Osiris Silva

IGHA, cem anos


Fundado em 25 de março de 1917, e instalada na Câmara Municipal de Manaus, em histórica sessão liderada pelos intelectuais Bernardo Ramos, que se tornaria seu primeiro presidente; Agnelo Bittencourt e Vivaldo Lima, o Instituo Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA)apresenta hoje inegável vigor físico e intelectual. Sua atual diretoria, que tem como presidente a professora Marilene Correa de Feitas, e vice-presidente o historiador Francisco Gomes da Silva,propõe-se a executar ousado plano de trabalho na gestão2017/2018 com o fundamental suporte do governo do Amazonas.

Realmente, durante a sessão solene comemorativa dos cem anos do Instituto, na noite de sábado, 25, o chefe do Executivo amazonense autorizou de viva voz ao secretário da Cultura,Robério Braga, o destaque de uma verba de R$ 1,3 milhão a ser liberada no corrente exercício em favor do IGHA. O gesto do governador Melo tem precedente. Quando de sua criação, oIGHA foi beneficiado financeiramente pelo então governadorPedro Bacellar (1917-1921). Segundo Robério Braga, o Instituto, em junho de 1917 adquiriu por 375$000 (trezentos e setenta e cinco mil reais), garantidos pelo governo do Estado, o crédito de 1:126$000 (Um mil, cento e vinte e seis contos de reis) que pertencia a João de Oliveira e Silva, Francisco Grillo da Anunciação e Raimundo Soares de Souza, que permitiu estruturar a sede e seu funcionamento. Fiat lux!

Dentre os projetos mais importantes da diretoria do IGHA, destacam-se: Projeto Campo de Estágio no IGHA; Projeto de Seminários e Estudos Temáticos com o eixo Conhecimento e Memória; apoio às Atividades de Manutenção do Patrimônio físico no que diz respeito à conservação e restauração do edifício-sede e outros imóveis pertencentes ao IGHA; apoio ao Programa Editorial do IGHA e à institucionalização de indexador de qualidade de sua revista. Além destes, assumem destaque especial os projetos relativos ao apoio especial às publicações e lançamentos e títulos relacionados aos 100 anos do Instituto, que inclui a reedição da primeira revista de 1917 (já lançada), um Dossiê Especial do centenário, um Documentário dos 100 anos do IGHA; bem como ao Projeto Registro e Catálogos de Obras raras do IGHA e ao ambiente de exposição permanente temporária de seus acervos; ao Projeto de Digitalização do Acervo Documental e Biblioteca do IGHA no âmbito da ação da Biblioteca Virtual do Governo do Amazonas; atualização do site e criação do Portal de Acesso aos serviços do IGHA e ao Projeto Funcionamento do Museu Etnográfico Crisanto Jobim e à manutenção de suas exposições permanentes e temporárias.

O plano de ação também prevê confiar total suporte ao Projeto Mostras e Exposições de Coleções, Obras Raras e do Acervo arqueológico, etnográfico, iconográfico e pictórico; ao Projeto de Monitoramento e Gestão de Pesquisas realizadas no âmbito da utilização do acervo de propriedade do IGHA; e ao Projeto de Acessibilidade ao Conhecimento e Memória do IGHA que inclui equipamentos e instalações apropriadas a grupos etários de crianças, idosos e portadores de necessidades especiais (elevador, recursos de acesso e inteligibilidade adequada à pesquisadores deficientes físicos, visuais e auditivos).

Desde quando criado, há cem anos, afirma Correa de Freitas em pleno epicentro da crise econômica da borracha, numa época de grandes transformações sociais do mundo que saía da Primeira Guerra e recompunha suas relações de poder econômico e político, o Instituo vem se dedicando à missão básica de difusão dahistória e geografia do Estado, da Amazônia e do Brasil. O IGHA, de acordo com o historiador e seu ex-presidente, Robério Braga, “tem servido como sustentáculo da própria vida cultural de Manaus, dedicando-se à conservação de suas tradições, esculpindo novos mestres e pesquisadores”.

No decurso de todos estes anos, empenhando-se vigorosamente para a valorização das letras, ciência e a história do Amazonas e de sua gente, conclui Braga.
 

Foto:Reprodução/Dougças Machado

 

 

 

 

 

 


Osiris Silva

IGHA, cem anos


Fundado em 25 de março de 1917, e instalada na Câmara Municipal de Manaus, em histórica sessão liderada pelos intelectuais Bernardo Ramos, que se tornaria seu primeiro presidente; Agnelo Bittencourt e Vivaldo Lima, o Instituo Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA)apresenta hoje inegável vigor físico e intelectual. Sua atual diretoria, que tem como presidente a professora Marilene Correa de Feitas, e vice-presidente o historiador Francisco Gomes da Silva,propõe-se a executar ousado plano de trabalho na gestão2017/2018 com o fundamental suporte do governo do Amazonas.

Realmente, durante a sessão solene comemorativa dos cem anos do Instituto, na noite de sábado, 25, o chefe do Executivo amazonense autorizou de viva voz ao secretário da Cultura,Robério Braga, o destaque de uma verba de R$ 1,3 milhão a ser liberada no corrente exercício em favor do IGHA. O gesto do governador Melo tem precedente. Quando de sua criação, oIGHA foi beneficiado financeiramente pelo então governadorPedro Bacellar (1917-1921). Segundo Robério Braga, o Instituto, em junho de 1917 adquiriu por 375$000 (trezentos e setenta e cinco mil reais), garantidos pelo governo do Estado, o crédito de 1:126$000 (Um mil, cento e vinte e seis contos de reis) que pertencia a João de Oliveira e Silva, Francisco Grillo da Anunciação e Raimundo Soares de Souza, que permitiu estruturar a sede e seu funcionamento. Fiat lux!

Dentre os projetos mais importantes da diretoria do IGHA, destacam-se: Projeto Campo de Estágio no IGHA; Projeto de Seminários e Estudos Temáticos com o eixo Conhecimento e Memória; apoio às Atividades de Manutenção do Patrimônio físico no que diz respeito à conservação e restauração do edifício-sede e outros imóveis pertencentes ao IGHA; apoio ao Programa Editorial do IGHA e à institucionalização de indexador de qualidade de sua revista. Além destes, assumem destaque especial os projetos relativos ao apoio especial às publicações e lançamentos e títulos relacionados aos 100 anos do Instituto, que inclui a reedição da primeira revista de 1917 (já lançada), um Dossiê Especial do centenário, um Documentário dos 100 anos do IGHA; bem como ao Projeto Registro e Catálogos de Obras raras do IGHA e ao ambiente de exposição permanente temporária de seus acervos; ao Projeto de Digitalização do Acervo Documental e Biblioteca do IGHA no âmbito da ação da Biblioteca Virtual do Governo do Amazonas; atualização do site e criação do Portal de Acesso aos serviços do IGHA e ao Projeto Funcionamento do Museu Etnográfico Crisanto Jobim e à manutenção de suas exposições permanentes e temporárias.

O plano de ação também prevê confiar total suporte ao Projeto Mostras e Exposições de Coleções, Obras Raras e do Acervo arqueológico, etnográfico, iconográfico e pictórico; ao Projeto de Monitoramento e Gestão de Pesquisas realizadas no âmbito da utilização do acervo de propriedade do IGHA; e ao Projeto de Acessibilidade ao Conhecimento e Memória do IGHA que inclui equipamentos e instalações apropriadas a grupos etários de crianças, idosos e portadores de necessidades especiais (elevador, recursos de acesso e inteligibilidade adequada à pesquisadores deficientes físicos, visuais e auditivos).

Desde quando criado, há cem anos, afirma Correa de Freitas em pleno epicentro da crise econômica da borracha, numa época de grandes transformações sociais do mundo que saía da Primeira Guerra e recompunha suas relações de poder econômico e político, o Instituo vem se dedicando à missão básica de difusão dahistória e geografia do Estado, da Amazônia e do Brasil. O IGHA, de acordo com o historiador e seu ex-presidente, Robério Braga, “tem servido como sustentáculo da própria vida cultural de Manaus, dedicando-se à conservação de suas tradições, esculpindo novos mestres e pesquisadores”.

No decurso de todos estes anos, empenhando-se vigorosamente para a valorização das letras, ciência e a história do Amazonas e de sua gente, conclui Braga.
 

Foto:Reprodução/Dougças Machado

 

 

 

 

 

 

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