Mazé Mourão

Matutando

Mazé Mourão

mazemanaus@gmail.com


São tantas as informações e tudo ao mesmo tempo e agora que, de vez em quando fico matutando có’s meus botões, como tudo já passou ou para ser moderna, uso as expressões “já é”, igual a bacana e “já era” igual ultrapassado. Por exemplo, tive vontade de falar da mudança histórica da realeza britânica, com toques humanos e pessoais, que agradou em cheio todos os súditos britânicos. Porém, comecei a ler, nas redes sociais, comentários tão enlouquecidos, tão fora da ordem, que ganharam dos comentários da Glória Pires no Óscar (lembra ou não faz a menor ideia?), que resolvi calar. “Já era”.

Veio a Copa 2018. No meu escrito da semana passada, fiz um singelo e pueril resgate das minhas lembranças da Copa do Mundo de 1970, contei coisas que guardei por tanto tempo na memória, como tesouro, mesmo. Não teve a mínima repercussão. O assunto “já era”. Interessava como iria aparecer o Neymar Jr. na estreia do Brasil. Veja você, assíduo leitor ou assídua leitora, eles pensaram tanto nas mudanças performáticas do jogador que esqueceram de jogar. “Já é”.

Estou vendo a novela (já falei que sou noveleira de carteirinha), e comecei a ficar incomodada como falam os personagens. Não é o sotaque baiano que gosto da sonoridade, é perceber que não conseguem proferir corretamente determinadas palavras. Quase todos os atores, além de exagerar na expressão “massa”, falam engolindo uma letra: ino, vino, chegano, voltano, falano, entrano, passano.  Só estou matutando, pois vai ver que “já é” falar assim. Até.

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São tantas as informações e tudo ao mesmo tempo e agora que, de vez em quando fico matutando có’s meus botões, como tudo já passou ou para ser moderna, uso as expressões “já é”, igual a bacana e “já era” igual ultrapassado. Por exemplo, tive vontade de falar da mudança histórica da realeza britânica, com toques humanos e pessoais, que agradou em cheio todos os súditos britânicos. Porém, comecei a ler, nas redes sociais, comentários tão enlouquecidos, tão fora da ordem, que ganharam dos comentários da Glória Pires no Óscar (lembra ou não faz a menor ideia?), que resolvi calar. “Já era”.

Veio a Copa 2018. No meu escrito da semana passada, fiz um singelo e pueril resgate das minhas lembranças da Copa do Mundo de 1970, contei coisas que guardei por tanto tempo na memória, como tesouro, mesmo. Não teve a mínima repercussão. O assunto “já era”. Interessava como iria aparecer o Neymar Jr. na estreia do Brasil. Veja você, assíduo leitor ou assídua leitora, eles pensaram tanto nas mudanças performáticas do jogador que esqueceram de jogar. “Já é”.

Estou vendo a novela (já falei que sou noveleira de carteirinha), e comecei a ficar incomodada como falam os personagens. Não é o sotaque baiano que gosto da sonoridade, é perceber que não conseguem proferir corretamente determinadas palavras. Quase todos os atores, além de exagerar na expressão “massa”, falam engolindo uma letra: ino, vino, chegano, voltano, falano, entrano, passano.  Só estou matutando, pois vai ver que “já é” falar assim. Até.

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