em respostas concretas os anseios daquele estratégico centro em prol do desenvolvimento de tecnologias de exploração sustentável de setores da biodiversidade regional e viabilização da logística de integração econômica e mercadológica da Pan-Amazônia.

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