Flávio Lauria

Sala de aula

O Brasil tem pressa; temos muito a percorrer para diminuir o fosso educacional que nos separa dos países do Primeiro Mundo


Em Conversas com quem gosta de ensinar, Rubem Alves diz: “Educador não é profissão; é vocação. E toda vocação nasce de um grande amor, de uma grande esperança”. Bom que a discussão sobre o ambiente em sala de aula tenha conquistado a opinião pública. Pontos de vistas diferentes têm sido manifestados, e isso é o que realmente precisamos: refletir sobre o ambiente da sala de aula para atingirmos a necessária aprendizagem. O Brasil tem pressa; temos muito a percorrer para diminuir o fosso educacional que nos separa dos países do Primeiro Mundo. Ignorância, ausência de educação escolar significam pobreza caminhando célere para a miséria; má qualidade de vida, insatisfação, doenças, violência, gastos e mais gastos públicos, má qualificação profissional, desperdícios e carências de toda ordem.

Semana passada no agradabilíssimo local Flor de Lis, discutimos sobre o tema Politica na Escola, tendo como convidados Wendell Garcez, Dr. Mauro Lippi, Dra. Francilane Mendes, Dayana Braga, e alunos da Universidade Estadual do Amazonas. Promover educação significa, em última instância, contribuir para fazer as pessoas mais felizes. A partir da segunda metade do século 20, mudou o papel do professor, a atitude dos alunos e, consequentemente, a relação professor-aluno. Recomendar a um professor universitário dos idos de 1960 que motivasse seus alunos seria considerado um contrassenso, um despautério.

 

 

Foto: Reprodução/Shutterstock

 


Para ele, eram adultas as pessoas que ingressavam numa universidade deveriam, pois, saber o que queriam. Além disso, com todas as dificuldades e esforços que isso acarretava, só procurava uma universidade quem tinha realmente vontade de aprender. Mas, atualmente, são muitos os motivos que levam as pessoas a procurar um curso superior, assim como são mínimas as dificuldades e exigências de ingresso. Por isso, nossos alunos precisam ser motivados, e o professor que desconsiderar este aspecto, dificilmente conseguirá envolvimento e bons resultados.

E, à medida que o aprendizado não é mais, necessariamente, o cerne do interesse do aluno, motivá-lo passa a ser responsabilidade do professor. O que move as pessoas para a ação varia de pessoa, formação, interesses, objetivos, necessidades, história de vida e outros fatores. Porém, embora pessoal, interna, ela pode ser provocada por fatores externos; assim, para motivar alguém, é preciso saber o que “mexe” com ela, quais são as suas necessidades, o que a faz vibrar, se envolver. Embora direcionados para o ambiente de trabalho, seus estudos podem ser verificados no ambiente da sala de aula, já que aprender implica uma ação, uma atitude pessoal na direção da construção de um conceito, na criação de uma visão de mundo, na libertação da dúvida para a conquista do conhecimento.

Na educação superior, entretanto, não faz muito sentido pressupor que vibração, excitação, ludicidade sejam condições para ocorrer o aprendizado, mesmo porque, atividades estimulantes, dinâmicas, lúdicas, por si só, não conseguem manter a motivação em alta durante todo o tempo, assim como também não garantem o aprendizado em qualquer nível. muito, para isso.


Flávio Lauria

Sala de aula

O Brasil tem pressa; temos muito a percorrer para diminuir o fosso educacional que nos separa dos países do Primeiro Mundo

Flávio Lauria

lauriaferreira@hotmail.com


Em Conversas com quem gosta de ensinar, Rubem Alves diz: “Educador não é profissão; é vocação. E toda vocação nasce de um grande amor, de uma grande esperança”. Bom que a discussão sobre o ambiente em sala de aula tenha conquistado a opinião pública. Pontos de vistas diferentes têm sido manifestados, e isso é o que realmente precisamos: refletir sobre o ambiente da sala de aula para atingirmos a necessária aprendizagem. O Brasil tem pressa; temos muito a percorrer para diminuir o fosso educacional que nos separa dos países do Primeiro Mundo. Ignorância, ausência de educação escolar significam pobreza caminhando célere para a miséria; má qualidade de vida, insatisfação, doenças, violência, gastos e mais gastos públicos, má qualificação profissional, desperdícios e carências de toda ordem.

Semana passada no agradabilíssimo local Flor de Lis, discutimos sobre o tema Politica na Escola, tendo como convidados Wendell Garcez, Dr. Mauro Lippi, Dra. Francilane Mendes, Dayana Braga, e alunos da Universidade Estadual do Amazonas. Promover educação significa, em última instância, contribuir para fazer as pessoas mais felizes. A partir da segunda metade do século 20, mudou o papel do professor, a atitude dos alunos e, consequentemente, a relação professor-aluno. Recomendar a um professor universitário dos idos de 1960 que motivasse seus alunos seria considerado um contrassenso, um despautério.

 

 

Foto: Reprodução/Shutterstock

 


Para ele, eram adultas as pessoas que ingressavam numa universidade deveriam, pois, saber o que queriam. Além disso, com todas as dificuldades e esforços que isso acarretava, só procurava uma universidade quem tinha realmente vontade de aprender. Mas, atualmente, são muitos os motivos que levam as pessoas a procurar um curso superior, assim como são mínimas as dificuldades e exigências de ingresso. Por isso, nossos alunos precisam ser motivados, e o professor que desconsiderar este aspecto, dificilmente conseguirá envolvimento e bons resultados.

E, à medida que o aprendizado não é mais, necessariamente, o cerne do interesse do aluno, motivá-lo passa a ser responsabilidade do professor. O que move as pessoas para a ação varia de pessoa, formação, interesses, objetivos, necessidades, história de vida e outros fatores. Porém, embora pessoal, interna, ela pode ser provocada por fatores externos; assim, para motivar alguém, é preciso saber o que “mexe” com ela, quais são as suas necessidades, o que a faz vibrar, se envolver. Embora direcionados para o ambiente de trabalho, seus estudos podem ser verificados no ambiente da sala de aula, já que aprender implica uma ação, uma atitude pessoal na direção da construção de um conceito, na criação de uma visão de mundo, na libertação da dúvida para a conquista do conhecimento.

Na educação superior, entretanto, não faz muito sentido pressupor que vibração, excitação, ludicidade sejam condições para ocorrer o aprendizado, mesmo porque, atividades estimulantes, dinâmicas, lúdicas, por si só, não conseguem manter a motivação em alta durante todo o tempo, assim como também não garantem o aprendizado em qualquer nível. muito, para isso.

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