Flávio Lauria

Corte contaminada


Estranhamente, cala-se, de modo ensurdecedor, o Poder Judiciário brasileiro. O que o Supremo Tribunal Federal julgou na ultima semana, dando salvo conduto para que Lula não seja preso até dia 04 de Abril não precisa de mais nada para se desmoralizar. Desmoralizou-se.
 
Foto:Reprodução/STF
    A Lei Lula acaba de ser criada pelo Supremo Tribunal Federal. Não interessa se provisória ou não, se valerá apenas enquanto os ministros desfrutarem do feriadão da Semana Santa. Mesmo negado pela turma do Tribunal Federal, os últimos recursos. Ela foi criada. Há mais de dois anos desfilam nos principais jornais, rádios e televisões do País denúncias e comprovações de corrupção, as mais variadas e sortidas ramificações em inúmeros e diferentes segmentos da nossa sociedade.

Toda a nossa corte está contaminada de ladroagens, cinismos, omissões, mentiras, e o silêncio inexplicável do mais alto poder de justiça nos espanta. Salvo manifestação em concessões de habeas corpus a bandidos de colarinhos brancos, para que os mesmos, de caras lavadas, gozem das caras sérias de todo brasileiro. É mensalão em todos os cantos e recantos de nossos poderes – imaginem em outras paragens. É no Executivo, Legislativo e, esperamos, seja dado um sacolejo também no Judiciário.

O que ocorreu no nosso Supremo Tribunal Federal quando do episódio do julgamento do Habeas Corpus de Lula, foi patético. Patere legem quam facisti (Respeite a lei que fizeste). Esquisito, não? E logo se trancaram aqueles onze vestais na mais precisa eutanásia da coragem e personalidade reinantes em suas vidas, gerando para todo povo brasileiro um arrepiante descrédito naquele Poder e, como sequela, um desabonador silêncio para a Nação.

Nunca o silêncio dos inocentes, mas aquele mistificado como resguardo comum a detentores de caras lisas. É bom nem imaginar que o tal mensalão da compra de votos e favores criado nas tapadeiras do PT e nas ante-salas do Planalto possa ter atingido as barbas daquela imponente e respeitável instituição. Ou chegaremos ao fundo do poço. E agora? Tem bububu no bobobó também em tudo que é órgão oficial, empresas estatais – economia mista ou fundação, enfim, atingindo todas as veias sociais, populares, sim sinhô.

Quadrilhas de apostadores, eletrônicos ou virtuais, cibernéticos ou robotizados, pouco importa. Juízes comprados para mudar resultados de jogos, fazendo a torcida de boba, jogadores de corpos-moles, técnicos burros, e pior, jogando toda a classe de árbitros à galhofa pública e, de agora em diante, passiva da mínima fiscalização. Embora, é bom lembrar, que essa tal compra de juízes de futebol vem de muito tempo atrás.

A verdade é que a gatunagem é incrível no nosso solo pátrio e a corte brasileira está encurralada. E, quase esqueço, quanto ao nosso Melo.. Este é de todos os Ramos.

Flávio Lauria

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Corte contaminada

Flávio Lauria

lauriaferreira@hotmail.com


Estranhamente, cala-se, de modo ensurdecedor, o Poder Judiciário brasileiro. O que o Supremo Tribunal Federal julgou na ultima semana, dando salvo conduto para que Lula não seja preso até dia 04 de Abril não precisa de mais nada para se desmoralizar. Desmoralizou-se.
 
Foto:Reprodução/STF
    A Lei Lula acaba de ser criada pelo Supremo Tribunal Federal. Não interessa se provisória ou não, se valerá apenas enquanto os ministros desfrutarem do feriadão da Semana Santa. Mesmo negado pela turma do Tribunal Federal, os últimos recursos. Ela foi criada. Há mais de dois anos desfilam nos principais jornais, rádios e televisões do País denúncias e comprovações de corrupção, as mais variadas e sortidas ramificações em inúmeros e diferentes segmentos da nossa sociedade.

Toda a nossa corte está contaminada de ladroagens, cinismos, omissões, mentiras, e o silêncio inexplicável do mais alto poder de justiça nos espanta. Salvo manifestação em concessões de habeas corpus a bandidos de colarinhos brancos, para que os mesmos, de caras lavadas, gozem das caras sérias de todo brasileiro. É mensalão em todos os cantos e recantos de nossos poderes – imaginem em outras paragens. É no Executivo, Legislativo e, esperamos, seja dado um sacolejo também no Judiciário.

O que ocorreu no nosso Supremo Tribunal Federal quando do episódio do julgamento do Habeas Corpus de Lula, foi patético. Patere legem quam facisti (Respeite a lei que fizeste). Esquisito, não? E logo se trancaram aqueles onze vestais na mais precisa eutanásia da coragem e personalidade reinantes em suas vidas, gerando para todo povo brasileiro um arrepiante descrédito naquele Poder e, como sequela, um desabonador silêncio para a Nação.

Nunca o silêncio dos inocentes, mas aquele mistificado como resguardo comum a detentores de caras lisas. É bom nem imaginar que o tal mensalão da compra de votos e favores criado nas tapadeiras do PT e nas ante-salas do Planalto possa ter atingido as barbas daquela imponente e respeitável instituição. Ou chegaremos ao fundo do poço. E agora? Tem bububu no bobobó também em tudo que é órgão oficial, empresas estatais – economia mista ou fundação, enfim, atingindo todas as veias sociais, populares, sim sinhô.

Quadrilhas de apostadores, eletrônicos ou virtuais, cibernéticos ou robotizados, pouco importa. Juízes comprados para mudar resultados de jogos, fazendo a torcida de boba, jogadores de corpos-moles, técnicos burros, e pior, jogando toda a classe de árbitros à galhofa pública e, de agora em diante, passiva da mínima fiscalização. Embora, é bom lembrar, que essa tal compra de juízes de futebol vem de muito tempo atrás.

A verdade é que a gatunagem é incrível no nosso solo pátrio e a corte brasileira está encurralada. E, quase esqueço, quanto ao nosso Melo.. Este é de todos os Ramos.

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