Mazé Mourão

Manias e taras

Mazé Mourão

mazemanaus@gmail.com


 

Foto:Acervo Pessoal/Mazé Mourão

 

‘Existem coisas na vida que são mesmo engraçadas’, é mais ou menos assim a música do cantor Elimar Santos. E lembrei dela,exatamente por conta da conversa com minhas amigas solteiras há tempos (já casaram, descasaram, agora só os ficantes) e que,como eu, gostam da história de morar livres, leves e soltas.

Claro que a Nega aqui, adora opinar, fui descrevendo as minhas manias e algumas taras (tudo além da mania, bem entendido), do prazer de morar em um cafofo para chamar de seu.

Algo que me dá mais prazer, pela manhã, é preparar o meu café,coloco em uma xícara pequenina e vou para a minha minúscula varanda olhar a Grande Manaus despertar! Sou tarada por jornal,leio todos, mas nenhum caderno pode sair da sequência. Doida,eu? Completamente.

Meus   armários   ganharam um quarto, delícia! Nada de sapatos jogados, tenho todos organizados em sapateiras transparentes. É, aquelas lá das lojas Americanas, mas considero um luxo olhar todos de uma vez só e escolher qual deles abrigará os meus pés.

Minha  mesa de trabalho é arrumada da mesma maneira, desde 1986, quando  comecei  a  trabalhar  como jornalista  na Fundação Mudes, no Rio de Janeiro. Em Manaus, ganhei, em 2003, de um amigo, uma miniatura de uma máquina de escrever que tornou-se meu amuleto!

E assim fui falando, até uma das garotas (sim, somos garotas, ora),disse,  timidamente: “O  que  você pensa  quando   vê que sozinha usou todo um tubo de pasta de dentes, terminou um sabonete e,principalmente, fica na sua mão o final do papel higiênico?”. Gente,juro leitor ou leitora, nunca tinha me tocado para isso. Imagina. Mas,aquelas indagações ‘me deixaram’ a pensar.

Claro que na possibilidade de ganhar dinheiro. Somos um nicho sem precedentes para anunciantes. Criei logo os textos para cada produto: “O sabonete fulano de tal não desmancha com o uso de tantos dias”, ou “só uso papel higiênico de folha dupla, sem aroma e toque macio” e ainda, “sabe qual o café das mulheres de bem coma vida e que olham o dia amanhecer pela a minúscula varanda?”.Sinceramente, a essa altura da vida, gente, quero mais é ser feliz com minhas taras e manias. Até!


Mazé Mourão

Manias e taras

Mazé Mourão

mazemanaus@gmail.com


 

Foto:Acervo Pessoal/Mazé Mourão

 

‘Existem coisas na vida que são mesmo engraçadas’, é mais ou menos assim a música do cantor Elimar Santos. E lembrei dela,exatamente por conta da conversa com minhas amigas solteiras há tempos (já casaram, descasaram, agora só os ficantes) e que,como eu, gostam da história de morar livres, leves e soltas.

Claro que a Nega aqui, adora opinar, fui descrevendo as minhas manias e algumas taras (tudo além da mania, bem entendido), do prazer de morar em um cafofo para chamar de seu.

Algo que me dá mais prazer, pela manhã, é preparar o meu café,coloco em uma xícara pequenina e vou para a minha minúscula varanda olhar a Grande Manaus despertar! Sou tarada por jornal,leio todos, mas nenhum caderno pode sair da sequência. Doida,eu? Completamente.

Meus   armários   ganharam um quarto, delícia! Nada de sapatos jogados, tenho todos organizados em sapateiras transparentes. É, aquelas lá das lojas Americanas, mas considero um luxo olhar todos de uma vez só e escolher qual deles abrigará os meus pés.

Minha  mesa de trabalho é arrumada da mesma maneira, desde 1986, quando  comecei  a  trabalhar  como jornalista  na Fundação Mudes, no Rio de Janeiro. Em Manaus, ganhei, em 2003, de um amigo, uma miniatura de uma máquina de escrever que tornou-se meu amuleto!

E assim fui falando, até uma das garotas (sim, somos garotas, ora),disse,  timidamente: “O  que  você pensa  quando   vê que sozinha usou todo um tubo de pasta de dentes, terminou um sabonete e,principalmente, fica na sua mão o final do papel higiênico?”. Gente,juro leitor ou leitora, nunca tinha me tocado para isso. Imagina. Mas,aquelas indagações ‘me deixaram’ a pensar.

Claro que na possibilidade de ganhar dinheiro. Somos um nicho sem precedentes para anunciantes. Criei logo os textos para cada produto: “O sabonete fulano de tal não desmancha com o uso de tantos dias”, ou “só uso papel higiênico de folha dupla, sem aroma e toque macio” e ainda, “sabe qual o café das mulheres de bem coma vida e que olham o dia amanhecer pela a minúscula varanda?”.Sinceramente, a essa altura da vida, gente, quero mais é ser feliz com minhas taras e manias. Até!

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