Mazé Mourão

O vitiligo e eu

Faça como eu, aproveite a data de hoje, Dia de Combate ao Preconceito e Estigma do Portador de Vitiligo e se liberte!


Em 1993, tive uma grande perda: faleceu, inesperadamente, o meu irmão querido Paulo Mourão Neto. Uma semana depois, começou uma coceira em todo o meu corpo. Fui a vários médicos no Rio de Janeiro, onde residia, e nada. Contudo, a impertinente coceira, como que por encanto, sumiu, desapareceu.
Meses depois, surgiu uma mancha no canto da minha boca. De novo fui ao médico e ouvi que, possivelmente, era vitiligo. Não acreditei. Deixei quieto. Quando voltei a morar em Manaus, em 2003, a mancha aumentou e apareceu em uma das mãos e no antebraço. Fui ao médico. Fiz biopsia e, então, foi constatado que eu tinha vitiligo.

 

 

 

Foto: Reprodução/Facebook-Mazé Mourão

 


Por 23 anos procurei uma fórmula secreta, fiz milhões de promessas, testei todas as bases do mundo, tudo que eu podia passar eu passei e aquilo somente aumentava. Um dia, eu estava experimentando uma roupa em uma loja e a vendedora perguntou se eu tinha vitiligo. Tomei um susto, mas respondi que sim. Ela disse: “Eu também. E sabe que o médico me ensinou? Que eu deveria repetir a seguinte frase: ‘Vitiligo, nem te ligo’!”.
Durante muito tempo não conseguia fazer com que essa frase, ou mantra, fizesse parte da minha vida. Porém, em 2013, decidi falar para todo mundo, por meio do programa ‘Mazé Diz Tudo’, que eu sou portadora de vitiligo. Na bucha! Me Libertei daquele peso que me acompanhou por mais de 20 anos. Me mostrei desnuda. Tirei a maquiagem no ar, para o mundo ver. Pense! Parecia que tinha descoberto a cura. E, quando assisti o programa na TV, percebi que durante esse tempo todo eu tinha a solução, mas não queria acreditar. Eu tinha a cura por meio da célebre frase da garota da loja.
Depois desse renascimento, passei a conviver harmonicamente com minhas manchas e elas foram se tornando mais leves, mais educadas, menos agressivas. Hoje em dia, as pessoas perguntam: “O que que você está fazendo, está com rosto ótimo, com uma aparência legal?” . E eu, internamente, penso: “Vitiligo, nem te ligo!”.
Faça como eu, aproveite a data de hoje, Dia de Combate ao Preconceito e Estigma do Portador de Vitiligo e se liberte! A mancha não é uma doença, não é hereditário e não pega. É apenas a despigmentação da pele ocasionada por uma forte emoção, perda, estresse, como foi o meu caso. Pense assim que está tudo certo. Beijo da Nega!


Mazé Mourão

O vitiligo e eu

Faça como eu, aproveite a data de hoje, Dia de Combate ao Preconceito e Estigma do Portador de Vitiligo e se liberte!

Mazé Mourão

jornalismo@portalamazonia.com


Em 1993, tive uma grande perda: faleceu, inesperadamente, o meu irmão querido Paulo Mourão Neto. Uma semana depois, começou uma coceira em todo o meu corpo. Fui a vários médicos no Rio de Janeiro, onde residia, e nada. Contudo, a impertinente coceira, como que por encanto, sumiu, desapareceu.
Meses depois, surgiu uma mancha no canto da minha boca. De novo fui ao médico e ouvi que, possivelmente, era vitiligo. Não acreditei. Deixei quieto. Quando voltei a morar em Manaus, em 2003, a mancha aumentou e apareceu em uma das mãos e no antebraço. Fui ao médico. Fiz biopsia e, então, foi constatado que eu tinha vitiligo.

 

 

 

Foto: Reprodução/Facebook-Mazé Mourão

 


Por 23 anos procurei uma fórmula secreta, fiz milhões de promessas, testei todas as bases do mundo, tudo que eu podia passar eu passei e aquilo somente aumentava. Um dia, eu estava experimentando uma roupa em uma loja e a vendedora perguntou se eu tinha vitiligo. Tomei um susto, mas respondi que sim. Ela disse: “Eu também. E sabe que o médico me ensinou? Que eu deveria repetir a seguinte frase: ‘Vitiligo, nem te ligo’!”.
Durante muito tempo não conseguia fazer com que essa frase, ou mantra, fizesse parte da minha vida. Porém, em 2013, decidi falar para todo mundo, por meio do programa ‘Mazé Diz Tudo’, que eu sou portadora de vitiligo. Na bucha! Me Libertei daquele peso que me acompanhou por mais de 20 anos. Me mostrei desnuda. Tirei a maquiagem no ar, para o mundo ver. Pense! Parecia que tinha descoberto a cura. E, quando assisti o programa na TV, percebi que durante esse tempo todo eu tinha a solução, mas não queria acreditar. Eu tinha a cura por meio da célebre frase da garota da loja.
Depois desse renascimento, passei a conviver harmonicamente com minhas manchas e elas foram se tornando mais leves, mais educadas, menos agressivas. Hoje em dia, as pessoas perguntam: “O que que você está fazendo, está com rosto ótimo, com uma aparência legal?” . E eu, internamente, penso: “Vitiligo, nem te ligo!”.
Faça como eu, aproveite a data de hoje, Dia de Combate ao Preconceito e Estigma do Portador de Vitiligo e se liberte! A mancha não é uma doença, não é hereditário e não pega. É apenas a despigmentação da pele ocasionada por uma forte emoção, perda, estresse, como foi o meu caso. Pense assim que está tudo certo. Beijo da Nega!

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