Abrahim Baze

Tributo a uma guerreira no Amazonas – Maria Ferreira Bernardes


Foto:Acervo pessoal

 

Há quem construa na trajetória da vida uma história de amor, fé e dedicação à família. A portuguesa de nascimento Maria Ferreira Bernardes pôde, desde há muito tempo, ser reconhecida como exemplo de fé e amor aos netos que se tornaram filhos.

Atrevo-me a dizer que, esta senhora mostrou na expressão do trabalho honrado, cuja sua fé me permite afirmar que ela tinha uma convicção intima com Deus, conseguindo demonstrar sua sensibilidade no sagrado exercício da profissão de lavadeira, traduzindo tudo isso na magia e encantamento da responsabilidade da criação de dois netos, José Azevedo e Maria Azevedo.

Não são poucas as pessoas no mundo que realizam esta experiência, ser avó e mãe por decisão da vontade de Deus. Essa polivalência de experiência acabou por dar à figura da senhora Maria Ferreira Bernardes a plenitude da sua humanidade. O terno amor que dedicou aos netos, por vontade de Deus que chamara a sua presença a mãe das crianças, Maria Ferreira Bernardes foi escolhida para tal missão, tendo em sua trajetória em que educou José e Maria a oportunidade de deixar seus valores morais, educacionais e religiosos.

Durante sua passagem entre nós dedicou-se ao trabalho modesto, porém honroso, de lavadeira para prover o sustento de duas crianças. Sem pensar duas vezes, passou a amá-los, no princípio de que é dando que se recebe.

Podemos chama-la de guerreira, pois ela soube chamar para si o altar ecumênico da pura raça lusíada, na feliz concepção da palavra. Enquanto viveu entre nós, conseguiu espargir a felicidade do amor e a profundidade da saudade de quem deu sua juventude a nossa terra. Saudade da terra-mãe, de sua infância e juventude e de tudo quanto houvera deixado para trás.

Seu maior legado fora construir através do trabalho, o caráter de seus netos ensinando-os a serem peças honrosas do sangue português. Seu perfume de avó-mãe permanece sendo a estação que consolidou o amor e, muitas vezes a partilha do quinhão que lhe cabia comer, oferecendo a quem ela tinha de melhor em sua companhia seus netos.

Ela pode ser encontrada no silêncio do gabinete da presidência da Importadora TV Lar, cuja foto nos faz perceber seu olhar terno como células ininterruptas como se absorvessem suas ternas lembranças. Maria Ferreira Bernardes, a avó paterna, permanece como rastro de luz que emanando dos designíos celestiais deixa espargir na nudez de sua foto não só um sentimento de lembrança, mas, principalmente o respeito a sua memória.

Ela foi mulher na essência do verbo. Foi uma jovem que acreditou na terra que destino lhe houvera reservado. Aqui trabalhou duro, deu sua juventude, entregou sua velhice com a soma do mais alto cometimento humano. Seu corpo foi aquecido pela força do sangue português, o que provocou um encontro da energia do trabalho na busca de realizar sonhos onde lavou e passou sob a luz incandescente do sol da Amazônia.

Ela mesclou com labor do cotidiano a soma do binômio avó e mãe. Maria Ferreira Bernardes foi à beleza que se ocultou por trás da simples dimensão do seu corpo material.

Nasceu em 17 de abril de 1884, na Freguesia de Ermesinde, do Conselho de Valongo Distrito do Porto – Portugal e faleceu em Manaus no dia 22 de fevereiro de 1973.


Abrahim Baze

Tributo a uma guerreira no Amazonas – Maria Ferreira Bernardes

Abrahim Baze

jornalismo@portalamazonia.com


Foto:Acervo pessoal

 

Há quem construa na trajetória da vida uma história de amor, fé e dedicação à família. A portuguesa de nascimento Maria Ferreira Bernardes pôde, desde há muito tempo, ser reconhecida como exemplo de fé e amor aos netos que se tornaram filhos.

Atrevo-me a dizer que, esta senhora mostrou na expressão do trabalho honrado, cuja sua fé me permite afirmar que ela tinha uma convicção intima com Deus, conseguindo demonstrar sua sensibilidade no sagrado exercício da profissão de lavadeira, traduzindo tudo isso na magia e encantamento da responsabilidade da criação de dois netos, José Azevedo e Maria Azevedo.

Não são poucas as pessoas no mundo que realizam esta experiência, ser avó e mãe por decisão da vontade de Deus. Essa polivalência de experiência acabou por dar à figura da senhora Maria Ferreira Bernardes a plenitude da sua humanidade. O terno amor que dedicou aos netos, por vontade de Deus que chamara a sua presença a mãe das crianças, Maria Ferreira Bernardes foi escolhida para tal missão, tendo em sua trajetória em que educou José e Maria a oportunidade de deixar seus valores morais, educacionais e religiosos.

Durante sua passagem entre nós dedicou-se ao trabalho modesto, porém honroso, de lavadeira para prover o sustento de duas crianças. Sem pensar duas vezes, passou a amá-los, no princípio de que é dando que se recebe.

Podemos chama-la de guerreira, pois ela soube chamar para si o altar ecumênico da pura raça lusíada, na feliz concepção da palavra. Enquanto viveu entre nós, conseguiu espargir a felicidade do amor e a profundidade da saudade de quem deu sua juventude a nossa terra. Saudade da terra-mãe, de sua infância e juventude e de tudo quanto houvera deixado para trás.

Seu maior legado fora construir através do trabalho, o caráter de seus netos ensinando-os a serem peças honrosas do sangue português. Seu perfume de avó-mãe permanece sendo a estação que consolidou o amor e, muitas vezes a partilha do quinhão que lhe cabia comer, oferecendo a quem ela tinha de melhor em sua companhia seus netos.

Ela pode ser encontrada no silêncio do gabinete da presidência da Importadora TV Lar, cuja foto nos faz perceber seu olhar terno como células ininterruptas como se absorvessem suas ternas lembranças. Maria Ferreira Bernardes, a avó paterna, permanece como rastro de luz que emanando dos designíos celestiais deixa espargir na nudez de sua foto não só um sentimento de lembrança, mas, principalmente o respeito a sua memória.

Ela foi mulher na essência do verbo. Foi uma jovem que acreditou na terra que destino lhe houvera reservado. Aqui trabalhou duro, deu sua juventude, entregou sua velhice com a soma do mais alto cometimento humano. Seu corpo foi aquecido pela força do sangue português, o que provocou um encontro da energia do trabalho na busca de realizar sonhos onde lavou e passou sob a luz incandescente do sol da Amazônia.

Ela mesclou com labor do cotidiano a soma do binômio avó e mãe. Maria Ferreira Bernardes foi à beleza que se ocultou por trás da simples dimensão do seu corpo material.

Nasceu em 17 de abril de 1884, na Freguesia de Ermesinde, do Conselho de Valongo Distrito do Porto – Portugal e faleceu em Manaus no dia 22 de fevereiro de 1973.

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