Flávio Lauria

Que chegue logo 2017!

Para falar do ontem é preciso que se faça amanhã, e esse ontem foi 2016 cheio de incertezas...


Preferiria falar do amanhã que fosse a expressão libertária do viver, da fraternidade da convivência, do direito à divergência. Preferiria dizer de um amanhã em que não houvesse o medo, a angústia e a incerteza. Mas, para que esse amanhã se faça é preciso falar no ontem, e esse ontem foi 2016 cheio de incertezas.

A um dia do último dia do ano - por mais formal, convencionalizado, artificial e ritualizado que sejam os conteúdos mutantes da passagem de um número (2016) para outro (2017) - torna-se difícil não cair na tentação de se fazer ou um balanço do ano que se passou (retrospectiva) ou fazer especulações e avaliar expectativas para o ano que vai entrar (perspectiva). Ou, realizar as duas experiências.

Caio hoje nesta tentação - na segunda, exclusivamente, as perspectivas. Não tenho vocação de plantonista de conjunturas ou de inventariante de contingências. E não jogo búzios ou faço mapas de astros nem visito oráculos ou terreiros. Também nunca experimentei tarô, coisa muito chique em gente universitária. Em compensação, 2017 é um número esteticamente mais agradável, tanto gráfica como sonoramente. Mais agradável do que o duro e o péssimo 2016. Apenasvou escutar às portas e sentir a agitação do ano que começa domingo.

Penso que 2017 vai ser ano muito complicado.  Com a dose dupla do Trump, como vai se encaminhar o Iraque? Ou não vai se encaminhar - o que é o mais provável. E o Vladimir Putin, como irá se comportar com as conturbadas estocadas de Trump? E os movimentos antiglobalização irão se desmiliguir de vez? E por falar em desmiliguir o governo Temer vai "amarelar" até que ponto? Vão ter início os prólogos para a sucessão presidencial de 2018.

Geralmente este é um período que vulnerabilizaas boas intenções de políticas do governo e pode complicar os comandos deste ano de mandato do grupo de Temer. Lula certamente vai voltar à cena, mas com que papel? Mas o principal a olhar, se possuíssemos uma bola de cristal, será para as grandes corporações transnacionais, sentindo o que elas planejam para as economias para o ano de 2017.

E isso que pesa na verdade Que taxa de lucratividade elas vão desejar estabelecer como meta? Repito: é isto o que vai importar. O resto ... , o resto é a nossa preciosa vidinha provinciana cercada de barulhos por todos os lados. Foi pensando na qualidade desta nossa vidinha que votei em candidatos para prefeito e vereador explicitamente atentos e ocupados (preocupado sou eu) em melhorar nossa cidade e influir no processo de civilização da nossa região metropolitana, principalmente melhorar Manaus.

Domingo estas pessoas a quem foram dados muitos votos, irão ser empossadas e devem começar a trabalhar. E nos, cidadãos, precisamos cooperar com eles, propondo boas realizações sociais para 2017 e para o futuro. Futuro que nos tire desta medíocre modernização periférica, neste mundo marcado pela hierarquia estacionária de desenvolvimento entre os países. Não vai ser em 2017 que esta situação vai ser resolvida. O máximo que podemos desejar é que todos tenham um ano bem menos pior.


Flávio Lauria

Que chegue logo 2017!

Para falar do ontem é preciso que se faça amanhã, e esse ontem foi 2016 cheio de incertezas...

Flávio Lauria

lauriaferreira@hotmail.com


Preferiria falar do amanhã que fosse a expressão libertária do viver, da fraternidade da convivência, do direito à divergência. Preferiria dizer de um amanhã em que não houvesse o medo, a angústia e a incerteza. Mas, para que esse amanhã se faça é preciso falar no ontem, e esse ontem foi 2016 cheio de incertezas.

A um dia do último dia do ano - por mais formal, convencionalizado, artificial e ritualizado que sejam os conteúdos mutantes da passagem de um número (2016) para outro (2017) - torna-se difícil não cair na tentação de se fazer ou um balanço do ano que se passou (retrospectiva) ou fazer especulações e avaliar expectativas para o ano que vai entrar (perspectiva). Ou, realizar as duas experiências.

Caio hoje nesta tentação - na segunda, exclusivamente, as perspectivas. Não tenho vocação de plantonista de conjunturas ou de inventariante de contingências. E não jogo búzios ou faço mapas de astros nem visito oráculos ou terreiros. Também nunca experimentei tarô, coisa muito chique em gente universitária. Em compensação, 2017 é um número esteticamente mais agradável, tanto gráfica como sonoramente. Mais agradável do que o duro e o péssimo 2016. Apenasvou escutar às portas e sentir a agitação do ano que começa domingo.

Penso que 2017 vai ser ano muito complicado.  Com a dose dupla do Trump, como vai se encaminhar o Iraque? Ou não vai se encaminhar - o que é o mais provável. E o Vladimir Putin, como irá se comportar com as conturbadas estocadas de Trump? E os movimentos antiglobalização irão se desmiliguir de vez? E por falar em desmiliguir o governo Temer vai "amarelar" até que ponto? Vão ter início os prólogos para a sucessão presidencial de 2018.

Geralmente este é um período que vulnerabilizaas boas intenções de políticas do governo e pode complicar os comandos deste ano de mandato do grupo de Temer. Lula certamente vai voltar à cena, mas com que papel? Mas o principal a olhar, se possuíssemos uma bola de cristal, será para as grandes corporações transnacionais, sentindo o que elas planejam para as economias para o ano de 2017.

E isso que pesa na verdade Que taxa de lucratividade elas vão desejar estabelecer como meta? Repito: é isto o que vai importar. O resto ... , o resto é a nossa preciosa vidinha provinciana cercada de barulhos por todos os lados. Foi pensando na qualidade desta nossa vidinha que votei em candidatos para prefeito e vereador explicitamente atentos e ocupados (preocupado sou eu) em melhorar nossa cidade e influir no processo de civilização da nossa região metropolitana, principalmente melhorar Manaus.

Domingo estas pessoas a quem foram dados muitos votos, irão ser empossadas e devem começar a trabalhar. E nos, cidadãos, precisamos cooperar com eles, propondo boas realizações sociais para 2017 e para o futuro. Futuro que nos tire desta medíocre modernização periférica, neste mundo marcado pela hierarquia estacionária de desenvolvimento entre os países. Não vai ser em 2017 que esta situação vai ser resolvida. O máximo que podemos desejar é que todos tenham um ano bem menos pior.

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